Bovespa segue Wall Street
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deu prosseguimento ao movimento de recuperação de perdas iniciado na última sexta-feira e registrou ontem alta expressiva. O Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- fechou na máxima, com alta de 2,25%, aos 29.834 pontos. O volume financeiro da Bovespa somou R$ 1,470 bilhão. Hoje, os negócios foram diretamente influenciados pelo bom desempenho das Bolsas americanas.


Americanas
A Bolsa de Valores de Nova York registrou ganhos de 1,66% no índice Dow Jones 30 Industrials (com 10.385 pontos) e alta de 1,44% no S&P 500, aos 1196 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq apresentou alta de 1,61%, com 2115 pontos. O bom desempenho de Wall Street foi puxado pelos bons resultados de laboratórios farmacêuticos, como Merck e Shering-Plough, pela queda do preço do petróleo e pela nomeação do substituto de Alan Greenspan.


Bernanke
Os investidores receberam bem a nomeação do atual chefe do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Ben Bernanke, para substituir Greenspan na presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Para Álvaro Bandeira, da corretora Ágora Sênior, o mercado espera que o sucessor de Greenspan opte por um ritmo moderado de aumento de juros. ''As declarações sobre ele foram positivas e como ficamos ao sabor do noticiário internacional, refletimos o resultado das Bolsas americanas'', afirmou.

Destaques
As maiores altas registradas ontem no Ibovespa foram: TIM Participações PN (+6,30%), cotado a R$ 4,55 o lote de mil; Contax ON (+5,76%), cotada a R$ 2,75; e Petrobras ON, com avanço de 5,67%, cotado a R$ 36,30. Já a Sadia PN teve o pior desempenho do dia, com queda de 5,45%, cotado a R$ 5,20.

Termômetros
O risco Brasil - termômetro da confiança dos estrangeiros no Brasil- fechou em queda de 2,61%, para 373 pontos. O Global 40 - um dos principais títulos da dívida externa do país - registrou alta de 0,20%.


Dólar cai 0,13%
O dólar comercial encerrou a segunda-feira em queda de 0,13%, a R$ 2,2610 para venda, sob influência do anúncio da conclusão de captação externa do Unibanco e acompanhando de perto as notícias no exterior. A operação de captação no exterior feita pelo banco foi o principal fator a puxar para baixo o dólar. A divisa chegou à mínima de R$ 2,2570, em queda de 0,31% durante a manhã. Já a máxima alcançada foi de 0,18%. O Unibanco anunciou a conclusão de operação denominada Liquidity Facility. Ao longo dos próximos dois anos, o banco poderá acessar recursos no montante de até US$ 200 milhões, com prazo de pagamento de sete anos.

Volatilidade
Para Marcelo Ribeiro, da corretora Pentágono, a volatilidade do dólar deve aumentar nas próximas semanas. ''O dólar já chegou ao seu menor patamar e a tendência é que, daqui para frente, com a redução da Selic e o aumento da aversão ao risco, o real deve se desvalorizar'', afirmou.

Juros
O mercado de juros iniciou a semana exatamente como deve ficar até a ata do Copom: com baixa liquidez e nenhuma disposição em fazer grandes alterações nas taxas projetadas. Os contratos de curto prazo indicam cortes de quase 0,5 ponto porcentual na taxa Selic nas próximas três reuniões do Copom. E, até que o Copom divulgue a ata, provavelmente a curva se manterá como está.


Expectativas
A expectativa dos analistas agora é pela ata do Copom. Antes da ata, o calendário de indicadores é o seguinte: amanhã sai o IPC da Fipe da terceira quadrissemana de outubro (previsões entre 0,60% a 0,68%), sondagem industrial trimestral da FGV e emprego do IBGE referente a setembro; e na quinta, além da ata do Copom, tem IGP-M de outubro.


Petróleo
O furacão Wilma rumou para a costa da Flórida mas manteve distância do golfo do México - e das instalações petrolíferas da região -, o que fez o preço do petróleo fechar em baixa ontem. Durante o dia o preço do barril para entrega em dezembro operou abaixo dos US$ 60, mas mais próximo do encerramento das negociações do dia, fechou cotado a US$ 60,32, com baixa de 0,51%. O furacão Wilma atingiu a costa da Flórida com ventos de 200 km/h. Na manhã de ontem, o Wilma estava na categoria 3 da escala Saffir-Simpson (até 5). O Wilma é o oitavo furacão a atingir a Flórida nos últimos 14 meses.


Na Europa
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em alta de 1,27%. O volume ficou em 2,03 bilhões de ações negociadas. A alta foi liderada pelas ações do setor de mineração (Anglo American +4,65%, Antofagasta +3,57%, BHP Billiton +3,66%, Rio Tinto +2,36%, Xstrata +3,88%). Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 1,27%. Traders disseram que o mercado francês reagiu positivamente à baixa dos preços do petróleo e à abertura em alta das bolsas dos Estados Unidos. A bolsa de valores de Frankfurt fechou com o índice Dax-30 em alta de 1,31%, respaldado pela abertura positiva de Wall Street, segundo traders. Em Milão, o índice S&P/MIB subiu 324 1%). Bolsa de Madri fechou em alta de 1,6%; Lisboa ganhou 0,65%

Asiáticas
A bolsa da Coréia do Sul fechou com o Índice Kospi em alta de 0,09%. A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 0,59%. Pesaram sobre o mercado as preocupações com a gripe aviária e com a inflação e a elevação do juro nos EUA. Em Taiwan, o índice Weighted terminou em baixa de 0,37%. Na China, o índice Shangai Composto caiu 0,01% e o Shenzen Composto subiu 0,5%.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa, com os papéis dos segmentos de tecnologia, naval e siderúrgico liderando o movimento. A pressão foi suficiente para zerar ganhos entre ações de corretoras, seguradoras e de montadoras. Expectativas de suspensão do embargo as importações de carne dos EUA sustentaram as ações de algumas redes de restaurante. O índice Nikkei terminou a sessão em baixa de 0,7%.


Das agências Estado e Folhapress

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