Efeito feriado
Com dois feriados e indicadores importantes na agenda, a semana começou com fraca liquidez nos mercados. As taxas de DI recuaram um pouco ontem e a Bovespa fechou em alta pelo segundo pregão consecutivo. O dólar voltou a cair, mesmo com a atuação do Banco Central na ponta de compra. Foi feriado nos EUA. Amanhã será no Brasil. E ao longo da semana os investidores estarão atentos ao discurso de Alan Greenspan, a indicadores de inflação no Brasil e nos EUA e também aos dados da produção industrial norte-americana.

Bovespa
A bolsa paulista fechou em alta pelo segundo dia consecutivo e recuperou mais uma parte das perdas acumuladas neste mês. Apesar da queda das bolsas em Wall Street, o mercado doméstico teve um dia positivo com a percepção de que o investidor estrangeiro mantém suas apostas na Bovespa no médio e longo prazos.

Negócios reduzidos
O Ibovespa fechou em alta de 1,02%, com 30.277 pontos. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular baixa de 4,13% em outubro e alta de 15,58% em 2005. O movimento financeiro recuou, ficando em R$ 1,405 bilhão. O giro de negócios foi bastante reduzido. Os motivos foram os feriados nos EUA (ontem) e no Brasil (amanhã).''Esses dois feriados e os indicadores que vão sair esta semana deixaram o mercado mais retraído'', afirmou o operador.


Wall Street
Apesar do feriado do Columbus Day em Nova York, as bolsas funcionaram em Wall Street. Mas tiveram um desempenho fraco com a queda dos papéis do setor automotivo, com destaque para a GM e Ford. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,52% e o Nasdaq caiu 0,55%.

Indicadores
O mercado estará atento nos próximos dias à divulgação pelo Fed, hoje, da ata da reunião do Fomc realizada em 20 de setembro. Amanhã, Alan Greenspan falará sobre flexibilidade econômica. Também amanhã sai a primeira quadrissemana do IPC-Fipe de outubro. Na quinta, sai a primeira prévia do IGP-M deste mês. E, na sexta-feira sairão o CPI (índice de preços ao consumidor) e os dados da produção industrial, ambos relativos ao mês de setembro nos Estados Unidos.

Destaques
Entre as ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Cesp PN (5,11%), Embratel Par PN (4,97%) e Light ON (4,70%). As maiores baixas foram Net PN (-2,08%), Embraer ON (-1,90%) e Aracruz PNB (-1,82%).

Câmbio
O dólar abriu a semana dando sequência ao processo de devolução das altas reiniciado na sexta-feira, já que não houve fatos de peso no noticiário capazes de inverter tal trajetória. Tampouco a nova atuação do Banco Central no mercado à vista conseguiu fazer com que o dólar fechasse em alta. Pelo contrário, os dados da balança comercial na primeira semana do mês reforçaram a expectativa de fluxo externo e serviram para que a moeda americana se firmasse em queda. O dólar caiu 0,49%, para a R$ 2,239, chegando a R$ 2,232 (-0,80%) na mínima e R$ 2,245 (-0,22%) na máxima.

Expectativa
A expectativa de queda do dólar segue ganhando força com a ajuda também do comércio exterior. O superávit comercial da primeira semana deste mês ficou em US$ 1,075 bilhão, mesmo com recorde semanal de importações, de US$ 1,751 bilhão.

Influência
Mas não se pode menosprezar a influência do mercado externo, que na semana passada pressionou o câmbio no único dia em que o BC ficou fora. Por causa do feriado, o mercado de bônus ontem não funcionou. Também não houve negócios no mercado da dívida. A conferir como será a retomada das atividades, embora a agenda mais pesada de indicadores esteja reservada para sexta-feira, quando saem a inflação ao consumidor e a produção industrial, ambos referentes a setembro, além do índice de sentimento do consumidor preliminar de outubro da Universidade de Michigan.


Contratos futuros
Na BM&F, os contratos futuros de dólar fecharam em baixa. O dólar para novembro caiu 0,63%, para R$ 2,257. O volume de contratos foi de 71.514 e o giro, de US$ 3,57 bilhões.

Juros
O dia foi de fraca liquidez no mercado de juros, graças ao feriado norte-americano. Sem a movimentação no mercado externo, o apetite por negócios aqui também ficou muito reduzido. As taxas futuras fecharam o pregão em ligeira queda, mas sem expressar qualquer alteração na tendência para os próximos dias. O DI mais líquido, com vencimento em janeiro/07, encerrou o pregão com taxa de 17,72%, ante o fechamento de 17,74% na sexta-feira passada.

Leilão
O principal evento para o mercado de juros foi o leilão de 6,5 milhões de LTNs, antecipado para ontem por causa do feriado local na quarta-feira. O Tesouro conseguiu vender integralmente os três lotes de LTNs, a taxas próximas ao consenso do mercado.

Focus
A pesquisa Focus divulgada ontem mostrou ligeira alta do IPCA de 2005, de 5,21% para 5,22% e, para 2006, uma queda de 4,63% para 4,60%. No período de 12 meses suavizado, a projeção subiu de 4,69% para 4,72%. Já a projeção para a decisão do Copom continua sendo de que a Selic cairá 0,50 ponto porcentual.

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