Bolsa recupera perdas
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia em alta corrigindo parte das fortes quedas registradas na quinta-feira. A Bolsa fechou com avanço de 2,93%. O volume financeiro da Bovespa somou ontem R$ 1,570 milhões. O risco Brasil - termômetro da confiança dos estrangeiros no Brasil -, que chegou a ter um crescimento de mais de 3% durante o dia, apresentou no fim da tarde alta de 1,59%, para 383 pontos. O Global 40 - um dos principais títulos da dívida externa do país- registrou alta de 0,71%.

Cenário tranquilo
O dia foi de poucos dados econômicos. No cenário brasileiro, as altas acumuladas de 4,66% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) no ano e de 6,21% nos últimos 12 meses convergem para a meta do governo de 5,1% e animaram investidores. No exterior, a Bolsa descolou do índice Dow Jones 30 Industrials, que fechou com perdas de 0,57% e conseguiu amenizar as especulações sobre inflação e juros. A Bolsa de Nova York fechou ainda com ganhos de 0,32% no S&P 500 e a Bolsa eletrônica Nasdaq fechou em alta de 0,75%.

Sadia
Entre as maiores altas da Bovespa esteve a Sadia PN, que subiu 5,56% e fechou cotada a R$ 5,50. Na quinta-feira o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento ao grupo Sadia de R$ 974 milhões. O financiamento é o maior já concedido pelo banco para uma empresa do setor de alimentos.

Braskem
A maior perda fica com a Braskem PNA, que teve recuo de 4,87%, cotado a R$ 18,55. A prévia do desempenho do terceiro trimestre apontou uma queda de cerca de R$ 220 milhões do Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciação) do terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. De acordo com a empresa, a redução do Ebitda se deve à alta de 18% no preço da nafta bem como acréscimos em outras matérias-primas, além da desvalorização de 6% do dólar norte-americano em relação ao real no período.


Dólar sobe 0,57%
O dólar comercial encerrou o dia em alta, com investidores temendo que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) aumente os juros americanos para conter as pressões inflacionárias. A divisa norte-americana apresentou alta de 0,57%, a R$ 2,2640 para venda. Para o analista Hélio Osaki, do Banco Rendimento, a alta do dólar reflete a apreensão do mercado em relação ao mercado externo. Na próxima semana o Fed se pronuncia sobre a taxa de juros. No cenário de curto prazo, Osaki vê espaço para muita volatilidade, mas nada que signifique uma reversão da tendência de queda.

Pressão
João Medeiros, da corretora Pioneer, também concorda que o cenário externo foi o principal fator a exercer pressão nos negócios. ''Há um temor de aumento dos juros americanos o que significa que os países emergentes vão ter mais dificuldade de conseguir dinheiro lá fora'', afirma.

Realocar recursos
Quando ocorre aumento de juros americanos, investidores preferem realocar recursos em títulos da dívida dos EUA, que são mais seguros, o que tem efeito imediato sobre o câmbio. No cenário econômico brasileiro, as altas acumuladas no ano de 4,66% no IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15) e de 6,21% nos últimos 12 meses convergem para a meta do governo de 5,1% e animam investidores.

Juros
CDB prefixado de 31 dias, 18,76% ao ano. Capital de giro, 22,30% ao ano. Hot money, 2,40% ao mês. CDI, 18,92% ao ano. Over a 18,96%.


Ouro
Ouro na BM&F a R$ 34,000 o grama, em alta de 2,40%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 469,10 a onça-troy, em alta de 1,27%.


Petróleo
O petróleo operou em baixa diante do crescimento de estoques de gasolina e de petróleo nos EUA e com a expectativa de que o furacão Wilma não passe pelo golfo do México. O barril voltou a ser negociado abaixo dos US$ 60.

Na Europa
As Bolsas européias fecharam em queda ontem e os preços das commodities, como metais e petróleo, acabaram por afetar os papéis das mineradoras e das petrolíferas. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,43%, com 5.142 pontos. A Bolsa de Paris teve queda de 0,55% e fechou com 4.366 pontos. A Bolsa de Frankfurt perdeu 0,53%, encerrando o dia com queda de 4.838 pontos, e a Bolsa de Madri recuou 0,13%, para 10.368 pontos. A Bolsa de Milão foi a exceção do dia, com ganho de 0,18%, fechando com 24.859 pontos.

Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 0,55%. Os ganhos da bolsa de Tóquio ajudaram a diminuir as preocupações com a elevação das taxas de juros e com a inflação nos EUA. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 1,83%. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em queda de 0,16%. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,5% e o Shenzen Composto avançou 0,8%. A Bolsa de Tóquio fechou em alta modesta, alimentada por ganhos entre as ações da All Nippon Airways e sua concorrente Japan Airlines por conta da forte queda do petróleo nos mercados futuros. O índice Nikkei terminou o dia em alta de 9,49 pontos (0,1%), em 13.199,95 pontos.

Das agências Estado e Folhapress

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