Dólar acumula queda
O dólar subiu 0,21% ontem e interrompeu uma sequência de oito quedas seguidas. No final dos negócios, a moeda era cotada a R$ 2,310 na venda. Na semana, porém, o dólar acumulou queda de 2,94%. Pela manhã, a divisa chegou a romper o piso dos R$ 2,290 e bater nos R$ 2,288 -baixa de 0,73%.
O dólar começou a subir no início da tarde. Segundo José Roberto Carreira, da corretora Novação, a preocupação com os juros nos EUA e a proximidade do final de semana fizeram a moeda interromper a queda.

Preocupações
O aumento acima do esperado do número de postos de trabalho nos EUA, apesar de demonstrar que a economia daquele país continua aquecida, gera preocupação com a trajetória dos juros norte-americanos. Ou seja, há quem tema um aperto monetário mais forte nos EUA. Segundo o Departamento de Trabalho norte-americano, foram criados 207 mil novas vagas naquele país em julho, contra 166 mil em junho. Os analistas de Wall Street projetavam um aumento de cerca de 180 mil postos. No Brasil, a principal preocupação é com o noticiário político do final de semana. Para evitar surpresas desagradáveis, o mercado prefere manter cautela. O imbróglio político no Brasil, entretanto, parece não estar afetando a percepção dos investidores estrangeiros em relação ao país.

Risco Brasil
O risco-país brasileiro - principal termômetro da confiança dos estrangeiros em relação ao Brasil - caía 1,81% no encerramento dos negócios em Nova York, para 379 pontos básicos, o menor patamar desde 7 de março de 2005 (374 pontos). Quando o indicador cai, ele dá uma sinalização de que confiança no país está crescendo.


Bovespa acumula valorização
Depois de um dia de volatilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com alta moderada de 0,18%, acumulando valorização de 1,82% na semana. A preocupação com a trajetória dos juros nos EUA gerou instabilidade no mercado acionário norte-americano, o que influenciou os negócios na Bovespa. Ao longo do pregão, o Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- oscilou entre alta de 1,55% e baixa de 0,44%. O volume financeiro na Bolsa de Valores de São Paulo somou ontem R$ 1,323 bilhão. As ações preferenciais da Net registraram alta de 8,57% e lideraram os ganhos.

Aumento de capital
A Net, maior empresa de TV por assinatura do país, promoveu um aumento de R$ 639 milhões no seu capital social por meio da emissão de 600 mil ações preferenciais. Segundo comunicado divulgado ontem pela companhia, o capital social passou de R$ 2,748 bilhões para R$ 3,387 bilhões, representado por 1.573.518.496 ações ordinárias e 2.280.959.030 ações preferenciais.

Bolsas nos EUA
As Bolsas americanas fecharam em queda ontem após a divulgação de relatório que apontou incremento no mercado de trabalho do país. A Bolsa de Valores de Nova York registrou queda, com perdas de 0,49% no índice Dow Jones 30 Industrials e de 0,76% no S&P 500. A Bolsa eletrônica Nasdaq fechou em baixa de 0,61%.

Petróleo
O barril para entrega em setembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou cotado ontem a US$ 62,31, alta de 1,51% e durante o dia, o barril atingiu o preço máximo de US$ 62,85, novo recorde histórico. O estoque de gasolina nos Estados Unidoss caiu em quatro milhões de barris, muito acima dos 900 mil barris esperados pelo mercado, segundo relatório semanal de estoques divulgado na quarta-feira pelo Departamento de Energia dos EUA. O estoque de gasolina no país é agora de 205,2 milhões de barris, 3% abaixo do mesmo nível do ano passado.

Bolsas na Europa
As Bolsas européias caíram ontem também sob o reflexo dos dados positivos do mercado de trabalho norte-americano. Os resultados do banco britânico Barclays, no entanto, evitaram maiores quedas. A Bolsa de Londres perdeu 0,02% e fechou com 5.314 pontos. A Bolsa de Paris teve queda de 0,84%, fechando o dia com 4.421 pontos. A Bolsa de Frankfurt recuou 0,96% e ficou com 4.827 pontos no fim do pregão. A Bolsa de Milão teve desvalorização de 0,38%, caindo para 25.549 pontos, e a Bolsa de Madri teve queda de 0,29% e encerrou o dia com 10.045 pontos.

Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 60,22 pontos, ou 0,40%, aos 15.051,32 pontos, com realização de lucros. Os investidores esperam que o FED irá elevar a taxa de juro norte-americana na próxima semana, o que pro vocaria movimento semelhante em Hong Kong. O desempenho das bolsas dos EUA e japonesa também prejudicou o mercado local. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em queda de 22,03 pontos, ou 1,98%, aos 1.089,36 pontos, o terceiro região consecutivo de perdas. A bolsa da China fechou com o índice Shangai Composto em alta de 2,4% e o Shenzen Composto com ganho de 2,7%.

Em Tóquio
O índice Nikkei 225 caiu pela segunda sessão consecutiva e fechou em queda de 116,83 pontos, ou 1%, em 11.766,48 pontos, o menor nível desde 26 de julho. O declínio foi motivado pelo aumento dos temores de que a proposta de privatização do sistema postal japonês, defendida pelo primeiro-ministro Junichiro Koizumi, não será aprovada. Ações de blue chips como a Honda e a Matsushita foram vendidas pelos investidores. Além da questão política, a queda das ações ontem nas bolsas norte-americanas também pesou sobre os papéis negociados em Tóquio. Koizumi já anunciou que se a lei postal não for aprovada, convocará eleições antecipadas.

Das agências Estado e Folhapress

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