MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em baixa
O dólar fechou ontem com baixa de 0,44%, vendido a R$ 2,439, depois de oscilar entre alta de 1,34% e queda de 1,06%. A volatilidade marcou os negócios principalmente no período da manhã. O principal motivo de estresse veio do cenário político. A informação de que a CPI mista dos Correios teria constatado novos pagamentos de grandes valores para políticos do governo e da oposição por meio de empresas do publicitário Marcos Valério, acusado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de ser um dos operadores do suposto ''mensalão'' teve efeito imediato nos negócios.
Dias de pressão
Segundo Miriam Tavares, diretora da corretora AGK, ''no momento em que surgiu a notícia o mercado saiu comprando (dólares)''. ''Os próximos dias deverão ser de pressão, turbulências e desconforto no mercado. Mas, se não surgirem provas contundentes (sobre o esquema de corrupção) em pelo menos dez dias, a tendência é que as coisas se acalmem'', disse a diretora da AGK.
Bolsa se recupera
A Bolsa de Valores de São Paulo consolidou o movimento de alta no período da tarde, após a divulgação de dados econômicos positivos nos EUA, e fechou ontem com ganho de 1,89%, aos 25.337 pontos. Em dois dias, a Bolsa paulista acumula alta de 3,28%, depois de cair 3,39% na segunda-feira. A Bovespa registrou ontem 68.623 negócios com a movimentação de R$ 1,419 bilhão.
Maiores altas
As maiores altas do índice Bovespa foram das ações preferenciais da Companhia Siderúrgica Tubarão e preferenciais ''A'' da Usiminas, de 7,23% e 6,08%, respectivamente. De acordo com analistas, os papéis do setor siderúrgico caíram muito e ainda têm espaço para recuperação.
Resultados positivos
Outro fator que colabora com o desempenho do mercado acionário paulista é a divulgação de resultados positivos das empresas. Na terça-feira, após os fechamento dos negócios, a Telefônica SP/Telesp informou que obteve lucro líquido de R$ 1,158 bilhão no primeiro semestre deste ano, 23,6% maior do que em igual período do ano passado. Na segunda-feira, a holding Embratel Participações divulgou que registrou lucro de R$ 136,8 milhões no primeiro semestre, contra prejuízo de R$ 59,6 milhões na mesma época de 2004.
Livro Bege
Pela manhã, a Bovespa chegou a registrar um pouco de volatilidade influenciada pela preocupação do mercado em torno dos desdobramentos políticos e a instabilidade das Bolsas norte-americanas. Entretanto, à tarde, Wall Street apresentou uma melhora com a divulgação do ''Livro Bege'', o que ajudou os negócios no Brasil. O documento revela que a atividade empresarial nos EUA continuou crescendo em junho e julho enquanto os preços em geral desaceleraram ou ficaram estáveis, descartando a possibilidade de estagflação no país - estagnação da economia com alta de preços.
Bolsas norte-americanas
Com as boas notícias, o índice Standard & Poor's 500 subiu 0,46%. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve alta de 0,54%. A Bolsa eletrônica Nasdaq apresentou alta de 0,47%.
Em Buenos Aires
O mercado de ações argentino registrou um sólido ganho ontem, com o índice Merval fechando acima do importante nível psicológico dos 1.500 pontos pela primeira vez em mais de um mês. O índice Merval subiu 23,28 pontos, ou 1,57%, para 1.502,93 pontos, enquanto o Merval 25 subiu 1,58%, para 1.481,76 pontos. O volume somou 87,4 milhões de pesos, dos quais as ações locais movimentaram 80,9 milhões de pesos. Traders atribuíam o ganho de ontem à redução das preocupações relacionadas com o escândalo político no Brasil, assim como as crescentes expectativas positivas com relação a temporada de lucros corporativos do segundo trimestre. A maioria das companhias argentinas começam a divulgar seus resultados no início de agosto.
Bolsas na Europa
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres encerrou o dia em alta de 7,40 pontos, ou 0,14%, em 5.263,60 pontos, impulsionada pelas ações de siderurgia e pela elevação do índice de encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos em junho. Em Paris, o CAC-40 encerrou em alta de 12,35 pontos, ou 0,28%, em 4.433,13 pontos. O índice Xetra-DAX da bolsa de valores de Frankfurt fechou em alta de 11,86 pontos (0,24%), em 4.855,35 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 28 pontos (0,08%), em 33.658 pontos.
Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 31,93 pontos, ou 0,22%, aos 14.801,86 pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 2,43 pontos, ou 0,22%, aos 1.093,03 pontos. A agência de risco de crédito Standard & Poor's elevou para A o rating de crédito do país. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em baixa de 38,91 pontos, ou 0,61%, aos 6.327,25 pontos. Na China, o índice Shangai Composto subiu 1,6% e o Shenzen Composto avançou 2,4%. A bolsa de Jacarta, na Indonésia, fechou com o índice JSX Composto em alta de 0,10 ponto, ou 0,01%, aos 1.178,11 pontos. As ações em Tóquio fecharam no maior nível desde abril, impulsionadas pelos papéis de tecnologia nos EUA e pelo enfraquecimento do iene frente ao dólar. O índice Nikkei 225 encerrou em alta de 97,12 pontos, ou 0,8%, em 11.835,08 pontos. Foi a primeira vez, desde 8 de abril, que o Nikkei fechou acima dos 11.800 pontos.
Petróleo
Na Nymex, os contratos de petróleo para setembro fecharam em US$ 59,11 o barril, em queda de US$ 0,09 (-0,15%); a mínima foi de US$ 58,60 e a máxima de US$ 59,70. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo Brent para setembro fecharam em US$ 58,01 o barril, em queda de US$ 0,02; a mínima foi de US$ 57,55 e a máxima de US$ 58,50.
Das agências Folhapress e Estado





