MERCADO FINANCEIRO
Bovespa reage
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem com alta de 0,79%, depois de cair 1,62% ao longo do dia. O volume financeiro somou R$ 2,289 bilhões. Henrique Klein, analista da corretora Magliano, avalia que depois de caírem muito, os papéis negociados na Bovespa ficaram atrativos. No mês, até ontem, o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - acumulou perdas de 7,9%. Somente ontem, o índice caiu 3,88%. Em setembro, havia subido mais de 12%.
Destaques
Entre as ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Tele Leste Celular PN (11,58%), TIM Par ON (8,74%) e Net PN (6,82%). As maiores baixas foram Souza Cruz ON (-4,90%), Siderúrgica Tubarão PN (-4,24%) e Itaubanco PN (-2,94%).
Cenário externo
Segundo Henrique Klein, a queda na Bovespa tem sido impulsionada pelo cenário externo, principalmente por conta da preocupação com os juros dos EUA. Por conta do avanço da inflação no atacado dos EUA e dos problemas causados nas refinarias de petróleo do país, em razão dos furacões, aumentaram as especulações em torno da possibilidade de um aumento mais agressivo nos juros daquele país. O Fed (Federal Reserve, BC americano) vem aumentando os juros dos EUA gradualmente em 0,25 ponto percentual. A taxa norte-americana está em 3,75% ao ano.
Livro Bege
O Livro Bege, relatório periódico do Federal Reserve, divulgado ontem, apontou que a atividade empresarial norte-americana cresceu em setembro e no início de outubro, apesar dos estragos causados pelos furacões. ''O Livro Bege trouxe algum alívio para o mercado, que já estava querendo apostar no pior'', comentou um operador no fim da tarde. ''O relatório do Fed foi bem recebido em Nova York. Fazia tempo que Wall Street não via uma alta como a de hoje'', completou o operador.
Dólar sobe
O cenário externo pesou mais no mercado de câmbio ontem do que o leilão de compra de dólares efetuado pelo Banco Central. A divisa norte-americana foi negociada em alta durante todo o dia e fechou com valorização de 0,40%, vendida a R$ 2,250.
Futuros
Na BM&F, todos os contratos de dólar futuro terminaram em alta. O dólar para novembro avançou 0,37%, para R$ 2,261. Foram negociados 107.912 contratos e o giro foi de US$ 5,45 bilhões.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,700 o grama, em queda de 1,74%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 465,80 a onça-troy, em queda de 1,85%.
Petróleo
O preço do petróleo fechou em baixa ontem, com a notícia do aumento dos estoques do produto e de gasolina nos EUA na última semana. Esse crescimento dos estoques marcou uma acentuada recuperação da infra-estrutura de energia dos EUA, que fora debilitada por furacões em setembro. As refinarias, que foram obrigadas a usar seus estoques em consequência do furacão Rita, começaram a repor esses estoques em meio a recuperação da produção e maior importação.
Baixa
O barril do petróleo cru para entrega em novembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrou o dia cotado a US$ 62,41, baixa de 1,25%. Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para dezembro fecharam em US$ 58,60 o barril, em queda de US$ 0,68.
Nasdaq e Dow Jones
As bolsas em Nova York retomaram o fôlego ontem, em reação ao ''Livro Bege'' do Federal Reserve, que revelou que a economia cresceu num ritmo ''moderado ou gradual'' na maioria das regiões dos EUA em setembro e meados de outubro. A Nasdaq teve ganho de 1,71% e o Dow Jones avançou 1,25%.
Na Europa
O mercado europeu refleitu o nervosismo relacionado com a inflação. Os preços elevados do petróleo alimentam as expectativas de alta da inflação no médio prazo ou de salários. A Bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em queda de 1,83%. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 1,93%. A bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax em baixa de 2,05%. A bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em baixa de 1,77%. E a bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em baixa de 1,21%.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 1,54%, seguindo os demais mercados da região, em meio às preocupações com a desaceleração do crescimento econômico norte-americano e com a previsão de prosseguimento da elevação das taxas de juros. Na Coréia do Sul, o índice Kospi terminou em baixa de 2,79%. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em queda de 2,34%, o menor nível desde 20 de abril. A bolsa da China fechou com o índice Shangai Composto em baixa de 0,6% e o Shenzen Composto em queda de 0,7%.
Tóquio
A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em baixa de 1,67%, o menor nível desde 16 de setembro. O clima foi de cautela, antes da temporada de divulgação de balanços corporativos na próxima semana, e os investidores reduziram posições compradas em algumas ações, como as do setor automobilístico. Os operadores dizem que o Nikkei poderá cair ainda mais, rumo aos 13 mil pontos esta semana, com o balanço ruim da Intel e a deterioração da relação entre oferta e demanda do setor de equipamentos semicondutores em setembro na América do Norte.
Das agências Estado e Folhapress





