Bovespa sobe
A bolsa de valores de São Paulo fechou ontem com leve valorização de 0,14%. Apesar de moderada, trata-se da terceira alta seguida. A Bovespa iniciou os negócios estável e chegou a cair 0,50%. Entretanto, como não sugiram novidades no ambiente político e a cotação do petróleo voltou a cair, o mercado acionário paulista apresentou uma melhora. O volume financeiro negociado na Bovespa totalizou R$ 1,121 bilhão.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,53%; Petrobras PN, -1,44%; Embratel Par. PN, 0,00%; Usiminas PNA, 1,60%; Telesp CL PA PN, -0,09%; Vale R. Doce PNA N1, 2,47%; Bradesco PN N1, 2,06%; Eletrobrás PNB, -1,73%; Sid. Nacional ON, 1,28%; Cemig PN N1, 1,36%.

Juros
CDB prefixado de 30 dias,19,53% ao ano. Hot money, 2,42% ao mês. Capital de giro, 25,37% ao ano. CDI, 19,72% ao ano. Over a 19,75%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,50 o grama, queda de 0,59%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 437,70 a onça troy, queda de 0,90%.

Dólar cai
Apesar das turbulências políticas no Brasil, o dólar caiu mais 0,33% ontem e fechou a R$ 2,367 na venda, menor cotação desde 30 de abril de 2002, quando encerrou os negócios a R$ 2,362. A queda da moeda norte-americana é sustentada pela melhora nos fundamentos econômicos do país e ingressos de recursos por meio de exportações e captações. ''O volume das exportações continua bom. Além disso, a última captação do Tesouro Nacional [de US$ 500 milhões no exterior] abriu espaço para empresas e bancos privados também captarem'', afirmou Mário Battistel, da corretora Novação.

Superávit
Ao contrário de estimativas de exportadores, as vendas externas brasileiras continuam crescendo mesmo com a desvalorização do dólar diante do real. De janeiro até a quarta semana de junho, as exportações já somam US$ 51,974 bilhões, volume 23,6% superior ao de igual período do ano passado. Com isso, o superávit comercial brasileiro já chega a US$ 18,995 bilhões, um crescimento de 40% na mesma comparação. O dólar acumula queda de 10,2% no período em relação ao real, contra uma alta superior a 7% da moeda norte-americana na mesma época de 2004.

Política
Para analistas, o dólar só deve voltar a subir forte se o cenário político deteriorar muito ou se o Banco Central voltar a atuar no câmbio, o que não acontece desde março. Os depoimentos na CPI mista dos Correios e ao Conselho de Ética da Câmara, por enquanto, não apresentaram novidades consistentes sobre as denúncias de corrupção na estatal e de ''mensalão'' -suposto pagamento de mesada a parlamentares que seria feito pelo PT em troca de apoio no Congresso.

Bolsa da Argentina
O mercado de ações da Argentina fechou com o índice Merval em queda de 1,61 ponto (0,11%), em 1.419,64 pontos. O Merval-25 recuou 0,07% e fechou em 1.396,18 pontos. O volume ficou em 62,4 milhões de pesos, sendo 56,5 milhões de pesos em transações com ações de companhias locais. O mercado de ações argentino segue operando ''de lado'' e com volumes reduzidos.

Bolsas dos EUA
As bolsas de valores de Nova York fecharam em alta ontem, incentivadas pela queda dos preços do petróleo: o Dow Jones subiu 1,12% e a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 1,21%. O índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, subiu 114,85 pontos, para 10.405,63 pontos. Já o índice composto do Nasdaq aumentou 24,69 pontos, para 2.069,89. O índice Standard and Poor's 500, mais representativo da tendência geral do mercado, fechou em alta de 0,91% (10,88 pontos), em 1.201,57 pontos.

Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 46,9 pontos (0,93%), em 5.090,4 pontos, impulsionado pelos ganhos das ações de companhias do setor de petróleo e mineração. Em Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 36,65 pontos (0,88%), em 4.194,33 pontos, depois de acumular perdas por três sessões consecutivas. Em Frankfurt, alta de 0,74%. Em Milão, subiu 0,96%. Em Madri, alta de 0,62%. Em Lisboa, subiu 0,01%.

Bolsas da Ásia
A bolsa de valores Tóquio fechou com o índice Nikkei 225 em alta de 99,55 pontos (0,87%), em 11.513,83 pontos, recuperando o importante nível psicológico dos 11.500 pontos. Em Hong Kong, alta de 0,79%. Na Coréia do Sul, subiu 0,37%. Em Taiwan, alta de 0,22%. Em Cingapura, baixa de 0,41%. Na China, o índice Shangai Composto caiu 1,4%, enquanto o Shenzen Composto cedeu 1,7%. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 0,71%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,39%. Em Manila, nas Filipinas, cedeu 0,42%.

Petróleo em queda
As cotações do petróleo tiveram forte queda ontem no mercado de Nova York devido às realizações de lucros motivadas pelos recordes históricos da véspera. Em Nova York, o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto caiu 2,34 dólares e fechou a 58,20 dólares. Segunda-feira, o barril de cru alcançou a cotação mais alta da história durante a sessão, negociado a 60,95 dólares, batendo recorde de fechamento a 60,54 dólares. ''Houve muita liquidação por fundos de investimentos e vendas técnicas após os ganhos do cru na segunda-feira'', comentou Marshall Steeves, analista da Refco.


Fontes: agências nacionais e internacionais

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