Dólar, menor cotação em 20 dias
O dia foi tranquilo no mercado de câmbio ontem. O dólar chegou a subir um pouco no início dos negócios, mas inverteu a tendência em seguida e passou o dia em baixa, fechando com queda de 0,17%, a R$ 2,321 na venda - menor cotação em 20 dias. Flávio Ogoshi, do Rabobank, destacou que apesar do dia tranquilo no câmbio, o volume de negócios foi normal. De acordo com ele, sem ''grandes'' novidades no cenário político, o mercado fica mais calmo.

Balança
Os ingressos de recursos no país, principalmente por meio da balança comercial brasileira, continuam sustentando a queda do dólar. A balança acumula no ano, até a primeira semana de setembro, um superávit comercial de US$ 28,875 bilhões, um crescimento de 28,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Revisões
Após sucessivos recordes na balança comercial brasileira, o Ministério do Desenvolvimento irá revisar as suas projeções para o ano. A revisão deve ser divulgada nas próximas semanas. A meta de exportações está em US$ 112 bilhões para o ano, mas o número deverá ser elevado, já que no acumulado dos últimos 12 meses, até agosto, o volume é de US$ 111,2 bilhões.

Projeções
Para o ano que vem, a projeção é que as vendas ao exterior cheguem a US$ 120 bilhões. Para este ano, os analistas do mercado financeiro prevêem um superávit comercial de US$ 40 bilhões, resultado que seria bastante superior ao recorde histórico de US$ 33,696 bilhões registrado no ano passado. O Desenvolvimento não trabalha com uma meta de superávit.

Bovespa fecha em baixa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com leve baixa de 0,09%, depois de oscilar entre alta de 0,35% e desvalorização de 0,50%. O mercado acionário paulista acompanhou o movimento em Wall Street. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 0,35%. A Bolsa eletrônica Nasdaq terminou o pregão com queda de 0,28%.

Destaques
As ações preferenciais da Petrobras, que têm o maior peso na composição do Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista -, caíram 0,06%, influenciadas pelo recuo do petróleo durante o dia. Os papéis ordinários da empresa fecharam em queda de 0,56%. O volume financeiro na Bovespa ontem somou R$ 1,331 bilhão.

Nos Estados Unidos
As Bolsas dos EUA foram pressionadas principalmente pelo petróleo, que fechou em alta, depois de ficar praticamente todo o dia em queda. O barril para entrega em outubro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrou o dia negociado a US$ 64,49, ligeira alta de 0,19%. No fim da tarde, a presidente do Fed de San Francisco, Janet Yellen, trouxe mais incerteza ao mercado ao dizer que os efeitos do furacão Katrina deverão afetar tanto o crescimento econômico como a inflação.


Resultados corporativos
O fraco desempenho das Bolsas americanas e as reações incertas dos investidores aos resultados corporativos também afetaram as Bolsas européias. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,47%, com 5.340 pontos. A Bolsa de Paris caiu 0,45%, fechando com 4.465 pontos. Na contramão fecharam em alta as Bolsas de Frankfurt (ligeira valorização de 0,09%, com 4.992 pontos), de Milão (alta de 0,23%, com 26.185 pontos) e a de Madri (ganho de 0,32%, com 10.441 pontos).


Apoio
Em Londres, os negócios encontraram algum apoio na decisão do Banco da Inglaterra (banco central britânico) de manter sua taxa de juros em 4,5% ao ano, segundo analistas. Entre as empresas européias, alguns resultados impulsionaram os negócios, enquanto outros desanimaram os investidores. As ações da gigante francesa do setor de materiais de construção Lafarge registraram queda de 7,4% com o anúncio de que seu lucro líquido caiu 18% no primeiro semestre.

Perdas
As ações da InBev caíram 2%, com o anúncio de que enfrenta condições de mercado difíceis na Europa Ocidental -mesmo tendo anunciado um crescimento de 86% em seu lucro no primeiro semestre. Também fecharam em queda os papéis da British Airways (baixa de 0,6%) e os da fabricante de motores (queda de 0,2%).

Ganhos
A francesa Capgemini, do setor de serviços em tecnologia da informação, teve ganho de 3,2% em seus papéis depois de elevar sua meta de ganhos operacionais para o ano -a empresa registrou um lucro de 58 milhões de euros (R$ 166,8 milhões) no primeiro semestre e um crescimento de 17,1% em suas receitas. Outros papéis que subiram hoje foram os da InterContinental Hotels (alta de 0,5%).

Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 58,40 pontos, ou 0,38%, aos 15.166,17 pontos, com realização de lucros em ações do setor imobiliário. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 2,27 pontos, ou 0,20%, aos 1.145,26 pontos, em nível recorde. Em Taiwan, o índice Weighted subiu 8,74 pontos, ou 0,14%, para 6.149,88 pontos. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,01% e o Shenzen Composto ganhou 0,4%.


Nikkei em baixa
As ações fecharam em queda em Tóquio, com investidores na expectativa da prévia do resultado da Intel, dos vencimentos hoje dos contratos futuros e de opções do Nikkei de setembro, e das eleições gerais de domingo no Japão. O índice Nikkei terminou o dia em baixa de 73,70 pontos (0,6%), em 12.533,89 pontos.


Das agências Estado e Folhapress

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