Dólar cai 1,13%
Os fundamentos da economia predominaram ontem e o dólar caiu 1,13%, fechando a R$ 2,358, menor cotação em dez dias úteis. No mês, a divisa acumulou desvalorização de 0,92%, apesar da deterioração no cenário político nas últimas semanas. ''A economia brasileira está se comportando maravilhosamente bem e demonstrado que é muito maior do que essa picuinha política'', disse Mário Paiva, da corretora Liquidez. Segundo ele, predominaram ontem no câmbio o fluxo positivo de recursos e os dados do Produto Interno Bruto (PIB). A economia brasileira cresceu 1,4% de abril a junho deste ano em relação ao primeiro trimestre. Trata-se do maior crescimento desde os primeiros três meses de 2004, quando a economia havia crescido 1,8%.

Mercado futuro
No mercado futuro, os oito vencimentos de dólar também projetaram quedas: para o vencimento de hoje, -0,98% a R$ 2,363; para 1º de outubro, -1,30% a R$ 2,387; e o vencimento mais longo, outubro/06, -1,16% a R$ 2,707. O volume financeiro caiu 35% para US$ 10 bilhões, com 199.031 contratos. O


Bovespa avança 7,68% no mês
A Bolsa de Valores de São Paulo registrou a terceira alta seguida ontem ao fechar com valorização de 1,6% e atingir os 28.044 pontos. Desde 17 de março deste ano o índice da Bovespa (Ibovespa) não superava os 28 mil pontos. No mês, o índice acumulou ganhos de 7,68%, apesar da deterioração no cenário político nas últimas semanas com as denúncias de corrupção contra o ministro Antonio Palocci (Fazenda).

Boas notícias
Segundo analistas, além das boas notícias relacionadas ao PIB nacional, o Banco Central está conseguindo o seu objetivo de reduzir a inflação, o que mostra o ''sucesso'' da política monetária e pesa na percepção dos investidores estrangeiros. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo BC no início da semana, o mercado prevê que o Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 5,26% neste ano, contra 5,34% do levantamento anterior. As previsões já estão bem próximas da meta ajustada perseguida pela autoridade monetária que é de um IPCA de 5,1% neste ano 2005.

Destaques
As maiores altas do Índice Bovespa ontem foram Net PN (8,75%), TIM Par ON (7,92%) e Contax PN (5,33%). As maiores baixas foram CRT Celular PNA (2,88%), Tele Leste Celular PN (-2,80%) e Souza Cruz ON (-2,55%).


Nos Estados Unidos
As Bolsas americanas fecharam em alta, impulsionadas pela queda do preço do petróleo. O índice Dow Jones 30 Industrials, da Nyse (sigla em inglês para Bolsa de Valores de Nova York), registrou ganho de 0,66%, com 10.481 pontos, enquanto o S&P 500, subiu 0,99%, para 1.220 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq registrou alta de 1,05%, com 2.152 pontos.


Petróleo
O preço do barril de petróleo leve para entrega em outubro fechou cotado a US$ 68,94, com queda de 1,25%, em razão da decisão do governo de fazer empréstimos de petróleo da reserva estratégica para manter a produção de gasolina e de outros destilados. Durante o pregão de terça-feira, o preço do barril chegou a bater US$ 70,90 devido ao fechamento ou redução de atividades de refinarias no golfo do México, com a passagem do furacão Katrina. As companhias de seguros estimaram em US$ 25 bilhões o prejuízo com a passagem do Katrina. No entanto, o efeito positivo da queda do petróleo foi compensado, em parte, pela onda de pessimismo causada pelos mais recentes dados sobre crescimento econômico.


Bolsas na Europa
As Bolsas européias fecharam em alta ontem, com os ganhos nos papéis das empresas petrolíferas, devido à nova onda de altas nos preços do petróleo. A Bolsa de Londres encerrou o dia com ganho de 0,78% e 5.296 pontos. A Bolsa de Paris teve alta de 0,98%, fechando com 4.399 pontos. A Bolsa de Frankfurt subiu 0,79%, para 4.829 pontos. A Bolsa de Milão fechou com valorização de 0,96% e 25.682 pontos e a Bolsa de Madri subiu 0,87% e fechou com 10.008 pontos.


Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 18,67 pontos, ou 0,13%, aos 14.903,55 pontos, pressionada pelos preços altos do petróleo e pelas preocupações com a possibilidade de a instabilidade da moeda da Indonésia provocar uma nova crise regional. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 10,72 pontos, ou 1,00%, aos 1.083,33 pontos. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 1,35 ponto, ou 0,02%, aos 6.033,47 pontos. A bolsa da China fechou com o índice Shangai Composto em alta de 1,4% e o Shenzen Composto com ganho de 1,7%. As empresas pequenas e médias lideraram os ganhos.

Tóquio fecha em queda
As ações fecharam em queda moderada em Tóquio ontem, devolvendo os ganhos de terça-feira, na esteira da divulgação dos números sobre a produção indústria no país, mais fracos do que se esperava. O movimento foi limitado, entretanto, pela resistência mostrada ontem pelas bolsas norte-americanas aos efeitos do furacão Katrina sobre o petróleo. O índice Nikkei fechou em queda de 39,54 pontos (0,3%), em 12.413,60 pontos. As ações relacionadas à atividade doméstica lideraram as perdas. As ações de companhias de refino de petróleo fecharam em alta, acompanhando a alta do preço da commodity. As ações da Nippon Oil subiram 1,3% e as da Showa Shell avançaram 0,3%.

Das agências Estado e Folhapress

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