Expectativa
A ata do Federal Reserve (o banco central norte-americano) foi o evento mais aguardado ontem pelo mercado financeiro. Pouco antes das 15 horas, o Fed apresentou suas preocupações com a pressão inflacionária nos EUA, mas não ao ponto de causar impactos significativos nos mercados. A reação foi limitada porque o mercado entendeu que a ata trouxe mais um pouco mais daquilo que já se sabia anteriormente. O Ibovespa fechou em alta, o dólar caiu e os juros registraram ligeira queda no fechamento.


Bovespa sobe
A perspectiva de melhora na nota de risco do Brasil ajudou a Bolsa de Valores de São Paulo a registrar a terceira alta seguida. O Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista- subiu 1,11% e fechou com 30.614 pontos. O giro financeiro foi de R$ 1,895 bilhão.

Destaques
As maiores altas do Índice Bovespa foram Copel PNB (5,93%), Comgás PNA (5,38%) e Aracruz PNB (4,94%). As maiores baixas foram Sadia PN (-5,65%), Telesp Celular Par PN (-5,23%) e Tele Centro Oeste PN (-4,86%).


Dólar e rating
O dólar caiu 0,22% ontem e fechou a R$ 2,234 na véspera do feriado de Nossa Senhora de Aparecida, apesar da atuação do Banco Central no câmbio. Segundo analistas, a melhora na perspectiva do rating (nota de risco) do Brasil anunciada pela Fitch influenciou a queda da divisa.

Elevar a nota
A agência internacional de classificação de risco Fitch melhorou a perspectiva do rating atribuído ao Brasil de estável para positiva. Isso significa que a agência pode elevar a nota de risco do país a qualquer momento. A classificação atribuída ontem ao Brasil para sua dívida em moeda estrangeira de longo prazo é ''BB-''. Se subir um degrau, vai para ''BB''.
A possibilidade de melhora na nota de risco do Brasil colabora com a entrada de recursos no país.

BC fez leilão
Ao longo do dia, o dólar chegou a subir 0,27%. O BC fez leilão de compra de divisas novamente. De acordo com operadores, a instituição aceitou 18 propostas de 13 bancos. A autoridade monetária comprou dólares a R$ 2,237 ontem.

Tendência
Para Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy, a tendência continua de baixa para o dólar, apesar das intervenções do Banco Central. ''Os fundamentos da economia brasileira estão muito bons e permanecem as expectativas de ingressos por meio de captações e das exportações'', afirmou.


Ata do Fed
Já a ata do Fed (Federação Reserve, BC dos EUA), sobre o aumento dos juros norte-americanos de 3,5% para 3,75% ao ano, ''não trouxe surpresas'', segundo ele. No documento, o Fed informa que sentiu a necessidade de manter o ciclo de altas dos juros em setembro em parte devido à preocupação de que uma pausa nos aumentos poderia desorientar as pessoas, funcionando como sinal de uma preocupação excessiva com o impacto do furacão Katrina sobre a economia americana.


Petróleo
O petróleo voltou a subir e registrou alta ontem, com a expectativa de um inverno mais intenso que o normal no hemisfério Norte - o que eleva a preocupação quanto à capacidade dos EUA para produzir combustível para calefação. O barril para entrega em novembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou o dia cotado a US$ 63,534, alta de 2,8%.


Na Europa
A Bolsa de Londres teve ligeira alta de 0,12% e fechou com 5.380 pontos. A Bolsa de Paris ficou com 4.549 pontos, alta de 0,3%. A Bolsa de Frankfurt registrou valorização de 0,19% e fechou com 5.032 pontos e a Bolsa de Madri teve ligeira valorização positiva de 0,09% e fechou com 10.810 pontos. A Bolsa de Milão foi a exceção do dia, fechando em baixa de 0,1%, com 25.938 pontos.

Asiáticas
A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 1,39%. Na China, o índice Shangai Composto fechou em alta de 1,6% e o Shenzen Composto avançou 1,9%. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em baixa de 0,25%. As blue chips de tecnologia Taiwan Semiconductor Manufacturing (-1,9%) e United Microlectronics (-2,8%) lideraram os declínios.

Nikkei sobe 2,5%
A Bolsa de Tóquio fechou em alta forte, depois de o índice Nikkei registrar sua maior apreciação em pontos desde 7 de agosto de 2002. O índice subiu 2,5%. A alta registrada ontem recuperou quase dois terços da queda de 511 pontos acumulada nos três pregões anteriores. Na segunda-feira, o mercado japonês esteve fechado por causa de feriado.


Das agências Estado e Folhapress

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