MERCADO FINANCEIRO
Leve baixa na Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo interrompeu ontem uma sequência de quatro altas ao fechar com leve desvalorização de 0,06%. Apesar da baixa, o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - se manteve acima dos 30 mil pontos. O Ibovespa ficou praticamente durante todo o dia em alta. A mudança de direção ocorreu no final da tarde, após a sinalização do Fed (Federal Reserve, BC dos EUA) de que continuará com a alta gradual dos juros norte-americanos.
Lucros
Analistas ressaltam, porém, que após quatro altas seguidas é normal que haja uma realização de lucros, com os investidores embolsando os ganhos acumulados. Somente da quarta-feira da semana passada até ontem o índice acumulou alta de 4%.
Destaques
Na lista das maiores altas do Ibovespa, estiveram Tractebel ON (5,83%), Banco do Brasil ON (4,98%), CST PN (4,02%) e Embraer PN (3,34%). Entre as baixas, figuraram Net PN (-5,42%), Braskem PNA (-4,12%), Tele Centro Oeste PN (-3,77%) e Contax PN (-2,84%).
Dólar
O mercado preferiu manter a cautela no final do dia de ontem e com isso, o dólar subiu 0,17% e fechou a R$ 2,30 na venda, depois de cair 0,26% pela manhã e bater nos R$ 2,290. ''Após a última atuação do BC no câmbio criou-se no mercado um piso psicológico em torno dos R$ 2,30'', afirmou Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy. Para Vogeler, com as entradas de recursos via captações do governo e de empresas privadas, e sem uma atuação do BC, a tendência é o dólar continuar em queda, podendo romper o piso dos R$ 2,29 nos próximos dias.
Inflação
No campo inflação, as notícias continuam muito positivas. O IPC-Fipe ficou próximo ao teto das estimativas (mas um teto baixo), enquanto a do IGP-M veio abaixo da mediana. O IPC-Fipe ficou em 0,03%, ante previsões de -0,13% a 0,04%, com mediana em zero. O IGP-M, por sua vez, ficou em -0,54%, dentro das previsões, que variavam de -0,65% a -0,42%, mas abaixo da mediana, de -0,50%.
Nos EUA
Nasdaq e Dow Jones
O índice Dow Jones fechou em queda de 76,11 pontos (0,72%), em 10.481,52 pontos. A mínima foi em 10.467,11 pontos e a máxima em 10.604,76 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 13,93 pontos (0,65%), em 2.131,33 pontos, com mínima em 2.127,48 pontos e máxima em 2.162,14 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 9,68 pontos (0,79%), para 1.221,34 pontos.
Petróleo
O preço do petróleo fechou em queda, devido à venda de contratos para aproveitar os lucros acumulados na segunda-feira, com a alta de quase 7% alcançada pela commodity. O barril fechou cotado a US$ 66,23, baixa de 1,72% na Bolsa Mercantil de Nova York. Preocupa, no entanto, a possibilidade de o furacão Rita atingir as instalações das refinarias no Estado do Texas (sul dos EUA), provocando outra interrupção na produção de combustíveis no país, menos de um mês após o Katrina ter devastado as instalações no golfo do México, o que resultou no preço recorde de US$ 70,90 do barril no último dia 30.
Na Europa
As Bolsas européias fecharam em alta ontem, com a queda nos preços do petróleo e com os resultados corporativos positivos, como os da BMW. O volume de negócios foi menor, no entanto, com a expectativa quanto à decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano) sobre juros. A Bolsa de Paris teve alta de 0,58% e fechou com 4.531 pontos. A Bolsa de Frankfurt teve ganho de 0,75% e ficou com 4.962 pontos. A Bolsa de Milão registrou alta de 0,21%, fechando com 26.604 pontos e a Bolsa de Madri subiu 0,45%, para 10.583 pontos. A exceção do dia foi a Bolsa de Londres, que teve perda de 0,24% e fechou com 5.416 pontos.
Efeito Coréia
A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 16,80 pontos, ou 1,43%, aos 1.190,93 pontos. A promessa da Coréia do Norte de desistir de seus programas nucleares fez aumentar o otimismo e a confiança numa possível elevação dos ratings soberanos do país, segundo os players. O Merrill Lynch elevou o peso das ações da Coréia de underweight para overweight. Bancos e empresas do setor de construção lideraram os ganhos do mercado ontem.
Altas e baixas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 258,66 pontos, ou 1,73%, aos 15.241,86 pontos. Ações de telecomunicações e tecnologia, menos sensíveis às elevações das taxas de juros, atraíram compras. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 69,76 pontos, ou 1,16%, aos 6.105,35 pontos. A procura por ações baratas de fabricantes de displays de cristal líquido estimulou os ganhos. Na China, o índice Shangai Composto cedeu 0,7% e o Shenzen Composto caiu 0,8%.
Nikkei a 13 mil pontos
A Bolsa de Tóquio fechou em alta forte na volta do fim de semana prolongado, levando o índice Nikkei para acima dos 13 mil pontos pela primeira vez desde junho de 2001. Papéis dos setores financeiro, de automóveis e commodities lideraram o movimento. O Nikkei terminou a sessão em 13.148,57 pontos, alta de 189,89 pontos (+1,5%).
Estrangeiros
Especialistas disseram que o mercado acionário japonês beneficia-se de um fluxo de investimento de estrangeiros insatisfeitos com os baixos retornos oferecidos pelas bolsas na zona do euro e nos EUA. As ações do banco Sumitomo Mitsui Financial Group fecharam em alta de 4,7%. Blue chips exportadoras, como montadoras e do segmento de tecnologia, recuperaram-se com a alta do dólar para acima de 111 ienes. As ações da Toyota fecharam em alta de 2,1% e as da Mitsubishi Motors terminaram o dia com valorização de 14,3%.
Das agências Estado e Folhapress





