Bovespa bate novo recorde
A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a subir após dois dias de queda com realização de lucros e bateu o quinto recorde de pontuação do mês. O Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- subiu 1,43% e terminou o pregão com inéditos 31.317 pontos. O volume financeiro somou R$ 1,834 bilhão, acima da média diária de setembro até ontem (R$ 1,719 bilhão).

Sustentação
De acordo com Álvaro Bandeira, da corretora Ágora Senior, os investidores estrangeiros continuam sustentando o movimento na Bovespa. Ele avalia, entretanto, que essa recuperação na Bolsa já era prevista. ''Não aconteceu nada que não estivesse dentro o previsto pelo mercado'', disse.

Saldo positivo
O saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa já está positivo em R$ 830,4 milhões em setembro até o dia 23. Isso significa que em três dias úteis os estrangeiros colocaram quase R$ 160 milhões na Bolsa paulista, já que até o dia 20 do mês o superávit era de R$ 671,9 milhões.

Destaques
Entre os papéis, a maior alta do Ibovespa foi Sadia PN (5,92%), que reagiu às notícias sobre a possibilidade de abertura das exportações de frango para os Estados Unidos. Foi seguida pela recuperação das ações da BRT - a BRT Operadora PN avançou 4,97% e a BRT Participações PN subiu 4,53%. Na lista de maiores quedas apareciam apenas Acesita PN (-1,65%), Braskem PNA (-1,59%), Telesp PN (-0,93%) e Copel PNB (-0,06%).

Termômetro
A queda do risco-país -termômetro da confiança dos estrangeiros em relação ao Brasil- é outro fator que contribuiu com o desempenho positivo do mercado acionário paulista. O indicador registrava baixa de 0,56% no final da tarde, para 354 pontos.

Juros
O mercado de juros foi influenciado pela forte queda do dólar e encerrou o dia com as taxas em baixa. A moeda americana caiu 1,06%, para R$ 2,235. E garantiu algum fôlego ao mercado de DIs, que tem operado nos últimos dias com fraquíssima liquidez, travado pela falta de notícias que justifiquem mudanças de posições. O contrato DI de janeiro de 2007 encerrou a 17,65%, contra 17,69% de terça-feira. O DI janeiro/06, que tem encostado no janeiro/07 em liquidez, teve sua taxa reduzida de 19,03%, terça, para 19,01%, ontem.

Dólar a R$ 2,235
Sem a atuação do Banco Central no câmbio, o dólar voltou a cair ontem e rompeu mais uma barreira ao fechar abaixo dos R$ 2,24. A divisa recuou 1,06% e encerrou os negócios na cotação mínima do dia, a R$ 2,235 na venda -menor valor desde 7 de maio de 2001 (R$ 2,214).

Para baixo
Os ingressos de recursos no país por meio de captações e das exportações continuam empurrando o dólar para baixo. Segundo José Roberto Carreira, da corretora Novação, o ''fluxo positivo de recursos'' e a falta de demanda ajudam a manter a moeda em baixa. Segundo analistas, somente uma atuação do Banco Central no câmbio poderia interromper a queda do dólar no momento.


Bolsas americanas
A Bolsa de Valores de Nova York registrou ganhos de 0,16% no índice Dow Jones 30 Industrials, com 10.473 pontos, e 0,10% no S&P 500, com 1.216 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq apresentou queda de 0,05%, com 2.115 pontos.


Petróleo
O aumento do petróleo pressionou negativamente os negócios. O preço do petróleo fechou com alta de 1,97%, com a queda nos estoques do produto nos EUA, apesar do crescimento do estoque de gasolina, segundo relatório do Departamento de Energia, divulgado ontem. O barril da commodity para entrega em novembro fechou o dia cotado a US$ 66,35.

Inverno
Com a proximidade do inverno no hemisfério Norte, a expectativa dos investidores é de que os preços se mantenham altos, principalmente devido à lenta retomada da produção nas refinarias no golfo do México e na região costeira do Texas (sul dos EUA), após a passagem dos furacões Katrina e Rita.

Bens duráveis
No contraponto, o crescimento dos pedidos no setor de bens duráveis foi recebido com otimismo pelos investidores, que temiam que o consumo (responsável por cerca de dois terços de toda a atividade econômica americana) estivesse caindo devido aos altos preços da energia -reflexo das altas do petróleo.

Temor
O número de pedidos de bens duráveis nos EUA cresceu 3,3% em agosto, ritmo mais rápido dos últimos três meses, depois da queda de 5,3% registrada em julho, segundo informações divulgadas ontem pelo Departamento do Comércio dos EUA. A queda em julho havia despertado o temor de que o setor manufatureiro dos EUA estivesse perto de um outro período de recessão, como o que o atingiu em 2001.

Das agências Estado e Folhapress

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