MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em queda
A cautela com o cenário político e a instabilidade no mercado acionário dos Estados Unidos guiaram os negócios na bolsa de valores de São Paulo, que fechou em queda de 0,53% ontem, interrompendo uma sequência de três altas seguidas. O volume financeiro também continuou abaixo de R$ 1 bilhão, o que evidência a cautela dos investidores. A Bovespa movimentou R$ 838,571 milhões.
Deflação
Pela manhã, a Bolsa paulista chegou a registrar alta de 0,74%, influenciada pela divulgação do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas, que apontou deflação de 0,44% em junho. Em maio, o indicador já havia apresentado queda média de 0,22% nos preços.
Altas e baixas
As duas maiores quedas entre as 55 ações que fazem parte do Ibovespa ficaram ontem com os papéis ordinários da Tim Participações, de 4,29%, e preferenciais da Telesp Celular Participações, de 3,48%. Já as altas mais significativas foram das ordinárias da Brasil Telecom Participações e preferenciais da Tele Leste Celular, de 3,56% e 2,86%, respectivamente.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,38%; Petrobras PN, -0,55%; Embratel Par. PN, -0,81%; Usiminas PNA, 0,93%; Telesp CL PA PN, -3,39%; Vale R. Doce PNA N1, -1,50%; Bradesco PN N1, 0,18%; Eletrobrás PNB, -2,32%; Sid. Nacional ON, -2,15%; Cemig PN N1, 1,46%.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,66% ao ano. Hot money, 2,40% ao mês. Capital de giro, 24,47% ao ano. CDI, 19,72% ao ano. Over a 19,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,40 o grama, queda de 0,29%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 438,60 a onça troy, alta de 0,20%.
Dólar cai
O dólar cravou a quarta queda seguida em meio à crise política. A moeda norte-americana caiu 0,42% ontem e fechou a R$ 2,357 na venda, menor cotação desde 22 de abril de 2002 (R$ 2,342). Durante o dia, a divisa chegou a romper a barreira dos R$ 2,35, ao ser negociada a R$ 2,347 na venda, com baixa de 0,84%.
Cenário positivo
''O dólar continua caindo em virtude do cenário econômico positivo'', disse Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy. Ele citou o resultado do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, que apresentou deflação de 0,44% em junho. Em maio, o indicador já tinha mostrado queda média de 0,22% nos preços.
Estabilidade
O controle dos preços, segundo analistas, colabora com a estabilidade da economia do país, o que é avaliado pelos investidores estrangeiros. ''O front externo está muito bom para o Brasil (...) Continuam entrando recursos de captações e das exportações'', disse Vogeler.
Bolsa da Argentina
O mercado de ações da Argentina fechou com o índice Merval em queda de 45,09 pontos (3,17%), em 1.374,55 pontos. O Merval-25 caiu 3,04% e fechou em 1.353,65 pontos. O volume alcançou 74,5 milhões de pesos, sendo 65,5 milhões de pesos e m transações com ações de companhias locais. O mercado reagiu negativamente aos novos controles sobre fluxos de capital anunciados ontem pelo governo argentino.
Bolsas dos EUA
As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram suas operações em leve baixa ontem, dia da reunião do Federal Reserve que termina hoje com um provável aumento da taxa básica de juros: o Dow Jones cedeu 0,30% e o Nasdaq, 0,05%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, retrocedeu 31,15 pontos, a 10.374,48 unidades. Já o índice composto Nasdaq, um ponto, a 2.068,89. O índice Standard and Poor's 500, mais representativo da tendência geral do mercado, fechou em queda de 1,72 ponto (-0,14%), em 1.199,85.
Bolsas da Europa
O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 18,7 pontos (0,37%), em 5.109,1 pontos. O volume alcançou 3,06 bilhões de ações negociadas. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 37,55 pontos (0,90%), em 4.231,88 pontos. O mercado reagiu positivamente à revisão para cima do PIB dos EUA no primeiro trimestre e ao recuo dos preços do petróleo. Em Frankfurt, alta de 0,57%. Em Milão, subiu 0,46%. Em Madri, alta de 0,90%. Em Lisboa, aumentou 0,67%.
Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio fechou em alta de 0,60%, alimentada pelos ganhos de anteontem em Nova York e pela valorização do dólar, que atraiu investidores para papéis de exportadoras. Em Hong Kong, baixa de 0,07%. Na Coréia do Sul, subiu 0,44%. Em Taiwan, caiu 1,35%. Na China, o índice Shangai Composto caiu 0,30%, enquanto o Shenzen Composto cedeu 0,80%. Em Jacarta, na Indonésia, baixa de 0,09%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 0,52%. Em Manila, nas Filipinas, queda de 0,52%. Na Cingapura, subiu 0,21%.
Petróleo
O preço do petróleo fechou ontem em baixa em Nova York, com a divulgação de um crescimento inesperado nos estoques da commodity nos EUA, de acordo com relatório divulgado pelo Departamento de Energia. O barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (sigla em inglês para Bolsa Mercantil de Nova York), estava cotado a US$ 57,26, baixa de 1,61%. Na segunda-feira, o barril havia fechado a US$ 60,54, primeira vez na história da negociação do barril na Nymex em que a commodity encerrou o dia cotada acima dos US$ 60. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo Brent para agosto fecharam em US$ 56,15 o barril, em queda de US$ 1,03; a mínima foi de US$ 55,86 e a máxima de US$ 57,33.
Fontes: agências nacionais e internacionais





