MERCADO FINANCEIRO
Cautela eleva dólar a R$ 2,377
O dólar registrou ontem sua terceira alta seguida, por conta das expectativas do mercado com a situação política. A moeda norte-americana subiu 0,42% e fechou a R$ 2,377 na venda. Em três dias úteis de julho, já acumula valorização de 1,8%. A divisa oscilou hoje entre R$ 2,358 (baixa de 0,38%) e R$ 2,380 (alta de 0,54%).
Rumores
Segundo analistas, os fundamentos econômicos têm limitando os efeitos das turbulências políticas no câmbio. Mas, diante de novas especulações, o mercado prefere manter a cautela. De acordo com operadores, circularam ontem no mercado rumores de que novas denúncias envolvendo o publicitário Marcos Valério seriam divulgadas. O publicitário é apontado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de ser um dos ''operadores'' do suposto ''mensalão'' -esquema de pagamento de mesada a parlamentares que seria feito pelo PT em troca de apoio no Congresso.
Expectativa
Pesou ainda no final do dia a expectativa em torno de uma atuação do Banco Central. Às terças-feiras, após o fechamento dos negócios, a instituição anuncia se fará ou não, no dia seguinte, leilão de ''swap reverso''. Desde o dia 9 de março o BC não promove esse tipo de operação, que tem o efeito de uma compra de divisas no mercado futuro. Alguns analistas ressaltam, entretanto, que o momento não é adequado para uma atuação do BC.
Bovespa cai mais de 1%
A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão ontem com queda de 1,48%, aos 24.674 pontos. Segundo analistas, o mercado acompanhou ''de perto'' os depoimentos à CPI dos Correios, que investiga denúncias de corrupção na estatal, e os desdobramentos em torno do suposto esquema de ''mensalão''.
Boas notícias
Diante da deterioração do cenário político, o mercado acionário paulista pouco refletiu as boas notícias do ambiente econômico, como a deflação de 0,20% registrada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo em junho, o saldo de investimentos estrangeiros positivo na Bovespa no mês passado, após três meses de queda, e o desempenho positivo em Wall Street.
Compras de ações
Apesar das turbulências políticas que abalaram os negócios no mês passado, as compras de ações por estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo voltaram a superar as vendas. Em junho, os estrangeiros deixaram R$ 354,219 milhões na Bovespa, após três meses consecutivos com as saídas superando as entradas.
Destaques
O volume financeiro da Bolsa paulista somou R$ 1,271 bilhão ontem, depois de ficar reduzido a R$ 451,991 milhões na segunda-feira- menor do ano-, por conta do feriado nos EUA. As maiores altas do Índice Bovespa foram Embraer PN (2,97%), Petrobras ON (2,12%) e Embraer ON (1,90%). As maiores baixas foram Tim Par ON (-7,62%), Tractebel ON (-6,37%) e Light ON (-6,19%).
Na Argentina
As ações argentinas fecharam em alta ontem, com os caçadores de barganha retornando ao mercado após a longa série de fechamentos negativos. O índice Merval encerrou em alta de 15,16 pontos, ou 1,10%, em 1.382,08 pontos, enquanto o Merval 25 s ubiu 1,12%, em 1.367,10. O volume somou 62,2 milhões de pesos, ante os 17,6 milhões de segunda-feira, sendo que 52 milhões de pesos referem-se a ações locais.
Nasdaq e Dow Jones
Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,66%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 1,04%. Ambas foram impulsionadas por dados de consumo no país. Os total de pedidos às indústrias americanas subiu 2,9% em maio, o melhor resultado em 14 meses, impulsionado, sobretudo, pela demanda mais forte no setor aéreo.
Bolsas na Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 5,80 pontos, ou 0,11%, aos 5.190,10 pontos. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em queda de 11,85 pontos, ou 0,28%, aos 4.252,75 pontos. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em baixa de 7,60 pontos, ou 0,08%, aos 9.807,40 pontos. O salto dos preços do petróleo pressionou as ações. A bolsa de valores de Frankfurt fechou com o índice Dax em baixa de 19,76 pontos, ou 0,43%, aos 4.603,65 pontos, depois de atingir a mínima intraday de 4.578,08 pontos. Um operador disse que o bom desempenho de Wall Street ajudou o índice alemão a recuperar parte das perdas.
Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em queda de 53,07 pontos, ou 0,37%, aos 14.124,80 pontos. Na segunda-feira, no fim do dia, bancos anunciaram uma elevação de 50 pontos-base da taxa básica de juros, o que prejudicou ações do setor imobiliário. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em queda de 2,90 pontos, ou 0,28%, aos 1.018,81 pontos. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em baixa de 39,16 pontos, ou 0,62%, aos 6.232,04 pontos. Os investidores estão cautelosos antes da divulgação dos balanços corporativos. Na China, o índice Shangai Composto e o Shenzen Composto caíram 0,8% cada um. A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em baixa de 34,85 pontos, ou 0,30%, aos 11.616,70 pontos. A câmara de deputados do país aprovou uma lei que privatiza os sistemas de seguros e poupança do serviço postal. Mas a votação foi apertada, de 233 votos a favor contra 228 contra, o que despertou incertezas entre os investidores.
Petróleo
A reaproximação do petróleo dos US$ 60 deu combustível onte para ajustes de posições no mercado. Os preços futuros da commodity foram sustentados pelas notícias de um número recorde de tempestades tropicais no Golfo do México para esta época do ano. Na Nymex, os contratos de petróleo para agosto fecharam em US$ 59,59 o barril, em alta de US$ 0,84 (1,43%); a mínima foi de US$ 58,80 a máxima de US$ 60,10. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo Brent para agosto fecharam em US$ 58,29 o barril, em alta de US$ 0,35; a mínima foi de US$ 57,85 e a máxima de US$ 58,72.
Das agências Folhapress e Estado





