Atuação do BC
Na segunda atuação consecutiva do Banco Central no mercado cambial, o dólar fechou ontem na cotação máxima, em alta de 1,39%, para R$ 2,261. O Ibovespa caiu 1,80%, em dia de realização de lucros, os juros futuros projetaram ligeira alta, o A-Bond perdeu 0,75%, vendido com ágio de 4,95%, e o paralelo ficou estável, em R$ 2,52. O risco país subiu 3,52%, para 353 pontos, enquanto o da Argentina subiu 1,2%, para 355 pontos, repetindo o desempenho da véspera.


Propostas
Segunda-feira, o BC recebeu três propostas de venda, e ontem, 20. Isso, aliado à magnitude da alta do comercial, deu a impressão de que a autoridade monetária foi mais agressiva. As estimativas sobre o volume adquirido giraram em torno dos US$ 300 milhões. O dólar abriu em alta, sob a expectativa do anúncio de um novo leilão. O BC comprou a moeda americana a R$ 2,24.

Alto custo
Há dúvidas sobre o real objetivo do novo leilão - recompor gradualmente as reservas ou puxar a cotação para cima. Segundo um operador, ''na segunda-feira o mercado não conseguiu vender quase nada ao BC. Hoje (ontem) vendeu o que tinha e o que não tinha''. Essas intervenções custam caro, já que o volume de reais lançados ao mercado tem de ser enxugado ao custo da Selic, de 19,50% ao ano. Na BM&F, todos os contratos de dólar futuro projetaram alta.

Bovespa
O mercado de ações vinha ensaiando um movimento de realização de lucros, depois da forte valorização de mais de 12% registrada pelo Ibovespa em setembro. Ontem foi o dia. O movimento financeiro foi vigoroso, R$ 2,262 bilhões.

Destaques
Petrobras puxou a realização. O papel PN liderou o ranking dos papéis mais negociados, com giro de R$ 229 milhões, e caiu 3,72%. As ações ordinárias da estatal caíram ainda mais, 4,58%. A queda do petróleo futuro prejudicou as petrolíferas. As ações do setor elétrico, que subiram em setembro, também foram alvo de vendas. Eletrobrás PNB caiu 3,78%. As maiores altas do Ibovespa foram de TIM Par PN (3,74%), Sabesp ON (2,94%) e Itaúsa PN (2,73%). A maior queda foi de Usiminas PNA (5,78%).


Petróleo
O preço do petróleo registrou hoje queda, com a diminuição dos temores no mercado petrolífero de que venha a haver escassez de combustível no país.
O barril para entrega em novembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou o dia cotado a US$ 63,90, baixa de 2,4%.

Bolsas americanas
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda, em dia marcado por notícias negativas para empresas do setor de tecnologia e por declarações de um dirigente do Fed que colocaram em destaque as preocupações com a inflação. O Dow Jones fechou em baixa de 0,90% e a Nasdaq caiu 0,75%.

Ciclo de apertos
O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, disse ontem que a inflação está ''perto do topo da faixa tolerável pelo Fed'' e deu a entender que o ciclo de apertos monetários vai prosseguir.


Lexmark
O destaque negativo do pregão foi Lexmark International. A fabricante de impressoras rebaixou em 50% sua projeção de lucros para o terceiro trimestre e disse que o resultado do quarto trimestre também ficará abaixo das previsões dos analistas. As ações da Lexmark caíram 29%.


Européias
A queda nas ações da British Petroleum e da France Telecom afetou o ritmo dos negócios nas Bolsas européias. A Bolsa de Paris teve alta de 0,6% e fechou com 4.650 pontos; a Bolsa de Frankfurt subiu 1,1%, para 5.138 pontos; e a Bolsa de Madri teve valorização de 0,35%, fechando com 10.919 pontos. Na contramão fecharam as Bolsas de Londres, com baixa de 0,13% e 5.494 pontos, e de Milão, que perdeu 0,54%, indo para 26.767 pontos.


Telefônicas
Os papéis da France Telecom afetaram o ânimo dos negócios. Os papéis da empresa caíram 1,6% com a notícia de que irá vender títulos, em uma operação avaliada entre 2 bilhões de euros e 2,5 bilhões de euros. A venda irá acontecer depois que a empresa comprou a Amena -terceira maior operadora de telefonia móvel da Espanha- em julho.

Tóquio
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, estabeleceu nova máxima em quatro anos, sustentado pelos dados de vendas globais no setor de semicondutores em agosto e pelo terceiro fechamento consecutivo em alta do índice norte-americano de tecnologia Nasdaq. O mercado foi impulsionado ainda pelos ganhos do dólar, com investidores apostando que a queda do iene ajudará a inflar o lucro das companhias de tecnologia no exterior. No fim do dia, o índice Nikkei registrava 13.738,84 pontos, alta de 213,56 pontos (1,6%). O índice Nikkei acumula 17% de valorização nos últimos três meses até setembro, sem que tenha havia correção relevante.



Das agências Estado e Folhapress

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