MERCADO FINANCEIRO
Bolsa em queda
A bolsa de valores de São Paulo fechou com baixa moderada de 0,17%, depois de recuar 1,54% ao longo do dia. O cenário político interno e o desempenho do mercado acionário norte-americano influenciaram os negócios na bolsa paulista ontem.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 0,25%; Petrobras PN, 1,20%; Embratel Par. PN, -1,99%; Usiminas PNA, -1,47%; Telesp CL PA PN, -3,24%; Vale R. Doce PNA N1, 0,32%; Bradesco PN N1, -1,74%; Eletrobrás PNB, 3,59%; Sid. Nacional ON, -2,37%; Cemig PN N1, 0,70%. As maiores altas do Índice Bovespa foram Eletrobrás ON (4,56%), Eletrobrás PNB (3,53%) e Copel PNB (2,64%). As maiores baixas foram Acesita PN (-4,13%), Telesp Cel Par PN (-3,50%) e Tele Leste Celular PN (-3,33%).
Risco Brasil
O risco País Brasil recuou até a mínima de 400 pontos reagindo ao avanço dos preços do título brasileiro Global 40, sustentado pelo recuo do juro do Note de 10 anos norte-americano abaixo de 4% no início do dia. Por volta das 17h04, o juro do T-Bond 30 anos estava em 4,235%, ante 4,327% ontem; e a taxa do T-Note 10 anos estava em 3,932%, ante 4,041% ontem.
Juros
Os juros futuros até recuaram um pouco, mas ainda com a liquidez muito restrita, em um ambiente de clara falta de apetite por negócios. ''Embora nenhuma denúncia tenha sido provada e o governo não tenha sido atingido diretamente, há uma incerteza no ar e o mercado deve ficar assim, de lado, até que o quadro se defina melhor'', disse um operador. CDB prefixado de 30 dias, 19,53% ao ano. Hot money, 2,42% ao mês. Capital de giro, 25,81% ao ano. CDI, 19,71% ao ano. Over a 19,74%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 34,00 o grama, alta de 0,89%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 439,70 a onça troy, queda de 0,18%.
Dólar em alta
Depois de oscilar bastante durante o dia, o dólar fechou em alta de 0,42%, a R$ 2,384 na venda, perto da máxima da quarta-feira (R$ 2,385). Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a recuar 0,54%, para R$ 2,361.
CPI dos Correios
Analistas afirmam que a CPI mista dos Correios concentrou as atenções ontem e trouxe novas denúncias. Maurício Marinho, ex-chefe de departamento dos Correios, apontou irregularidades entre contratos firmados entre a estatal e empresas privadas, citando um dos maiores bancos do país, o Bradesco.
Bradesco
De acordo com Marinho, o Bradesco estaria por trás de diversas franquias dos Correios em São Paulo. Consultada pela reportagem, a assessoria do banco informou que o ''Bradesco não vai comentar as ilações do depoente''.
Novas denúncias
Marinho lançou suspeitas também sobre contratos dos Correios para compra de veículos de transporte de cargas, para manutenção de equipamentos de informática, para publicidade e patrocínios. Essas duas últimas áreas, segundo Marinho, estavam sob o controle do ministro da Secretaria de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken.
Bolsas dos EUA
As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram suas transações ontem em ponto morto, devido à forte queda do petróleo e uma dura advertência sobre os resultados da Ford: Dow Jones perdeu 0,11% e Nasdaq ganhou 0,05%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, recuou 11,74 pontos, a 10.587,93 pontos. Já o Nasdaq avançou 0,96 pontos, a 2.092,03 pontos. O índice Standard and Poor's 500, mais representativo da tendência geral, ficou em alta de 0,27 pontos (+0,02%), a 1.213,88 pontos. A Ford revisou novamente para baixo sua previsão de lucro para 2005, admitindo abertamente, depois da General Motors (GM), a dimensão das dificuldades da indústria automobilística americana diante da desaceleração contínua das vendas de 4X4.
Bolsa da Argentina
O mercado de ações portenho encerrou praticamente estável, com os investidores à espera de notícias sobre a retomada das negociações entre o país e o FMI. O índice Merval subiu 0,20% ou 2,71 pontos, a 1.464,80 pontos. O volume foi fraco, de 51,3 milhões de pesos (US$ 1= 2,8650 pesos), sendo 45,6 milhões em papéis locais. O Merval 25 subiu 0,09%, para 1.437,56 pontos.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 17,20 pontos (0,34%), em 5.099,30 pontos, depois que a ata da última reunião de política monetária do Banco da Inglaterra apontou que dois membros haviam votado por um corte nas taxas juro, o que aumentou as expectativas de uma afrouxamento monetário mais cedo do que tarde. Em Paris, alta modesta de 0,18%. Em Frankfurt, alta de 0,25%. Em Milão, caiu 0,09%. Em Madri, alta de 0,14%. Em Lisboa, queda de 0,07%.
Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio fechou no nível mais elevado desde meados de abril, em 0,50%. Em Hong Kong, alta de 1,30%. Na Coréia do Sul, alta de 1,23%. Em Taiwan, alta de 1,26%. Na China, o índice Shangai Composto fechou em alta de 0,10%, enquanto o Shenzen Composto ganhou 0,40%. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 0,12%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,78%. Em Manila, nas Filipinas, subiu 0,23%. Na Cingapura, avançou 0,44%.
Petróleo cai
O barril de petróleo registrou forte baixa ontem no mercado de Nova York, após a divulgação do aumento dos estoques do produto nos Estados Unidos e a resolução da crise na Noruega. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto fechou em queda de 95 centavos, a 58,09 dólares (-1,61%), depois de ter sido negociado a 57,85 dólares durante a sessão. Em Londres, os contratos futuros do Brent para agosto fecharam em US$ 56,75 o barril, queda de US$ 0,55 ou 0,96%. A mínima foi de US$ 56,38 e a máxima, de US$ 58,00.
Fontes: agências nacionais e internacionais





