Bovespa em baixa
A bolsa de valores de São Paulo fechou ontem em queda de 0,30%, depois de chegar a subir 0,60% ao longo do dia. O desempenho negativo do mercado acionário norte-americano e a cautela em torno do depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) à CPI mista dos Correios - que investiga denúncia de corrupção na estatal - impediram a alta da Bovespa. Com esse resultado, a bolsa encerrou o mês acumulando queda de 0,62% em junho. No primeiro semestre de 2005, a bolsa acumulou baixa de 4,37%. O movimento financeiro ontem ficou em R$ 1,088 bilhão.

Altas e baixas
As maiores altas do Índice Bovespa foram Eletropaulo PN (9,23%), Net PN (3,28%) e Banco do Brasil ON (2,43%). As maiores baixas foram Siderúrgica Tubarão PN (-4,58%), Tele Centro Oeste PN (-3,79%) e Telesp Celular Par (-2,93%).

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, +0,52%; Petrobras PN, -1,02%; Embratel Par. PN, -0,82%; Usiminas PNA, -2,30%; Telesp CL PA PN, -2,83%; Vale R. Doce PNA N1, +0,29%; Bradesco PN N1, +0,28%; Eletrobrás PNB, -1,08%; Sid. Nacional ON, -2,06%; Cemig PN N1, +2,88%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,10 o grama, queda de 0,89%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 437,10 a onça troy, queda de 0,34%.

Juros
A queda do preço do petróleo e o resultado do leilão de títulos prefixados do Tesouro, considerado positivo, contribuíram para uma ligeira queda nas taxas futuras no período da tarde. Segundo operadores, a demanda pelos títulos ofertados ontem (10 milhões de três vencimentos) foi elevada, o que garantiu que as taxas pagas pelo Tesouro ficassem dentro do consenso e com spreads baixos. CDB prefixado de 32 dias, 19,62% ao ano. Hot money, 2,47% ao mês. Capital de giro, 24,33% ao ano. CDI, 19,73% ao ano. Over a 19,75%.

Fed eleva
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) elevou sua taxa de juros ontem de 3% para 3,25% ao ano, mantendo o gradualismo de aumentos da taxa e sem causar surpresas no mercado. Entretanto, analistas avaliam que a íntegra do documento do Fed sinaliza que o ciclo de altas dos juros nos EUA vai durar ainda por um longo período.

Dólar em queda
O dólar caiu pelo quinto dia seguido e já caminha para romper os R$ 2,33, apesar das turbulências políticas no mercado interno. A moeda norte-americana fechou em queda de 0,97%, a R$ 2,334 na venda, menor cotação desde 19 de abril de 2002 (R$ 2,332). Pela manhã, a divisa chegou a subir 0,47%, atingindo R$ 2,367. O resultado ampliou a desvalorização acumulada pela moeda americana ante o real para 3,11% em junho e de 12,06% no primeiro semestre.

Compra maior
Segundo Marcelo Ribeiro, da corretora Concórdia, a alta pela manhã foi puxada pela informação de que o Tesouro Nacional aumentou sua previsão de compra de dólares no mercado para honrar compromissos da dívida externa que vencem no segundo semestre deste ano. O diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, informou que o Tesouro vai adquirir mais US$ 4,963 bilhões para pagamento da dívida.

Bolsa da Argentina
O mercado de ações argentino voltou a fechar em baixa, embora os participantes estivesse mais calmos com relação as novas medidas de controle de capital anunciadas pelo governo, que provocaram parte das pesadas perdas registradas ontem. O índice Merval fechou em baixa de 7,14 pontos, ou 0,51%, em 1.367,41 pontos, enquanto o Merval 25 recuou 0,25%, para 1.350,16 pontos. O volume somou 78,55 milhões de pesos, dos quais as ações locais movimentaram 76,2 milhões de pesos. No mês, o Merval acumulou uma perda de 7,95%; no trimestre, uma queda de 2,36%; e, no semestre, uma desvalorização de 0,58%.

Bolsas dos EUA
As bolsas de valores dos Estados Unidos terminaram suas operações em queda ontem, depois do Federal Reserve anunciar nova alta dos juros: Dow Jones perdeu 0,96% e o Nasdaq recuou 0,58%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, retrocedeu 99,51 pontos, a 10.274,97. Já o índice composto Nasdaq caiu 11,93 unidades, a 2.056,96 pontos. O índice Standard and Poor's 500, mais representativo da tendência geral, fechou em baixa de 0,71% (-8,52 pontos), a 1.191,33.

Bolsas da Europa
As principais bolsas de valores da Europa fecharam ontem com tendências opostas. Em Paris, o mercado encerrou suas operações em leve baixa de 0,06%, a 4.229,35 pontos. Na véspera, o índice CAC 40 havia avançado 0,90%, a 4.231,88 pontos. Já em Londres, as operações terminaram em alta de 0,08%, a 5.113,2 pontos. Anteontem, o Footsie havia registrado alta de 0,37%, a 5.109,1 pontos.

Bolsa de Tóquio
O índice Nikkei-225, da bolsa de valores de Tóquio, fechou em alta de 6,57 pontos (0,06%), em 11.584,01 pontos. O volume alcançou 1,798 bilhão de ações negociadas. Traders atribuíram a alta à expectativa de que investidores estrangeiros e fundos estabelecidos recentemente continuem a comprar ações de primeira linha, sobretudo de companhias exportadoras e de provedoras de serviços públicos.

Petróleo cai
Os contratos do petróleo negociados na Nymex fecharam em queda pela terceiro pregão consecutivo, frente ao arrefecimento das preocupações dos investidores com as condições de abastecimento do mercado. No fim do dia, o contrato para agosto valia US$ 56,50 o barril, queda de US$ 0,76 (1,33%), acima da mínima a US$ 55,90 o barril (baixa de US$ 1,36). Na Internacional Petroleum Exchange (IPE), em Londres, o contrato de agosto também fechou em queda, de US$ 0,45 (0,80%), a US$ 55,65 o barril.


Fontes: agências nacionais e internacionais

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