MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em queda
As expectativas em torno do depoimento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) no Conselho de Ética da Câmara não impediram que o dólar fechasse em baixa pelo sexto dia útil consecutivo. A moeda norte-americana caiu 1,13% ontem e fechou a R$ 2,342 na venda. Segundo Mário Paiva, da corretora Liquidez, os ingressos de dólares no país por meio das exportações e de captações de empresas continuam fortes e dão sustentação para a queda da moeda norte-americana.
Superávit recorde
Ele destacou o fato de a balança comercial brasileira ter registrado superávit recorde de US$ 5,011 bilhão em julho. As exportações ultrapassaram US$ 11 bilhões no mês passado e devem chegar a US$ 112 bilhões em 2005. Nos últimos 12 meses, até julho, as vendas externas totalizaram US$ 108,914 bilhões.
Fundamentos
''Enquanto a crise política não chegar no presidente Lula e no (Antonio) Palocci, o país continuará recebendo capital estrangeiro'', disse Paiva. O corretor ressaltou que para os estrangeiros o importante é que os fundamentos da economia brasileira não foram afetados pela situação política. ''Os indicadores econômicos é que ditam o rumo do mercado, e eles continuam bons'', disse.
Elogios de Snow
Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, afirmou que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reflete o compromisso do país com boas políticas. Snow elogiou os líderes comprometidos com o controle da inflação e com a política fiscal responsável, mesmo que elas sejam impopulares. Segundo Snow, o país está conseguindo reduzir a relação dívida/PIB, conter a inflação e enfrentar turbulências de forma cada vez mais controlada.
Dirceu
O depoimento de Dirceu no Conselho de Ética, até o fechamento do câmbio, seguia tranquilo. Dirceu negou ter conversado sobre o suposto ''mensalão'' com o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), conforme relato do parlamentar fluminense. Disse ainda que não existem denúncias de corrupção contra ele.
Wall Street impulsiona Bovespa
O cenário externo pesou mais ontem no mercado acionário paulista do que as expectativas em torno do depoimento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) no Conselho de Ética da Câmara. A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou o desempenho positivo das Bolsas norte-americanas e fechou em alta de 1,87%, aos 26.788 pontos, com volume financeiro de R$ 1,412 bilhão. Na máxima do dia, a Bovespa atingiu alta de 1,99%.
Otimismo norte-americano
De acordo com analistas, dados positivos sobre a economia dos EUA impulsionaram as Bolsas daquele país, o que refletiu positivamente nos negócios no Brasil. As encomendas à indústria dos EUA avançaram 1% em junho, ficando dentro do esperado pelos analistas. Além disso, os gastos dos consumidores americanos registraram crescimento de 0,8% em junho, depois do resultado estável de maio. Os dados mostram que a economia americana continua aquecida. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,57% hoje. A Bolsa eletrônica Nasdaq fechou em alta de 1,04%.
Destaques do dia
Ontem, das 55 ações que fazem parte do Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- apenas sete caíram, sendo a maior queda da ação preferencial da Telesp fixa (Telefônica), de 1,58%. As ações ordinárias e preferenciais da Telemar caíram 0,59% e 0,42%, respectivamente. As quedas das ações de telefonia fixa refletiram, de certa forma, a decisão da Justiça de suspender a cobrança da assinatura básica efetuada pelas empresas, embora a expectativa seja de que a decisão será derrubada nos próximos dias.
Bolsas na Europa
As Bolsas européias fecharam ontem em alta, com os indicadores econômicos divulgados nos EUA, que favoreceram os negócios em Wall Street. A Bolsa de Londres encerrou em alta de 0,69%, com 5.327 pontos. A Bolsa de Paris teve alta de 1,04% e ficou com 4.503 pontos. A Bolsa de Frankfurt fechou o dia com valorização de 0,86% e 4.932 pontos. A Bolsa de Milão subiu 0,8%, para 25.937 pontos e a Bolsa de Madri encerrou o dia com ganho de 0,45% e 10.113 pontos.
Petróleo
Os preços do petróleo também beneficiaram os negócios hoje. Apesar da ligeira alta em relação ao fechamento de segunda-feira, o preço da commodity recuou na comparação com o recorde histórico de US$ 62,30 atingido na terça-feira. O barril chegou a ser cotado a US$ 60,87 durante o dia. O barril para entrega em setembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou o dia cotado a US$ 61,89, alta de 0,52%.
Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 158,20 pontos, ou 1,06%, aos 15.137,08 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2001. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 2,85 pontos. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 35,61 pontos, ou 0,56%, aos 6.343,54 pontos, sustentada por ações de tecnologia e pela expectativa de balanços positivos no segundo semestre. Na China, o índice Shangai Composto subiu 1,4% e o Shenzen Composto, 1,7%. A Bolsa de Tóquio encerrou uma série de quatro altas consecutivas e o índice Nikkei fechou a terça-feira em queda de 6,72 pontos, ou 0,06%, em 11.940,20 pontos. Os bons resultados que vêm sendo divulgados por companhias japonesas, somados a sinais de crescimento na economia e de solidez econômica nos EUA fazem os investidores acreditarem que o índice Nikkei 225 ultrapassará a barreira psicológica dos 12.000 pontos.
Das agências Estado e Folhapress





