Bovespa sobe 1,17%
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem em alta de 1,17%, depois de registrar bastante instabilidade, principalmente pela manhã. O Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista - definiu tendência no período da tarde, após a revisão da projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para cima, anunciada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O instituto elevou de 2,8% para 3,5% a previsão de crescimento da economia em 2005.


Índices
Além disso, reduziu a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE para o ano de 6,3% para 5,3%, se aproximando da meta ajustada perseguida pelo Banco Central, que é de 5,1%. Três índices de inflação divulgados ontem apontaram menor pressão de preços em agosto. O mais importante deles, o IPCA - que serve de referência para as metas do Banco Central -, apontou inflação de 0,17% no mês passado, inferior à registrada em julho (+0,25%).


Destaques
O volume financeiro da Bolsa paulista mais que dobrou em relação à segunda-feira, passando de R$ 737,6 milhões para R$ 1,683 bilhão. Entre as maiores altas do Ibovespa, figuraram Net PN (8,23%), Transmissão Paulista PN (5,22%), Telesp PN (4,00%), Itaú PN (3,94%), Itaúsa PN (3,34%) e Aracruz PNB (3,25%), VCP PN (2,87%) e Bradesco PN (2,85%). Nas maiores baixas, estavam CRT PNA (-2,08%), Light ON (-1,60%) e Copel PNB (-1,15%).


Influências externas
Também colaboraram com a alta da Bovespa ontem a queda do preço do petróleo e o desempenho positivo do mercado norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 1,36% hoje. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 1,20%. O barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrou o dia negociado a US$ 65,96, uma baixa de 2,38%.

Apoio
Foram retomadas as atividades nas plataformas e refinarias no golfo do México e o IEA (sigla em inglês para Agência Internacional de Energia) obteve apoio de seus 26 países-membros para enviar até 60 milhões de barris de petróleo nos próximos 30 dias para os EUA com o objetivo de atenuar os efeitos da interrupção da produção nas plataformas e refinarias do golfo do México por causa do furacão Katrina.

Produção
As unidades do golfo respondem por cerca de um quarto da produção doméstica de petróleo e derivados americana. Com a interrupção na atividade das refinarias, o país corria o risco de enfrentar escassez de combustível. Quatro refinarias no golfo devem permanecer fechadas por semanas, segundo analistas.

Período instável
Os carregamentos de petróleo e produtos refinados vindos da Europa devem demorar ainda uma semana para chegar aos EUA, o que deve manter o mercado ainda instável por mais alguns dias. Outra preocupação é quanto à produção de gás natural. Os EUA não têm uma reserva de emergência de gás natural e o inverno, época em que aumenta o consumo do produto, se aproxima.

Captação faz dólar cair
Os ingressos de recursos no câmbio e a notícia de uma nova captação do Tesouro Nacional nos exterior ajudaram o dólar a manter a queda ao longo do dia e fechar com baixa de 0,59%, vendido a R$ 2,325 ontem. De acordo com José Roberto Carreira, da corretora Novação, ontem o volume de negócios no câmbio melhorou um pouco em relação a segunda-feira, mas ainda assim continuou baixo, por conta do feriado da Independência. Segunda-feira foi feriado nos EUA (Dia do Trabalho), o que também provocou o esvaziamento do mercado.

Expectativa
Segundo Carreira, o mercado de câmbio entre bancos movimentou na segunda-feira cerca de US$ 400 milhões. Ontem, o volume ficou em torno dos US$ 800 milhões. Em dias normais, o giro supera US$ 1,5 bilhão. Na mínima do dia, o dólar atingiu R$ 2,319 (baixa de 0,85%). Entretanto, segundo analistas, quando a divisa volta a se aproximar dos R$ 2,31 diminui o número de vendedores e aumenta o de compradores com a expectativa de uma atuação do Banco Central. Até o horário do fechamento do câmbio, o Tesouro Nacional ainda não tinha divulgado o resultado da nova captação no exterior com bônus que vencem em 2025.

Bolsas na Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 21,40 pontos, ou 0,40%, aos 5.359,20 pontos. O mercado foi ajudado pelas notícias sobre fusões e aquisições, pelos ganhos do Dow e pelo recuo dos preços do petróleo. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em alta de 42,46 pontos, ou 0,96%, aos 4.472,55 pontos, com os balanços conduzindo o mercado. A bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax em alta de 58,39 pontos, ou 1,19%, aos 4.968,28 pontos, ajudada pelo índice ISM sobre a atividade no setor de serviços dos EUA acima do esperado. A bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em alta de 182 pontos, ou 0,54%, aos 33.987 pontos, com volume elevado em meio ao ambiente internacional favorável.

Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 67,05 pontos, ou 0,44%, aos 15.160,78 pontos. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 8,15 pontos, ou 0,73%, aos 1.12 2,65 pontos. Na China, os índices Shangai Composto e Shenzen Composto fecharam em baixa de 1,9% cada um, em realização de lucros depois de cinco pregões sucessivos de alta. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 41,36 pontos, ou 0,68%, aos 6.140,14 pontos.

Tóquio fecha em queda
As ações fecharam em queda na Bolsa de Tóquio após três dias consecutivos de alta. O índice Nikkei terminou a sessão em baixa de 35,45 pontos (0,3%), em 12.599,43 pontos.

Das agências Estado e Folhapress

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