Dólar acumula alta
Com o abrandamento da crise política, depois de um início de semana tenso, o dólar registrou a quarta queda seguida e encerrou a sexta-feira abaixo dos R$ 2,40. A moeda norte-americana fechou a R$ 2,380 ontem, uma queda de 1,12% no dia e desvalorização de 0,75% na semana. No mês, entretanto, a divisa acumulou alta de 2%. Somente na última segunda-feira, a divisa chegou a subir 2,66%, por conta do temor de novas revelações no campo político que pudessem deteriorar o cenário econômico.

Volatilidade
Segundo um operador, o ''sentimento em relação à situação política do país está mudando'', principalmente com a possibilidade de integrantes da oposição estarem envolvidos com Marcos Valério. Flávio Serrano, economista da Ágora Senior, avalia, entretanto, que a volatilidade deve prevalecer no mercado no curto prazo. Na próxima semana, provavelmente na terça-feira, o deputado José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil) deverá ser ouvido na Comissão de Ética da Câmara. Não está descartada também uma eventual acareação entre o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Dirceu.

Bovespa sobe 2,45%
Com o abrandamento da crise política, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a semana em alta de 2,56%, acumulando no mês valorização de 3,95% no mês. Ontem, entretanto, o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - encerrou o pregão com baixa de 0,10%, depois de ficar a maior parte do dia positivo e subir quase 1%. O volume financeiro somou R$ 1,138 bilhão. A alta acumulada no mês só não foi maior porque somente na última segunda-feira o índice caiu 3,39%, por conta da reação do mercado acionário diante do noticiário político. No final do dia, o risco-país do Brasil registrava queda de quase 2%, a 402 pontos básicos.

Mercado norte-americano
O mercado norte-americano de ações fechou em queda, com os investidores realizando lucros depois dos ganhos recentes. O dia foi marcado por indicadores econômicos positivos: o PIB dos EUA cresceu 3,4% no segundo trimestre, enquanto os estoques das empresas se reduziram, indicando uma perspectiva de aumento da demanda no segundo semestre; o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan também mostraram melhoras em relação ao mês anterior.

índices
O índice Dow Jones fechou em queda de 64,64 pontos (0,60%), em 10.640,91 pontos (mínima do dia); a máxima foi em 10.717,73 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 13,61 pontos (0,62%), em 2.184,83 pontos, com mínima em 2.184,43 pontos e máxima em 2.201,39 po ntos. O Standard & Poor's-500 caiu 9,54 pontos (0,77%), para 1.234,18 pontos. O NYSE Composite recuou 40,12 pontos (0,53%), para 7.476,66 pontos. O volume negociado na NYSE ficou em 1,396 bilhão de ações, de 1,561 bilhão ontem; 1.326 ações subiram, 1.974 caíram e 153 fecharam nos mesmos níveis de quinta-feira.


Bolsas na Europa
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em alta de 12,0 pontos (0,23%), em 5.282,3 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 10,52 pontos (0,24%), em 4.451,74 pontos. A bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax em baixa de 6 pontos, 0,12%, aos 4.886,5 pontos. As ações da Volkswagen subiram 2,2%, ajudadas pelo balanço trimestral positivo. A bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em queda de 81 pontos, ou 0,24%, aos 33.693 pontos. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 13,20 pontos (0,13%), em 10.115,60 pontos, após a divulgação do dado frustrante de crescimento do PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 3,08 pontos (0,04%), em 7.595,76 pontos, com as principais blue chips registrando desempenhos desiguais.


Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 67,66 pontos, ou 0,46%, em 14.880,98 pontos. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 6,57 pontos, ou 0,59%, em 1.111,29 pontos. Foi o quinto pregão consecutivo de alta, ajudado pelos ganhos de Wall Street e pelos indicadores econômicos locais positivos. O mercado recebeu bem o superávit US$ 2,29 bilhões em conta corrente em junho, o maior desde janeiro. Em Taiwan, o índice Weighted cedeu 63,66 pontos, ou 1,00%, para 6.311,98 pontos. Na China, o índice Shangai Composto caiu 0,3% e o Shenzen Composto cedeu 0,5%.

Índice Nikkei
O índice Nikkei 225 encerrou a sexta-feira com a terceira alta consecutiva da semana, ao subir 41,29 pontos, ou 0,35%, para 11.899,60 pontos, impulsionado por balanços trimestrais acima das expectativas como os da Matsushita Electric e a construtora de maquinários Komatsu. Na próxima semana, o Nikkei testará a barreira dos 12.000 pontos em meio à expectativas de melhora na economia doméstica. ''O mercado está, com certeza, ganhando um ponto firme'', disse Hiroshi Arano, consultor da Dai-ichi Kangyo Asset Management.

Balanços fracos
Após divulgar queda nas vendas de eletrônicos e redução nos preços, a Sony assistiu à queda de suas ações. Os papéis da companhia, que reduziu a previsão de lucro para este ano fiscal, caíram 3,6%. As ações da Kyocera fecharam em queda de 3,4% e as da To shiba caíram 1,1%. As duas companhias anunciaram fracos balanços trimestrais.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 60,00 o barril ontem pela primeira vez em mais de duas semanas na New York Mercantile Exchange (Nymex), impulsionados por informes de uma série de eventos que afetam o lado da oferta. O alarme desta sexta-feira foi dado pela notícia de um incêndio numa refinaria da British Petroleum em Texas City, no Texas, cuja unidade teve de reduzir a produção de gasolina em 35 mil barris/dia após o acidente. Os contratos de petróleo para setembro fecharam em US$ 60,57 o barril, em alta de US$ 0,63 (+1,05%); a mínima foi de US$ 59,81 e a máxima e US$ 61,05. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo brent para setembro fecharam em US$ 59,37 o barril, em alta de US$ 0,61 (+1,04%); a mínima foi de US$ 58,95 e a máxima de US$ 59,84.


Das agências Estado e Folhapress

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