MERCADO FINANCEIRO
Bovespa cai
A Bolsa de Valores de São Paulo tentou dar prosseguimento ontem ao movimento de recuperação, mas não sustentou a alta e encerrou o pregão com queda de 1,13%, aos 29.498 pontos. Ao longo do dia, o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - chegou a subir 0,87% e superar os 30 mil pontos. Entretanto, inverteu a tendência influenciado pela instabilidade no mercado norte-americano, depois de indicadores divulgados nos EUA.
Confiança
O índice de confiança do consumidor norte-americano na economia, apurado pelo instituto privado de pesquisa Conference Board, caiu para 85 pontos em outubro, menor patamar desde outubro de 2003. Em setembro o índice havia ficado em 87,5 pontos. O pessimismo devido aos furacões que atingiram aquele país nos últimos meses, a alta nos preços dos combustíveis e a preocupação com o mercado de trabalho são alguns dos fatores que afetaram a confiança do consumidor norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 0,06%. A bolsa eletrônica Nasdaq teve queda de 0,30%.
Investimentos
O risco Brasil, porém, registrava queda de quase 3% no final do dia, para 364 pontos básicos. O indicador é uma espécie de termômetro da confiança dos estrangeiros na capacidade de o país honrar suas dívidas. Já o saldo de investimentos de estrangeiros na Bovespa neste mês, apesar de continuar negativo, apontou uma melhora. Os estrangeiros tiraram R$ 257 milhões da Bolsa de Valores de São Paulo em outubro até o dia 20. No acumulado até o dia 17, o resultado estava negativo em R$ 386,4 milhões.
Destaques
Entre as ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Light ON (2,98%), Celesc PNB (2,78%) e Net PN (2,22%). As maiores baixas foram Eletropaulo PN (-5,39%), Embratel Par PN (-5,09%) e Tele Centro Oeste PN (-4,87%).
Dólar
O dólar fechou ontem com leve alta de 0,13%, a R$ 2,264 na venda, também refletindo indicadores nos Estados Unidos e a atuação do Banco Central no câmbio. Pela manhã, a moeda chegou a cair 0,22%, para R$ 2,256. Segundo analistas, o BC ofereceu R$ 2,263 para a compra da divisa e aceitou sete propostas. Foi a 15 atuação da autoridade monetária no câmbio neste mês.
Juros
As taxas de juro futuras recuaram ligeiramente, mas sem que isso signifique uma mudança na tendência do mercado. Os contratos de curto prazo seguem ''amarrados'', indicando cortes na taxa Selic de quase 0,5 ponto porcentual nas próximas três reuniões do Copom (novembro, dezembro e janeiro). E a expectativa continua sobre a ata do Comitê, que sai amanhã e que pode autorizar o mercado a manter essa aposta. O DI janeiro/07 encerrou o pregão com taxa de 17,55%, ante 17,58% de segunda-feira.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram mais de US$ 2 em meio a previsões de frio repentino no nordeste dos EUA e à notícia de queda de energia em uma refinaria em New Jersey. Na Nymex, o contrato de petróleo para dezembro subiu US$ 2,21, 3,51%, para fechar em US$ 62,44 o barril. A mínima foi de US$ 60,90 e a máxima de US$ 62,55. Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para dezembro fecharam em US$ 60,24 o barril.
Na Europa
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem, com a queda da confiança do consumidor nos EUA no mês passado. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,49%. A Bolsa de Paris teve queda de 0,56%. A Bolsa de Frankfurt recuou 0,59%. A Bolsa de Milão teve desvalorização de 0,28% e a Bolsa de Madri perdeu 0,55%.
Papéis
As perdas foram limitadas pela notícia de que a fabricante de equipamentos de telecomunicação Ericsson irá comprar a divisão de redes da rival britânica Marconi. A British Petroleum (BP) divulgou um crescimento de 34% em seu lucro no terceiro trimestre, na comparação anual, mas informou que sofreu uma queda de 2% devido aos efeitos dos furacões Katrina e Rita sobre suas instalações na região do golfo do México. Os papéis da BP caíram 1,2%.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 0,16%, seguindo os ganhos em Wall Street. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em baixa de 0,28%. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 0,07%. A bolsa da China fechou com o índice Shangai Composto em baixa de 1,7% e o Shenzen Composto em queda de 1,8%.
Tóquio
O índice Nikkei fechou o dia em alta de 1,3%, em 13.280,62 pontos, maior alta em pontos desde 12 de outubro. As ações da Honda somaram 1,6% e as da Hino Motors avançaram 3,7%. Os papéis da companhia de tecnologia Toshiba subiram 2,5% e os da Pioneer avançaram 2,6%.
Aço e petróleo
As ações das siderúrgicas foram sustentadas por informações de que a associação dos fabricantes de ferro e aço da China convocou seus membros para reduzir em 5% a produção no quarto trimestre, a fim de evitar maior queda nos preços. As ações da siderúrgica JFE Holdings avançaram 2,9%. As empresas do setor de petróleo foram puxadas pelo desempenho favorável das commodities. Os papéis da Inpex, maior empresa exploradora de petróleo do Japão, fecharam em alta de 4,6%.
Das agências Estado e Folhapress





