Dólar fecha semana em queda
O dólar encerrou sua primeira sexta-feira em queda desde o fim de julho. Ontem, o dólar caiu 1,35% e fechou a R$ 2,331. Na semana, a moeda dos EUA recuou 3% diante do real. A perda de valor do dólar diante de outras divisas, como o euro, e a falta de novidades bombásticas no cenário político interno abriram caminho para a moeda americana recuar no Brasil.

Emergentes
Especulações no mercado internacional quanto à possibilidade de o Federal Reserve (banco central americano) interromper a trajetória de alta dos juros, após a passagem do furacão Katrina pelos EUA, beneficiaram os emergentes. Se os títulos americanos rendem menos, os emergentes se tornam mais interessantes. Esse movimento fez com que o risco-país dos latino-americanos caísse ontem. O risco brasileiro recuou 1,21%, para 407 pontos. O da Argentina teve baixa de 3,72%, e o mexicano, de 2,03%.

Bovespa acumula alta
O mercado acionário doméstico não teve um dia diferente dos outros segmentos. O Ibovespa (principal índice da Bolsa, que reúne as 55 ações de maior liquidez) registrou elevação de 1,28%. A valorização levou o índice aos 28.319 pontos, maior nível desde março. A ação que mais subiu ontem na Bolsa foi a preferencial da Gerdau, que ganhou 5,44%. No acumulado da semana, a Bolsa de Valores de São Paulo teve valorização de 4,5%. O volume financeiro da Bovespa somou R$ 1,651 bilhão no dia, acima da média diária registrada em agosto (R$ 1,606 bilhão).

Juros em baixa
No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções dos juros recuaram, demonstrando que parte do mercado confia na possibilidade de que haja corte na taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês. A taxa do contrato DI - que mostra as projeções futuras - que vence na virada do ano fechou a 19,12%, contra 19,17% de quinta. No contrato com resgate daqui a um ano, a taxa caiu de 18,36% para 18,20%.


Impressão positiva
Segundo operadores do mercado, o encontro de representantes do Banco Central com economistas de bancos ontem deixou uma impressão positiva, de que há boas chances de a taxa Selic (que está em 19,75% anuais) ser reduzida no próximo encontro do Copom, que acontecerá entre 13 e 14 deste mês.

Nos EUA
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda modesta. Traders disseram que os investidores realizaram lucros, depois dos ganhos da semana, e que o mercado mostrou fadiga antes do fim de semana prolongado. Os preços do petróleo caíram, depois de o governo dos EUA e a Agência Internacional de Energia liberarem suas reservas estratégicas para aliviar problemas de abastecimento causados pelo furacão Katrina. Mas os participantes do mercado preferiram manter a cautela diante da incerteza quanto ao impacto econômico do furacão.

Gangorra
Entre as componentes do Dow, as ações da Caterpillar subiram 2,3%; elas acumularam uma alta de 9% na semana, devido à expectativa de que a demanda por equipamentos pesados cresça no processo de recuperação das regiões devastadas pelo Katrina. As da Boeing caíram 2,5%, depois de o sindicato dos mecânicos iniciar uma greve que deverá paralisar a linha de produção de aviões da empresa pela primeira vez em dez anos. As ações da Goodrich, que fornece pneus para a Boeing, recuaram 2,4%. As da Exxon Mobil, do setor de petróleo, caíram 1,6%, em reação à baixa dos preços do produto. Outros destaques negativos foram DuPont (-1,4%), Hewlett-Packard (-1,1%) e Wal-Mart Stores (-1%).


Dow Jones e Nasdaq
O índice Dow Jones fechou em queda de 12,26 pontos (0,12%), em 10.447,37 pontos. A mínima foi em 10.434,71 pontos e a máxima em 10.497,45 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 6,83 pontos (0,32%), em 2.141,07 pontos, com mínima em 2.139,28 pontos e máxima em 2.152,22 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 3,57 pontos (0,29%), para 1.218,02 pontos. No Nasdaq, o volume ficou em 1,15 bilhão de ações negociadas, de 1,66 bilhão ontem, com 1.230 ações fechando em alta e 1.759 em queda. Na semana, o Dow acumulou uma alta de 0,48% e o Nasdaq, um avanço de 0,96%.

Petróleo e gasolina
Os contratos futuros de petróleo e gasolina caíram forte na New York Mercantile Exchange (Nymex). A sessão mais curta, em virtude do feriado do Dia do Trabalho na segunda-feira nos EUA, proporcionou um bom momento para realizar lucro, em meio aos sinais de medidas de alívio na oferta, disseram traders.


Futuros
Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro fecharam em US$ 67,57 o barril, em queda de US$ 1,90 (-2,73%). A mínima foi de US$ 66,90 e a máxima de US$ 68,60. Os contratos de gasolina para outubro fecharam em US$ 2,1827 o galão, em queda de 2.253 pontos (-9,35%), enquanto os contratos de óleo para aquecimento para outubro fecharam em US$ 2,0911 o galão, em queda de 1.074 pontos (-4,89%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para outubro fecharam em US$ 66,06 o barril, em queda de US$ 1,66. A mínima foi de US$ 64,90 e a máxima de US$ 67,88.

Bolsas na Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em baixa de 1,70 ponto, ou 0,03%, aos 5.326,80 pontos. Na semana, a bolsa acumulou ganho de 1,88%. Especulações sobre fusões e aquisições envolvendo companhias britânicas e alemãs foram novamente destaque no mercado. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em baixa de 19,20 pontos, ou 0,43%, aos 4.404,95 pontos, em pregão tranquilo, prejudicada pela queda de 3,7% das ações da L'Oreal, depois de esta empresa ter divulgado balanço semestral pior que as estimativas. A bolsa de valores de Frankfurt fechou com o índice Dax em baixa de 5,13 pontos, ou 0,11%, aos 4.837,81 pontos, tendo escorregado para o território negativo no final do pregão por causa do efeito da desvalorização do dólar sobre as automobilísticas. A bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em queda de 17 pontos, ou 0,05%, aos 33.667 pontos, em pregão marcado pela desvalorização do dólar e pelo recuo dos preços do petróleo. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 10,90 pontos, ou 0,11%.

Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 78,14 pontos, ou 0,52%, aos 15.221,89 pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 9,46 pontos, ou 0,86%, aos 1.115,83 pontos. O mercado foi liderado por refinadoras de petróleo e por ações do setor de tecnologia. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,3%, enquanto o Shenzen Composto ganhou 0,6%. A Bolsa de Tóquio fechou em alta, sustentada pelos papéis de companhias de petróleo, das farmacêuticas, das empresas do setor imobiliário e do setor de varejo, graças à presença dos estrangeiros. O índice Nikkei terminou a sessão em nova máxima em quatro anos, em 12.600 pontos, depois de somar 93,03 pontos (+0,7%).

Das agências Estado e Folhapress

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