MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
A bolsa de valores de São Paulo começou o dia instável mas melhorou principalmente no período da tarde e fechou com leve alta de 0,41%, interrompendo uma sequência de quatro quedas. Na semana, entretanto, a Bovespa acumulou perdas de 4,5%. O volume financeiro da Bovespa somou ontem R$ 898,5 milhões - o menor resultado da semana -, sinalizando cautela dos investidores.
Corrupção
O cenário político, com o início dos depoimentos na CPI mista dos Correios, que investiga denúncias de corrupção na estatal, dominou as atenções no mercado até quinta-feira. Ontem, pela manhã, a Bovespa acompanhou o desempenho negativo das bolsas dos EUA, que foi influenciado pela alta do petróleo. À tarde, porém, sem novidades no âmbito político, a bolsa paulista descolou de Wall Street e fechou positiva.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 0,12%; Petrobras PN, -1,56%; Embratel Par. PN, 0,42%; Usiminas PNA, 1,08%; Telesp CL PA PN, 3,19%; Vale R. Doce PNA N1, -0,95%; Bradesco PN N1, -0,12%; Eletrobrás PNB, 1,22%; Sid. Nacional ON, -0,03%; Cemig PN N1, 0,73%.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,53% ao ano. Hot money, 2,45% ao mês. Capital de giro, 23,72% ao ano. CDI, 19,72% ao ano. Over a 19,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 34,00 o grama, alta de 0,14%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 442,00 a onça troy, queda de 0,27%.
Queda acumulada
Apesar do cenário político conturbado, o dólar encerrou a semana em baixa. Ontem, a moeda norte-americana caiu 0,70% e terminou o dia a R$ 2,382 na venda. Na semana, acumulou leve baixa de 0,25%.
Tranquilidade
A sexta-feira foi tranquila no mercado câmbio. Pela manhã, o dólar chegou a subir um pouco, por conta da preocupação em relação ao avanço do petróleo. Mas no período da tarde, com o fluxo positivo de divisas e perspectivas de novos ingressos de recursos no país, o movimento de queda se consolidou.
Bancos
O Banco Votorantim anunciou ontem que captou US$ 100 milhões no exterior por meio da emissão de bônus com prazo de três anos. Na quarta-feira, o Banco BMG concluiu uma captação de US$ 175 milhões. O banco pretendia captar US$ 150 milhões entre investidores da Ásia, Europa e Américas, mas em razão da demanda, aumentou o valor da operação.
Global 2015
Além disso, na segunda-feira, o governo brasileiro captou US$ 600 milhões no exterior com a reabertura de uma emissão externa de bônus que vencem em 2015 (Global 2015), concluindo o seu plano para o ano, que era de captar US$ 6 bilhões.
Bolsa dos EUA
O mercado norte-americano teve o segundo dia consecutivo de queda forte, com o índice Dow Jones chegando ao fim do pregão no nível mais baixo desde 16 de maio. Esta foi a segunda pior semana de 2005 para o Dow. Das 30 componentes do índice, apenas quatro subiram ontem (Citigroup +0,2%, Johnson & Johnson +0,4%, General Motores +0,7% e General Electric +0,4%). O índice Dow Jones fechou em queda de 123,60 pontos (1,19%), em 10.297,84 pontos (mínima do dia); a máxima foi em 10.422,28 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 17,39 pontos (0,84%), em 2.053,27 pontos, com mínima em 2.050,76 pontos e máxima em 2.071,52 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 9,16 pontos (0,76%), para 1.191,57 pontos. O NYSE Composite recuou 37,49 pontos (0,52%), para 7.029,06 pontos.
Bolsa da Argentina
A bolsa de valores de Buenos Aires fechou com o índice Merval em alta de 5,18 pontos (0,35%), em 1.444,61 pontos. O Merval-25 subiu 0,25% e fechou em 1.418,03 pontos. O volume ficou em 67,7 milhões de pesos, sendo 60,4 milhões de pesos em transações com ações de companhias locais. Analistas disseram que o interesse dos investidores tem se concentrado no mercado de renda fixa; o volume de transações com os bônus Discount em pesos tem superado o da Bolsa, em meio à falta de notícias com potencial de impacto sobre os preços das ações.
Bolsas da Europa
As bolsas de valores da Europa encerraram a sessão de ontem em baixa, com a disparada dos preços do petróleo no mercado financeiro. O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em queda de 35,4 pontos (0,69%), em 5.079,0 pontos. O volume ficou em 2,65 bilhões de ações negociadas. Em Frankfurt, queda de 1,32%. Em Milão, caiu 1,03%. Em Paris, queda de 0,95%. Em Madri, queda de 0,94%. Em Lisboa, caiu 0,52%.
Bolsas da Ásia
As ações fecharam em baixa de 0,30% na bolsa de valore de Tóquio, influenciadas pelo desempenho negativo dos mercados em Nova York e por preocupações com a apreciação do petróleo, que provocaram realização de lucros no setor de tecnologia e de ações sensíveis a oscilações na economia. Na Coréia das Sul, queda de 0,83%. Em Taiwan, caiu 0,52%. Em Hong Kong, alta de 0,28%. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,80% e o Shenzen Composto avançou 0,50%. Em Jacarta, na Indonésia, baixa de 0,15%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,47%. Em Manila, nas Filipinas, caiu 0,41%. Na Cingapura, alta de 0,01%.
Novo recorde
Os contratos futuros de petróleo fecharam em novo nível recorde, pouco abaixo de US$ 60,00 o barril, sustentado pelas crescentes preocupações de que a demanda irá ultrapassar a oferta pela commodity. Os contratos de petróleo para agosto na Nymex, em Nova York, fecharam em US$ 59,84 o barril, em alta de US$ 0,42 (+0,71%); a mínima foi de US$ 59,17 e a máxima de US$ 59,93. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo Brent para agosto fecharam em US$ 58,36 o barril, em alta de US$ 0,40; a mínima foi de US$ 57,65 e a máxima de US$ 58,51.
Fontes: agências nacionais e internacionais





