MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha a R$ 2,363
O mercado financeiro teve um dia apático ontem, com os investidores fazendo ajustes nas carteiras e sem notícias ''relevantes'' no cenário econômico ou político. O dólar fechou com leve alta de 0,21%, a R$ 2,363 na venda, depois de oscilar entre R$ 2,348 (baixa de 0,42%) e R$ 2,373 (valorização de 0,63%). ''Não teve nada que gerasse algum tipo de movimento diferenciado no mercado. Foi um dia morno'', afirmou o gestor de renda fixa da corretora Concórdia, Jorge Alberto Cabral.
PIB e ptax
O dólar caiu 1,13%, influenciado pela expansão de 1,4% na economia brasileira do primeiro para o segundo trimestre do ano e pela disputa entre comprados e vendidos em dólar para a formação da ptax - média diária da divisa norte-americana, que serviria de referência na liquidação de contratos na BM&F Bolsa de Mercadorias & Futuros.
Bovespa cai 0,29%
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem em baixa de 0,29% com os investidores realizando lucros, ou seja, embolsando ganhos depois da alta de 7,7% acumulada em agosto. Luiz Kleber Hollinger, diretor da Americainvest, avalia que o dia foi de poucas notícias para o mercado acionário, com um movimento de estrangeiros ''fraco''. Apesar disso, o giro financeiro na Bovespa totalizou R$ 1,275 bilhão
Ajuste
Além da realização, os investidores aproveitaram o dia para ajustar seus portfólios à nova carteira do Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista-, que vigora de setembro a dezembro. A nova carteira lista 57 ações e incorpora os papéis preferenciais da Sadia no lugar das ordinárias da Tractebel, como já constava nas prévias divulgadas anteriormente. Telemar PN, Petrobras PN, Vale do Rio Doce PNA, Usiminas PNA e Siderúrgica Nacional ON permanecem com os maiores pesos do índice.
Petróleo
O preço do petróleo fechou em alta ontem com os esforços dos EUA para compensar o fornecimento perdido devido ao fechamento de plataformas no golfo do México causado pela passagem do Katrina. O presidente norte-americano, George W. Bush, disse que espera que a Arábia Saudita ''faça o que puder'' para fornecer a commodity aos EUA. O barril do petróleo cru para entrega em outubro encerrou o dia cotado a US$ 69,47 na Bolsa Mercantil de Nova York, alta de 0,77%.
Gasolina
Mesmo com a oferta de empréstimo de petróleo da reserva estratégica, os EUA ainda têm de lidar com o risco de falta de gasolina, devido ao fechamento também das refinarias na região do golfo. O Departamento de Energia dos EUA informou que algumas das oito refinarias que fecharam devido à passagem do Katrina podem levar meses para reabrir, devido às enchentes causadas pelo furacão. Pelo menos três refinarias ficaram inundadas no Estado da Louisiana.
Fornecedores europeus
Fornecedores de gasolina europeus já acertaram o envio de 20 navios com carregamentos de gasolina para os EUA desde segunda-feira para aproveitar os altos preços do combustível no país. Em alguns Estados, o galão (3,785 litros) da gasolina já passou dos US$ 3.
Nos Estados Unidos
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda. Mas os índices mais amplos, com maior participação de ações de pequena capitalização, fecharam em alta. O dia foi marcado por nova alta dos preços do petróleo e por incerteza quanto ao desempenho da economia dos EUA depois da passagem do furacão Katrina.
Empresas
As ações da rede de lojas de conveniência 7-Eleven subiram 22%, depois de a rede japonesa Seven & I Holdings, que controla 72,7% da empresa, anunciar que comprar o restante por US$ 32,50 por ação. As da indústria de vacinas Chiron subiram 18%, depois de a alemã Novartis oferecer US$ 4,5 bilhões pela fatia que não controla da empresa. No setor automotivo, as ações da General Motors caíram 3,6% e as da Ford recuaram 2,4%, depois de as montadoras apresentarem seus informes de vendas de agosto.
Boeing e Disney
As da Boeing caíram 1,5%, depois de o principal sindicato de seus funcionários qualificar a proposta de contrato de trabalho da empresa para os próximos três anos como ''um insulto''. As da Disney recuaram 2%, refletindo os temores de que os consumidores vão cortar gastos supérfluos por causa dos preços dos combustíveis. A
Índices
O índice Dow Jones fechou em queda de 21,97 pontos (0,21%), em 10.459,63 pontos. A mínima foi em 10.425,80 pontos e a máxima em 10.513,76 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 4,19 pontos (0,19%), em 2.147,90 pontos, com mínima em 2.142,32 pontos e máxima em 2.157,32 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 1,26 ponto (0,10%), para 1.221,59 pontos.
Bolsas na Europa
As Bolsas européias fecharam em alta ontem, com a ligeira estabilidade atingida pelos preços do petróleo e pela reação positiva dos investidores às notícias das empresas divulgadas ontem. A Bolsa de Londres subiu 0,66% e fechou com 5.328 pontos. A Bolsa de Paris teve ganhos de 0,56% e ficou com 4.424 pontos. A Bolsa de Frankfurt teve valorização de 0,27%, subindo para 4.842 pontos. A Bolsa de Milão fechou em alta de 0,54%, com 25.820 pontos e a Bolsa de Madri avançou 1,25% e encerrou o dia com 10.124 pontos.
Destaques
O laboratório farmacêutico Novartis anunciou uma oferta de US$ 4,5 bilhões em dinheiro pela parcela de 57,8% que ainda não possui na Chiron Corporation, uma das principais fabricantes do mundo de vacinas contra a gripe. Os papéis da Novartis subiram 0,3%. As ações da empresa de logística Exel subiram mais de 17% em Londres com o anúncio de que recebeu um contato da Deutsche Post, o que pode resultar em uma oferta de compra. As ações da Deutsche Post, no entanto, caíram 3,9%. Os papéis da gigante suíça do setor de seguros Swiss Re ficaram estáveis com a expectativa de que os seguros a serem pagos devido aos prejuízos causados pelo furacão Katrina irão custar à companhia US$ 500 milhões, menos do que o esperado para outras empresas.
Das agências Estado e Folhapress





