MERCADO FINANCEIRO
Dólar acumula queda no mês
Depois de romper o piso dos R$ 2,22 na quinta-feira, o mercado do câmbio voltou a especular ontem sobre a possibilidade de uma atuação do Banco Central para conter o ritmo de queda da divisa. Com isso, o dólar subiu 0,76% no dia e fechou a R$ 2,230. Apesar da valorização de ontem, a moeda norte-americana acumulou queda de 6,3% no mês.
Ajuste
Segundo Hideaki Iha, analista da corretora Souza Barros, o mercado iniciou o dia fazendo um ajuste, por conta das últimas quedas e da expectativa de atuação do BC. ''Na verdade nós sabemos que em algum momento ele (o BC) tem que entrar no mercado'', disse. A última atuação da autoridade monetária no câmbio à vista ocorreu no dia 11 de agosto, quando a moeda norte-americana iniciou o dia abaixo dos R$ 2,30.
Referência
Outro fator que influenciou a alta da divisa ontem foi a disputa para a formação da ptax - média diária da moeda - entre ''comprados'' e ''vendidos'' em contratos de dólar no mercado futuro. A ptax de ontem servirá de referência para a liquidação de contratos futuros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) na próxima segunda-feira.
Bovespa sobe
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,20% ontem e registrou o sexto recorde de pontuação do mês ao atingir 31.583 pontos. Com a alta, o Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- acumulou ganhos de 12,61% no mês. No ano, já subiu 20,5%.
Acima da média
A melhora na recomendação para os títulos emitidos pelo Brasil, de neutra para ''overweight'' (acima da média do mercado), anunciada ontem pelo banco JP Morgan animou o mercado. O volume financeiro de negócios totalizou R$ 1,729 bilhão, ficando dentro da média diária do mês.
Destaques
Acesita PN disparou 11,29% e liderou o ranking de maiores altas. Os investidores comemoraram a proposta da Arcelor para a compra da participação da Previ e da Petros na Acesita, por R$ 259,7 milhões. Foi seguida de Contax ON (6,38%), Copel PNB (5,52%) e CRT Celular PNA (4,95%). No ranking das maiores quedas apareciam Embratel PN (-1,70%), Cemig ON (-1,58%), Braskem PNA (-1,33%) e Cemig PN (-0,93%).
Risco-País
O risco Brasil às 18h06 estava perto da mínima, em queda de 1,44% (5 pontos), a 343 pontos-base, após oscilar entre 342 e 353 pontos.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,32% ao ano. Capital de giro, 22,58% ao ano. Hot money, 2,44% ao mês. CDI, 19,45% ao ano. Over a 19,52%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,750 o grama, em queda de 0,44%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 472,30 a onça-troy, em queda de 0,73%.
Nos EUA
As Bolsas americanas fecharam com leve alta ontem influenciadas pela queda do petróleo que conseguiu se sobrepor aos fracos dados divulgados sobre a renda e o consumo dos americanos. A Bolsa de Valores de Nova York fechou com ganho de 0,15% no índice Dow Jones 30 Industrials, com 10.568 pontos, e ligeira alta de 0,09% no S&P 500, com 1.228 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq registrou alta de 0,49%, com 2.151 pontos.
Petróleo
O preço do petróleo fechou em ligeira baixa. O barril para entrega em novembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou o dia cotado a US$ 66,20, baixa de 0,88%. Apesar da queda, os investidores no mercado petrolífero continuam preocupados com a lenta retomada da produção nas refinarias no Estado do Texas (sul dos EUA) e no golfo do México. As instalações produtoras do país foram prejudicadas pela passagem de dois furacões pelo sul dos EUA em menos de um mês, o Katrina no fim de agosto e o Rita, neste mês.
Na Europa
As Bolsas européias fecharam em alta, com valorização nos papéis no setor de tecnologia. A Bolsa de Paris fechou em alta de 0,46%, com 4.600 pontos. A Bolsa de Frankfurt subiu 0,46%, para 5.044 pontos. A Bolsa de Milão encerrou o dia com ganho de 0,13% e 26.846 pontos e a Bolsa de Madri teve valorização de 0,31%, fechando com 10.813 pontos. A exceção do dia ficou por conta da Bolsa de Londres, que teve ligeira variação negativa de 0,01%, indo para 5.477 pontos.
Das agências Estado e Folhapress





