Dólar fecha com alta
O dólar inverteu o movimento no final da tarde de ontem e fechou em alta de 0,34%, vendido a R$ 2,339. A divisa ficou em baixa durante praticamente todo o dia e chegou a cair 0,68%, negociada a R$ 2,315. Segundo Francisco Carvalho, da corretora Liquidez, o mercado ''está testando o piso dos R$ 2,31''. Ou seja, sempre que a divisa se aproxima deste valor diminui o número de vendedores ou alguém aproveita para comprar, temendo uma entrada do Banco Central no câmbio, o que faria a moeda norte-americana subir.

BC no mercado
A última vez que o BC entrou no mercado foi no dia 11 de agosto, quando a moeda norte-americana iniciou o dia abaixo dos R$ 2,30. Naquela data, a autoridade anunciou um leilão para adquirir dólares, mas, segundo o mercado, não conseguiu comprar, já que o valor oferecido pela instituição, de R$ 2,298 para a compra, não agradou quem tinha divisas para vender.

Cautela
Entretanto, só o anúncio do leilão foi suficiente para fazer a divisa subir 2,89% naquele dia. Por isso, quando o dólar começa a se aproximar dos R$ 2,31 ou R$ 2,30 o mercado começa a ficar mais cauteloso, à espera de uma atuação do BC. Foi o que aconteceu ontem. Vale ressaltar que ontem foi feriado nos Estados Unidos (Dia do Trabalho), o que reduziu o volume de negócios no câmbio. Além disso, amanhã é feriado no Brasil (Dia da Independência).

Bovespa tem giro baixo
O feriado nos Estados Unidos esvaziou o mercado acionário paulista e a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com o menor volume financeiro em dois meses. A Bovespa movimentou ontem apenas R$ 737,6 milhões. Apesar disso, encerrou o pregão com alta de 0,72%. Até então, o menor giro era do dia 4 de julho deste ano, também por causa de um feriado nos EUA. Naquela data, o volume financeiro da Bolsa paulista ficou reduzido a R$ 451,9 milhões - o menor do ano.

Abaixo da média
O movimento financeiro de ontem ficou portanto bem abaixo da média diária de agosto, que foi de R$ 1,6 bilhão, segundo balanço das operações divulgado pela Bovespa. Segundo analistas, a semana deve ser de baixa liquidez no mercado financeiro brasileiro, pois amanhã tem outro feriado, só que no Brasil (Dia da Independência).

Indicadores
Sem a referência das Bolsas dos EUA, o investidor doméstico se concentrou nos indicadores da economia brasileira. O boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, mostrou que a expectativa de inflação para 2005 continua recuando. O mercado prevê que o Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE será de 5,23% neste ano, contra 5,26% do levantamento anterior. É a 16 revisão para baixo. O BC persegue uma inflação medida pelo IPCA de 5,1% em 2005.


Queda nos juros
Com a continuidade de queda nas projeções de inflação, parte do mercado continua apostando na redução dos juros neste mês, apesar das dúvidas quanto à trajetória do preço do petróleo. A taxa básica (Selic) está em 19,75% ao ano.

Petróleo
A cotação do petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, caiu mais de US$ 1 ontem após o anúncio, na sexta-feira, de que os países da IEA (Agência Internacional de Energia) liberariam o uso de suas reservas estratégicas de petróleo para evitar a falta do combustível nos EUA. O barril fechou cotado a US$ 64,85, em queda de 1,8%. Não houve negociação na Bolsa de Nova York em razão de feriado nos Estados Unidos.


Bolsas na Europa
A bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 11,00 pontos, ou 0,21%, aos 5.337,80 pontos. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em alta de 25,14 pontos, ou 0,57%, aos 4.430,09 pontos, em pregão tranquilo. Um operador comentou que, fora a trajetória de preço do petróleo, os fatores que influenciam o mercado estiveram ausentes à tarde, já que Wall Street ficou fechada por causa de feriado. Em Milão, o mercado foi sustentado pela queda do petróleo. O índice S&P/Mib fechou em alta de 138 pontos (0,41%), em 33.805,00 pontos. A Bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 105,90 pontos (1,04%), em 10.250,90 pontos.


Frankfurt
A bolsa de valores de Frankfurt fechou em alta, sustentado pelo anúncio de demissões na unidade alemã da Volkswagen, pelos números sobre as vendas de automóveis na Alemanha e com a queda do petróleo. No final da sessão, o índice Xetra-DAX, registrava alta de 72,08 pontos (+1,49%), a 4.909,89 pontos, máxima do dia. As ações da Volkswagen fecharam em alta de 3%, impulsionando outros papéis do setor, como DaimlerChrysler (+2,4%) e BMW (+1,7%).

Volkswagen
A Volkswagen anunciou um programa de cortes, pelo qual pretende eliminar 10 mil dos 100 mil funcionários de suas unidades na Alemanha. O corte será feito com a utilização de instrumentos disponíveis por meio de um acordo coletivo fechado no passado, que inclui antecipação de aposentadorias. A companhia permitirá que trabalhadores nascidos em 1951 e em 1952 participem da aposentadoria antecipada. Além disso, serão oferecidos planos de demissão voluntária a todos os trabalhadores, incluindo na área administrativa.

Bolsas da Ásia caem
Os principais mercados da Ásia fecharam em baixa e não se inspiraram na Bolsa de Tóquio, que terminou o dia em nova máxima em quatro anos, alimentada pelo aumento dos investimentos corporativos no Japão. Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou o dia em 15.227,83 pontos, com valorização de 5,94 pontos (0,04%). O Thai Set, referencial do mercado de Bangcoc, caiu 2,03 pontos (0,29%) e encerrou a sessão em 707,94 pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi encerrou o dia em 1.114,50 pontos, com perda de 1,33 ponto (0,12%). Em Cingapura, o Straits Times terminou a segunda-feira em 2.293,97 pontos, com queda de 6,92 pontos (0,30%). O Taiwan Weighted, benchmark da Bolsa de Taiwan, retrocedeu 17,27 pontos (0,28%), para 6.098,78 pontos. Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,6%, para 1.196,22 pontos. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei encerrou o dia em alta de 34,88 pontos (0,3%), em 12.634,88 pontos.


Das agências Estado e Folhapress

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