MERCADO FINANCEIRO
Bovespa despenca
A bolsa de valores de São Paulo caiu 3,36% ''puxada'' pela nova alta recorde do petróleo. A Bolsa paulista terminou o dia em 24.815 pontos e com volume financeiro de R$ 1,351 bilhão. No cenário doméstico pesaram ainda o cenário político, a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom, do BC) e o anúncio da meta de inflação até 2007.
Ata do Copom
A ata da última reunião do Copom, quando a taxa básica foi mantida em 19,75% ao ano, sinalizou que os juros deverão permanecer altos por um longo período, o que frustrou um pouco o mercado acionário.
Inflação
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, anunciou a fixação da meta de inflação de 2007 em 4,5%. Palocci disse ainda esperar que o Banco Central persiga essa meta em 2006 e a consolide em 2007 para dessa forma buscar no longo prazo uma inflação em torno de 4%.
Aperto
Com a meta de inflação apertada, o Banco Central pode ser obrigado a manter taxas de juros elevadas durante os próximos anos para conseguir cumprir os objetivos fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -1,21%; Petrobras PN, -2,00%; Embratel Par. PN, -3,64%; Usiminas PNA, -4,38%; Telesp CL PA PN, -7,33%; Vale R. Doce PNA N1, -3,19%; Bradesco PN N1, -0,92%; Eletrobrás PNB, -3,41%; Sid. Nacional ON, -3,72%; Cemig PN N1, -4,32%.
Juros
CDB prefixado de 32 dias, 19,62% ao ano. Hot money, 2,44% ao mês. Capital de giro, 24,62% ao ano. CDI, 19,72% ao ano. Over a 19,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,95 o grama, baixa de 0,14%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 443,20 a onça troy, alta de 0,79%.
Dólar sobe
O avanço do preço petróleo provocou um aumento de demanda por dólar no mercado interno e a moeda fechou em alta de 0,62%, vendida a R$ 2,399. Para Hélio Osaki, do Banco Rendimento, a alta do petróleo provocou uma readequação dos portfólios dos bancos e aumentou a demanda no câmbio. Osaki afirma, entretanto, que a tendência de queda do dólar permanece. Segundo ele, dois fatores poderiam fazer a moeda norte-americana reverter a tendência de queda: uma atuação do Banco Central e a deterioração do cenário político.
Euro cai
O dólar alcançou nova máxima em nove meses frente ao euro em Nova York, contudo, a moeda européia se sustenta acima de US$ 1,20. O euro chegou a recuar a mínima intraday em US$ 1,2016, caindo brevemente abaixo da mínima em vários meses de US$ 1,2018 registrada na semana passada, mas rapidamente se recuperou para ao redor de US$ 1,2030. No fim da tarde em Nova York, o iene era negociado a 108,89 por dólar, de 108,83 por dólar anteontem; o euro era negociado a US$ 1,2040, de US$ 1,2125 anteontem.
Bolsa da Argentina
O mercado de ações da Argentina fechou com o índice Merval em queda de 25,37 pontos (1,73%), em 1.439,43 pontos. O Merval-25 caiu 1,61% e fechou em 1.414.38 pontos. O volume ficou em 88,1 milhões de pesos, sendo 80,2 milhões de pesos em transações com ações de companhias locais.
Bolsas dos EUA
O mercado norte-americano de ações sofreu uma queda forte. O mercado reagiu à nova alta dos preços do petróleo, que fecharam em nível recorde, e a informes de resultados de empresas importantes. O índice Dow Jones fechou em queda de 166,49 pontos (1,57%), em 10.421,44 pontos. A mínima foi em 10.419,60 pontos e a máxima em 10.589,01 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 21,37 pontos (1,02%), em 2.070,66 pontos, com mínima em 2.070,57 pontos e máxima em 2.106,57 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 13,15 pontos (1,08%), para 1.200,73 pontos.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 15,1 pontos (0,30%), em 5.114,40 pontos. As ações da produtora de açúcar Tate & Lyle foram o foco da sessão depois que a companhia anunciou o impacto financeiro com o corte dos subsídios do açúcar pela União Européia. Em Paris, alta de 0,25%. Em Madri, alta de 0,45%. Em Lisboa, subiu 0,25%. Em Frankfurt, alta de 0,17%. Em Milão, aumentou 0,02%.
Bolsas da Ásia
As ações fecharam em alta de 0,30% na bolsa de valores de Tóquio, com compras de papéis do setor de construção por investidores institucionais domésticos. Em Hong Kong, alta de 0,21%. Na Coréia do Sul, alta de 0,86%. Em Taiwan, alta de 0,25%. Na China, o índice Shangai Composto caiu 0,80%, enquanto o Shenzen Composto cedeu 0,90%. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 0,24%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,11%. Em Manila, nas Filipinas, caiu 0,17%. Em Cingapura, alta de 0,78%.
Petróleo em alta
O preço do barril do petróleo cru, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, finalmente encostou nos US$ 60 ontem, atingindo recorde histórico. O dado, no entanto, não causou entusiasmo entre os investidores, mas, sim, serviu como evidência do temor da eventual escassez de petróleo e de gasolina nos EUA que tem pressionado as negociações há meses. O barril fechou cotado a US$ 59,42 em Nova York, alta de 2,29%. No sistema eletrônica da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo Brent para agosto eram cotados próximo ao fechamento a US$ 58,10 o barril, em alta de US$ 1,35 (+2,38%), com uma mínima em US$ 56,66 e uma máxima de US$ 58,55.
Fontes: agências nacionais e internacionais





