MERCADO FINANCEIRO
Dólar avança 0,04%
O dólar fechou ontem com leve alta de 0,04%, vendido a R$ 2,342, interrompendo uma sequência de três quedas. A moeda norte-americana inverteu o movimento no final dos negócios, depois de ficar durante quase todo o dia em baixa. Na mínima do dia, o dólar foi negociado a R$ 2,325, com baixa de 0,68%.
De acordo com Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy, como o dólar caiu muito é normal que surjam mais compradores. Foi o que aconteceu no final dos negócios. Vogeler diz também que a alta do petróleo acabou influenciando a cotação da moeda norte-americana perto do fechamento.
Influências
O barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou ontem cotado a US$ 60,62 - em alta de 2,88% -, por conta dos temores entre os investidores de que novas tempestades tropicais e furacões possam afetar a produção das refinarias no golfo do México. A crise política, embora tenha refletido pouco nos negócios, continua sendo acompanhada pelo mercado.
Fundamentos sólidos
A agência de classificação de risco internacional Standard & Poor's divulgou ontem que os fundamentos fiscais e das contas externas do Brasil continuam sólidos, apesar da crise política provocada pelas denúncias de corrupção nos Correios e no Congresso. Para a agência, o processo de investigação das denúncias de corrupção vem ocorrendo dentro do contexto brasileiro de uma democracia forte, o que enfatiza o vigor da estrutura institucional do Brasil. Além disso, a S&P acrescenta que o desempenho econômico brasileiro, do ponto de vista fiscal e externo, tem se fortalecido nos últimos três anos. ''Fundamentos mais sólidos capacitam melhor o Brasil para suportar choques adversos e condições menos favoráveis de liquidez no mercado global.''
Bovespa mantém recuperação
A Bolsa de Valores de São Paulo manteve o movimento de recuperação ontem e fechou em alta de 2,08%, acumulando valorização de 4,5% em dois dias. Segundo Angelo Larozi, da corretora Souza Barros, a deflação registrada por alguns indicadores, a queda na expectativa de inflação para 2005 e a entrada de investidores estrangeiros na Bovespa sustentaram o movimento positivo.
Indicadores de preços
Com a alta de ontem, o Ibovespa - principal índice da Bovespa, composto por 55 ações - retornou aos 25.536 pontos. O volume financeiro de negócios somou R$ 1,339 bilhão. O dia começou com a divulgação de indicadores de preços. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP), apontou deflação de 0,13% em São Paulo nos últimos 30 dias. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da FGV, registrou uma taxa negativa de 0,09% na primeira prévia de julho.
Focus e estrangeiros
Além dos dados de ontem, o mercado repercute ainda o boletim Focus, divulgado segunda-feira pelo Banco Central, que apontou queda na expectativa de inflação deste ano de 5,94% para 5,72%. Com isso, as previsões dos analistas ficaram mais próximas da meta ajustada do governo -de 5,1%. Larozi destaca o interesse de estrangeiros por ações na Bolsa paulista, apesar das turbulências políticas. Os estrangeiros trouxeram R$ 462,5 milhões para a Bovespa nos primeiros sete dias úteis de julho, mais do que em todo o mês de junho (R$ 354,2 milhões).
Nos EUA
As Bolsas americanas fecharam com tendência mista apesar de a alta dos preços de petróleo ter pressionado o mercado acionário. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,05%. O índice Standard & Poor's 500, fechou em alta de 0,38%. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,35%. De uma maneira geral, o mercado de ações seguiu as altas verificadas nos últimos três pregões. Os maiores ganhos ficaram por conta da Pepsi -segunda maior fabricante mundial de bebidas- cujos papéis subiram até US$ 54,60 com o anúncio de que seus lucros no segundo trimestre cresceram 13%. Os lucros da empresa subiram para US$ 1,19 bilhão (R$ 2,77 bilhões) no trimestre encerrado em 11 de junho, na comparação com o mesmo período de 2004.
Na Europa
As Bolsas européias fecharam em queda ontem, com os preços do petróleo de volta ao patamar de US$ 60. As quedas foram limitadas, no entanto, com a divulgação dos resultados positivos da Alcatel e da L'Oreal. A Bolsa de Londres perdeu 0,48%, ficando com 5.217 pontos. A Bolsa de Paris teve baixa de 0,18% e fechou com 4.313 pontos. A Bolsa de Frankfurt recuou 0,22% e encerrou o dia com 4.653 pontos. A Bolsa de Milão teve desvalorização de 0,32%, caindo para 25.125 pontos e a Bolsa de Madri teve variação negativa de 0,03% e ficou com 9.873 pontos no encerramento.
Destaques
As ações da British Petroleum caíram 2,3%. As ações da Alcatel -terceira maior fornecedora mundial de equipamentos de telecomunicações-, no entanto, subiram 6,5%, com a expectativa de expansão no setor de telefonia móvel. Os papéis da gigante do setor de cosméticos L'Oreal também foi outro ponto forte do dia, com alta de 3,6%, com o anúncio de que a empresa deve se recuperar após um fraco primeiro trimestre.
Bolsas na Ásia 1
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 10,29 pontos, ou 0,07%, aos 14.146,95 pontos. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 3,45 pontos, ou 0,33%, aos 1.043,88 pontos. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 59,95 pontos, ou 0,95%, aos 6.358,81 pontos, liderada pelas ações de tecnologia e sustenta pela compra de investidores estrangeiros. A bolsa da China fechou com o índice Shangai Composto em alta d e 3,4% e o Shenzen Composto, de 3,3%. As blue chips subiram no final do pregão, despertando especulações de que o governo poderia estar comprando ações para sustentar o mercado, segundo analistas.
Bolsas na Ásia 2
A bolsa das Filipinas fechou com o índice PSE em alta de 16,16 pontos, ou 0,87%, aos 1.868,94 pontos, em recuperação técnica. A bolsa de Jacarta, na Indonésia, fechou com o índice JSX Composto em alta de 5,65 pontos, ou 0,50%, aos 1.129,11 pontos.Em Kuala Lumpur, na Malásia, o índice Composto subiu 6,40 pontos, ou 0,70%, para 915,72 pontos. A bolsa da Cingapura fechou com o índice Straits Times em baixa de 5,60 pontos, ou 0,25%, aos 2.235,59 pontos. A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em alta de 17,35 pontos, ou 0,2%, aos 11.692,14 pontos, o patamar mais alto desde 11 de abril. O mercado acompanhou os ganhos registrados anteontem em Nova York, porém o avanço foi limitado por realização de lucro.
Das agências Estado e Folhapress





