Bovespa cai
O Ibovespa fechou em queda de 1,75%, em 25.391 pontos, entre a máxima de 0,02% e a mínima de -2,31%, com volume de R$ 1,56 bilhão. Contrato de Ibovespa futuro para agosto, em queda de 1,96%, em 25.460 pontos, entre a máxima de -0,08% (25.950 pontos) e mínima de -2,39% (25.350 pontos). C-Bond a 101,750 centavos de dólar, em alta de 0,18%.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -1,66%; Petrobras PN, 1,08%; Embratel Par. PN, -1,29%; Usiminas PNA, -5,93%; Telesp CL PA PN, -1,94%; Vale R. Doce PNA N1, 0,85%; Bradesco PN N1, -2,60%; Eletrobrás PNB, -4,68%; Sid. Nacional ON, -3,54%; Cemig PN N1, -2,45%.

Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,48% ao ano. Hot money, 2,44% ao mês. Capital de giro, 25,16% ao ano. CDI, 19,70% ao ano. Over a 19,72%.

C-Bonds
Numa grande operação financeira concluída ontem, o governo conseguiu retirar do mercado internacional US$ 4,4 bilhões em C-Bonds, o mais famoso título da dívida externa brasileira. Esses papéis são resquícios da moratória decretada pelo Brasil no final dos anos 80 - foram emitidos na reestruturação da dívida. Em troca dos C-Bonds, o Tesouro Nacional lançou um título chamado A-Bond, com vencimento em 2018.

Sucesso
A operação foi considerada um sucesso pelo governo porque o Tesouro conseguiu, com a troca dos papéis, adiar os pagamentos da dívida externa em 3,75 anos. Os C-Bonds teriam vencimento até 2014 e os A-bonds, em 2018. A cada ano de adiamento, o Tesouro Nacional economizará aproximadamente US$ 1,5 bilhão em juros e amortização.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,200 o grama, em alta de 2,15%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 425,00 a onça-troy, em queda de 0,16%.

Dóla em alta
A proximidade do final de semana gerou cautela no mercado de câmbio ontem. O temor de que as revistas semanais tragam informações que possam deteriorar ainda mais o cenário político fez o dólar encostar nos R$ 2,40. A moeda norte-americana subiu 1,73% e fechou a R$ 2,398 na venda, acumulando valorização de 2,56% na semana. No ano, entretanto, ainda acumula queda superior a 9%.

Preocupação
Para Mário Paiva, da corretora Liquidez, a principal preocupação do mercado é que surjam denúncias contra pessoas muito próximas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. ''Somente há três ou quatro dias Wall Street começou a se preocupar com o problema político do Brasil, que é seríssimo. Todo mundo sabe como começou, mas não sabe como vai acabar'', afirmou. Paiva ressalta ainda que o dia começou tenso, com o banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch reduzindo a recomendação de investimentos em títulos brasileiros.

Bolsas dos EUA
As Bolsas de Valores dos Estados Unidos fecharam em alta ontem, empurradas pelas ações das empresas de petróleo, que foram beneficiadas pelo aumento das cotações do petróleo: Dow Jones subiu 0,22% e Nasdaq avançou 0,05%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, subiu 23,41 pontos, a 10.651,18. Já o índice composto Nasdaq saltou 1,14 unidades, para 2.179,74 pontos. O índice Standard and Poor's 500 teve o melhor desempenho, com aumento de 6,64 pontos (+0,54%), fechando a 1.233,68.

Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 20,20 pontos, ou 0,39%, em 5.241,80 pontos. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em queda de 10,14 pontos, ou 0,23%, cotada a 4.415,52 pontos. O mercado de ações da Alemanha fechou com o índice Xetra-DAX, da bolsa de Frankfurt, em alta de 7,03 pontos (0,15%), em 4,836,90 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 66 pontos (0,20%), em 33.540 pontos. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 2,70 pontos (0,03%), em 10.018,80 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 24,45 pontos (0,33%), em 7.485,16 pontos, com as principais blue chips registrando desempenhos desiguais.

Bolsas da Ásia
O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 91,68 pontos, ou 0,78%, em 11.695,05 pontos, com reação das exportadoras à revalorização do yuan (moeda chinesa). Na China, o índice Shangai Composto fechou em alta de 2,5% e o Shenzen Composto, de 2,2%. Em Hong Kong, alta de 1,14%. Em Taiwan, queda de 0,21%. Na Coréia do Sul, baixa de 0,04%. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 1,27%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 1,93%. Em Manila, nas Filipinas, baixa de 0,32%. Em Cingapura, subiu 0,35%.

Petróleo sobe
Os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 58,00 o barril impulsionados por compras orientados por sinais técnicos e notícias sobre a formação de uma onda tropical no Caribe - um distúrbio na superfície que pode se transformar numa depressão tropical, uma tormenta que possui ventos de 62 km/hora. Na Nymex, da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de petróleo para setembro fecharam em US$ 58,65 o barril, em alta de US$ 1,52 (+2,66%); a mínima foi de US$ 57,13 e a máxima de US$ 58,70. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo brent para setembro fecharam em US$ 57,58 o barril, em alta de US$ 1,86; a mínima foi de US$ 55,82 e a máxima de US$ 57,75.


Fontes: agências nacionais e internacionais

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