Bovespa comemora recorde
A Bovespa encerrou a semana comemorando uma nova marca histórica. Nunca antes a Bolsa paulista havia fechado com uma pontuação tão elevada como a de ontem. Com alta de 1,53%, o Ibovespa cravou inéditos 29.815 pontos. O crescimento do número diário de negócios tem impulsionado esse momento do mercado acionário doméstico. Neste ano, têm sido feitos, na média, 59,95 mil negócios por pregão. Em 2004, eram 53,75 mil. Há dez anos, essa média diária ficava em 8,71 mil.

Recuperação
Setembro tem sido um mês de recuperação para a Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, principal índice, que reúne as 57 ações de maior de liquidez, acumula valorização de 6,31% neste mês. No ano, a Bovespa também já aparece com um bom retorno para quem investiu em ações. O Ibovespa tem alta de 13,82% no ano, taxa próxima à paga pelo Certificado de Depósito Bancário (CDB), uma das vedetes do mercado. O CDB prefixado acumula rentabilidade máxima de 14,17% em 2005.

Desempenhos
Na semana, o desempenho das principais ações se dividiu, tendo 29 papéis acumulado ganhos e 28 registrado perdas. O setor de telecomunicações foi o mais punido na semana. Dos 10 papéis que mais perderam, 7 ficaram com teles. A ação preferencial da Telesp Celular Participações foi a que mais caiu na semana (12,02%). Em seguida ficou o papel PN da Tele Centro Oeste, que recuou 8,65%.



Elétricas
O investidor que apostou em ações de empresas de energia elétrica teve mais chances de lucrar na semana. O papel preferencial ''B'' da Celesc liderou as valorizações e subiu 12,50% no período. No setor, houve também expressivo ganho da Copel PNB (9,95%) e de Cesp PN (7,19%).


Bolsas americanas
O desempenho positivo do mercado acionário norte-americano favoreceu o resultado da Bolsa paulista. O Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York, subiu 0,79%. A Nasdaq - Bolsa eletrônica que agrupa os papéis de empresas de alta tecnologia - registrou valorização de 0,66%.

Risco cai
Apesar de o governo ainda não ter fechado sua esperada primeira emissão externa com títulos denominados em reais, o risco-país desceu mais um pouco ontem. Operadores afirmam que a procura pelos atuais títulos da dívida brasileira no mercado internacional aumentou nos últimos dias, repercutindo o anúncio de que os papéis em reais chegarão em breve.

Apostando no país
Ontem o risco-país chegou ao final das operações marcando 368 pontos, 1,08% abaixo do fechamento de ontem. Em seus menores patamares em oito anos, o risco mostra que o investidor estrangeiro está apostando no país. O risco-país da Argentina caiu 2,27%. Com isso, o indicador argentino recuou aos 388 pontos, se aproximando do brasileiro.

Dólar
O dólar comercial encerrou o dia praticamente estável diante do real, vendido a R$ 2,299. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,48%. A moeda americana ainda está bem próxima de seu menor nível do ano, que foram os R$ 2,28 registrado há pouco mais de um mês. Dessa forma, é grande a expectativa em torno de uma intervenção - por meio de um leilão de compra por parte do Banco Central para conter a apreciação do real, que poderia prejudicar o desempenho das exportações brasileiras.


Petróleo
O petróleo fechou em queda de 2,55%, cotado a US$ 63,05, o que ajudou a dar fôlego aos negócios. A expectativa de queda de demanda por petróleo em 2006, anunciada quinta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), continuou produzindo efeitos no mercado petrolífero ontem.


Na Europa
As Bolsas européias fecharam em alta ontem, com os ganhos no setor de mineradoras. Os papéis do setor petrolífero também animaram os negócios. A Bolsa de Londres subiu 0,45%, para 5.407 pontos. A Bolsa de Paris teve alta de 0,67% e ficou com 4.509 pontos. A Bolsa de Frankfurt recuperou-se dos movimentos fracos dos últimos dias e fechou o dia com alta de 1,64% e 4.986 pontos. A Bolsa de Milão encerrou o pregão da sexta-feira com 0,7% de ganho e 26.553 pontos e a Bolsa de Madri teve valorização de 0,54%, fechando com 10.532 pontos.

Inflação
Os altos preços da gasolina, reflexo da disparada do petróleo, fez a inflação nos 25 países da União Européia subir 2,2% no mês de agosto, segundo dados divulgados ontem pela Eurostat, a agência de estatísticas do bloco europeu. Em julho, a inflação havia registrado alta de 2,1%, segundo a agência. Nos 12 países da zona do euro, a taxa de agosto se manteve inalterada em relação ao mês anterior, em 2,2%. A zona do euro (países que utilizam a moeda única) é formada por Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal.

Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 57,82 pontos, ou 0,38%, aos 14.983,20 pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 4,54 pontos, ou 0,39%, aos 1.174,13 pontos, nova máxima histórica. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em baixa de 51,32 pontos, ou 0,84%, aos 6.031,24 pontos. Na China, o índice Shangai Composto fechou em baixa de 0,4%, aos 1.212,95 pontos.

Tóquio
A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em baixa de 28,10 pontos, ou 0,22%, aos 12.958,68 pontos, depois de a barreira dos 13 mil pontos ter se mostrado difícil de romper. A demanda por ações de bancos, corretoras e siderúrgicas, no entanto, criou uma base sólida e indicou que o sentimento de otimismo prevalece. A cautela quanto ao ritmo acelerado dos ganhos da bolsa de Tóquio e à reunião de política monetária do Fed estimulou a realização de lucros com ações dos setores imobiliário, de petróleo e tecnologia.

Das agências Estado e Folhapress

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