MERCADO FINANCEIRO
Bovespa sobe
A bolsa de valores de São Paulo reagiu no período da tarde e fechou em alta de 1,24%, após cair mais de 1% pela manhã. No final dos negócios, o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista, composto por 55 ações - marcava 25.225 pontos e o volume financeiro somava R$ 1,063 bilhão.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 0,56%; Petrobras PN, 3,77%; Embratel Par. PN, 2,51%; Usiminas PNA, -0,24%; Telesp CL PA PN, -0,28%; Vale R. Doce PNA N1, 2,46%; Bradesco PN N1, 2,18%; Eletrobrás PNB, 2,08%; Sid. Nacional ON, -1,75%; Cemig PN N1, 2,16%.
Alta do petróleo
Na avaliação de Luiz Toledo Filho, da Magliano Corretora, a alta do petróleo no mercado internacional impulsionou os negócios com ações da estatal, que ficaram entre as maiores valorizações do Ibovespa. Os papéis ordinários da Petrobras subiram 4,13% ontem e fecharam a R$ 126. As ações preferenciais da empresa, que têm o segundo maior peso na composição do Ibovespa, tiveram alta de 4,03% e terminaram o dia a R$ 110,80.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,59% ao ano. Hot money, 2,47% ao mês. Capital de giro, 25,88% ao ano. CDI, 19,72% ao ano. Over a 19,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,70 o grama, queda de 0,88%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 441,70 a onça troy, queda de 0,66%.
Novo recorde
Os contratos futuros de petróleo fecharam em novo nível recorde na New York Mercantile Exchange (Nymex) pela terceira sessão consecutiva, fechando acima de US$ 60,00 o barril pela primeira vez, impulsionados pelo contínuo nervosismo relacionado a oferta da commodity. Na Nymex, os contratos de petróleo para agosto fecharam em US$ 60,54 o barril, em alta de US$ 0,70 (+1,17%); a mínima foi de US$ 59,90 e a máxima de US$ 60,95. Na International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo para agosto alcançaram a máxima intraday em US$ 59,59 o barril - os preços finais ainda não estavam disponíveis.
Dólar em baixa
Os ingressos de recursos no Brasil por meio das exportações e de captações continuam sustentando a queda do dólar em meio à crise política. A moeda norte-americana chegou a subir 0,41% pela manhã, mas inverteu o movimento no período da tarde e fechou em baixa de 0,29%, a R$ 2,375 na venda.
Mais recursos
José Roberto Carreira, da corretora Novação, explica que o volume de negócios pela manhã costuma ser mais intenso, por isso a moeda ficou mais pressionada. As entradas de recursos no país, entretanto, impedem uma alta mais forte do dólar.
Superávit
Ontem, o Ministério do Desenvolvimento divulgou que o superávit da balança comercial brasileira acumulado no ano já está próximo dos US$ 19 bilhões. Além disso, o mercado trabalha com a perspectiva de novas entradas via captações de empresas.
Preocupação
Na sexta-feira passada, o Banco Votorantim captou US$ 100 milhões no exterior e na quarta-feira o BMG concluiu uma captação de US$ 175 milhões. Carreira acrescenta, porém, que apesar do clima tranquilo no câmbio ainda há preocupação com a questão política. ''Se o mercado estivesse enxuto ou se aparecesse alguém da equipe econômica do governo envolvido [nas denúncias de mesada no Congresso] o dólar subiria bastante'', disse.
Bolsa da Argentina
O mercado de ações da Argentina fechou com o índice Merval em queda de 23,36 pontos (1,61%), em 1.421,25 pontos. O Merval-25 caiu 1,47% e fechou em 1.397,17 pontos. O volume ficou em 43,7 milhões de pesos, sendo 42,6 milhões de pesos em transações com ações de companhias locais. Analistas disseram que não houve notícias locais que estimulassem o interesse dos investidores pelo mercado de ações.
Bolsas dos EUA
As principais bolsas nova-iorquinas fecharam em baixa ontem, depois de um novo recorde do preço do petróleo (perto de 61 dólares): o Dow Jones perdeu 0,07% e a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 0,39%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, fechou em baixa de 7,06 pontos, a 10.290,78, e o índice composto do Nasdaq perdeu 8,07 pontos, a 2.045,20. O índice Standard and Poor's 500, mais representativo da tendência geral do mercado, fechou em baixa de 0,88 pontos (-0,07%), em 1.190,69 unidades.
Bolsas da Europa
As bolsas européias fecharam ontem em seus níveis mais baixos em mais de duas semanas, com o preço do petróleo tendo rompido a barreira dos US$ 60, o que compromete a lucratividade das empresas, particularmente nos setores aéreo o automobilístico. A bolsa de valores de Londres caiu 0,70%, fechando com 5.043 pontos. Em Paris, queda de 1,00%. Em Frankfurt, baixa de 0,93%. Em Milão, recuo de 0,95%. Em Madri perdeu 0,56%.
Bolsas da Ásia
Considerações sobre o efeito da alta do petróleo nas economias globais levaram a bolsa de valores de Tóquio a fechar em baixa de 1,10%, depois de uma onda de vendas tomar conta da maior parte dos segmentos. Em Hong Kong, baixa de 0,38%. Na Coréia do Sul, cedeu 1,13%. Em Taiwan, queda de 0,59%. A China contrariou as demais bolsas asiáticas e fechou com o Shenzen Composto em alta de 2,50% e o Shangai Composto em 2,10%. Em Jacarta, na Indonésia, queda de 1,39%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,76%. Em Manila, nas Filipinas, alta de 0,84%. Na Cingapura, caiu 0,76%.
Fontes: agências nacionais e internacionais





