MERCADO FINANCEIRO
Dólar volta a cair
O dólar cravou sua terceira queda seguida ontem, acompanhando o movimento da divisa norte-americana no mercado internacional e refletindo a ausência de novos fatos políticos no cenário doméstico. A moeda norte-americana caiu 1,31% e fechou a R$ 2,407 na venda. Em três dias já acumula queda de 2,23%. No final da tarde o euro era cotado com alta de aproximadamente 0,50%, a US$ 1,2137.
Sem novidades
''Está havendo um movimento global de valorização da moedas em relação ao dólar'', comentou Jorge Alberto Cabral, da corretora Concórdia. Mas o fator fundamental para a queda do dólar ontem foi a falta de novidades no quadro político. ''Há um sentimento de que a situação política pode entrar em calmaria no curto prazo'', disse Cabral. Segundo ele, depois da divulgação da lista com os nomes dos congressistas envolvidos com o publicitário Marcos Valério diminuíram os ataques pessoais no caso do ''mensalão''. A lista mostra que além de deputados do PL e do PT também estariam envolvidos com o publicitário parlamentares do PSDB, PMDB, PP, PDT, PFL e PTB.
Bovespa supera os 26 mil pontos
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) manteve o movimento de recuperação ontem e fechou com alta de 2,88%, superando os 26 mil pontos, o que não acontecia desde o dia 20 de junho. O Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - fechou com 26.068 pontos. O volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 1,6 bilhão.
Fatores positivos
Segundo analistas, além do interesse dos estrangeiros pelos ativos brasileiros, outros três fatores colaboraram com o desempenho do índice ontem: resultados positivos de empresas, ausência de novos fatos no cenário político e alta nas Bolsas dos EUA.
Resultados
Entre os resultados divulgados ontem estão o da CST e o da Telemar. O lucro da Companhia Siderúrgica Tubarão caiu no segundo trimestre, mas no semestre cresceu 32,9% sobre igual período do ano passado, totalizando R$ 1,020 bilhão. Já o resultado da Telemar mais do que dobrou no segundo trimestre e atingiu R$ 204 milhões.
Nos EUA
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em alta, o Dow Jones no nível mais alto desde 15 de março e o Nasdaq no nível mais alto desde 8 de junho de 2001. Segundo Jay Suskind, diretor de mercados de capitais da Ryan Beck, os investidores estão reagindo a uma combinação de informes de resultados positivos de empresas, previsões otimistas quanto aos lucros nos próximos trimestres e indicadores econômicos fortes. O índice Dow Jones fechou em alta de 68,46 pontos (0,64%), em 10.705,55 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 12,22 pontos (0,56%), em 2.198,44 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 6,93 pontos (0,56%), para 1.243,72 pontos. O NYSE Composite avançou 51,34 pontos (0,69%), para 7.516,78 pontos.
Euro e iene
O dólar caiu novamente ontem frente as principais moedas, uma vez que o humor do mercado aparentemente mudando para negativo em relação a moeda norte-americana, com os investidores revertendo posições compradas em dólar. O euro acelerou seus ganhos frente ao dólar no final da transações em Londres, embora a moeda européia tenha sido incapaz de subir acima de US$ 1,2150. Em relação ao iene, o dólar permaneceu sob pressão de baixa depois que autoridades chinesas reiteraram o objetivo pra que os mercados ajudem a determinar a taxa cambial do yuan. No fim da tarde em Nova York, o iene era negociado a 112,12 por dólar, de 112,37 por dólar ontem; o euro era negociado a US$ 1,2136, de US$ 1,2076 ontem.
Bolsas na Europa
A bolsa de valores de Londres fechou ontem com o índice FT-100 em alta de 6,70 pontos (0,13%), para 5.270,30 pontos, em linha com os ganhos dos demais mercados europeus. O volume somou 3 bilhões de ações negociadas. Em Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 29,13 pontos (0,66%), em 4.462,26 pontos, impulsionados pela rodada de lucros corporativos positivos. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 37,15 pontos, ou 0,77%, para 4.892,5 pontos. Em Milão, o S&PMib subiu 9,29 pontos, ou 0,34%, para 33.774 pontos, embalado por bons resultados corporativos. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 40,10 pontos, ou 0,40%, em 10.128,80 pontos, estendendo os ganhos pelo terceiro dia consecutivo e sustentada pelos balanços positivos das blue chips. A bolsa de Lisboa fechou com o índice PSI-20 em alta de 30,94 pontos, ou 0,41%, aos 7.598,84 pontos, ajudada pela compra de blue chips em meio à alta dos demais mercados europeus.
Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 11,46 pontos, ou 0,08%, aos 14.813,32 pontos. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 11,69 pontos, ou 1,07%, aos 1.104,72 pontos, impulsionada por notícias macroeconômicas favoráveis. A produção industrial do país cresceu 2,4% em junho em comparação com maio. O mercado também ainda sente o efeito da elevação do rating de crédito do país anunciado ontem pela S&P. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 48,39 pontos, ou 0,76%, aos 6.375,64 pontos,. Na China, o índice Shangai Composto caiu 0,31% e o Shenzen Composto cedeu 0,02%. Desde o anúncio da mudança da política cambial, há uma semana, o Shangai Composto acumula alta de 6,8%. O índice Nikkei 225 encerrou a quinta-feira em alta de 23,23 pontos, ou 0,20%, em 11.858,31 pontos, maior nível em quatro semanas, após a divulgação de alta de 3,1% nas vendas no varejo japonês em junho em comparação com igual mês do ano passado, somada aos sinais de que a economia norte-americana está em caminho sólido.
Petróleo
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para setembro fecharam em US$ 59,94 o barril, em alta de US$ 0,83 (+1,40%); a mínima foi de US$ 58,80 e a máxima de US$ 60,15. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo brent para setembro eram cotados a US$ 58,76 o barril, em alta de US$ 0,75; a mínima foi de US$ 57,75 e a máxima de US$ 58,97.
Das agências Estado e Folhapress





