Bovespa em queda
A instabilidade no mercado acionário norte-americano e a crise política guiaram mais uma vez os negócios na bolsa de valores de São Paulo, que fechou ontem em baixa de 1,24%, aos 25.721 pontos. Para Gilberto Pereira, da corretora Liquidez, o mercado acionário está em ''compasso de espera''. Ou seja, está evitando tomar grandes posições enquanto a situação política no país não se resolve. O volume financeiro somou ontem R$ 1,345 bilhão na Bovespa.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,76%; Petrobras PN, -0,55%; Embratel Par. PN, -3,08%; Usiminas PNA, -2,55%; Telesp CL PA PN, -2,33%; Vale R. Doce PNA N1, -1,78%; Bradesco PN N1, -1,19%; Eletrobrás PNB, -2,94%; Sid. Nacional ON, -2,19%; Cemig PN N1, -0,35%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,70 o grama, queda de 0,88%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 440,50 a onça troy, alta de 0,11%.

Juros caem
O dia do mercado de juros foi novamente de baixa liquidez. E de queda de taxa. O DI mais negociado, com vencimento em janeiro/07, movimentou ontem apenas 88 mil contratos, menos da metade do giro em dias normais. Mas esse DI devolveu, ao longo da tarde, toda a alta registrada anteontem. Encerrou o dia com taxa de 17,67%, ante 17,74% de segunda-feira.

Inflação menor
Uma boa notícia para o mercado de juros, mais uma vez, foi o resultado da segunda prévia do IGP-M de junho, que ficou negativa em 0,38%. Em maio, a segunda prévia do indicador teve queda de 0,09%. O resultado anunciado ontem pela FGV ficou próximo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que apontavam um resultado entre -0,40% e -0,15%, com mediana em -0,25%. A boa notícia é que os preços no varejo registraram desaceleração, confirmando que as taxas negativas dos preços ao atacado já estão atingindo os preços ao consumidor.

Dólar cai
O dólar caiu 0,83% ontem e fechou a R$ 2,374 na venda, menor cotação desde 30 de maio deste ano, apesar da crise política que domina as atenções no Brasil. Para Mário Battistel, da corretora Novação, as turbulências políticas não estão afetando a área econômica. ''É isso que importa para o mercado de câmbio'', afirmou. Francisco Carvalho, da corretora Liquidez, é da mesma opinião. ''O cenário econômico está se sobrepondo ao político'', disse.

Bom desempenho
Os analistas destacam o bom desempenho da balança comercial e o sucesso do Brasil na emissão de títulos no exterior, que contribuem com os ingressos de recursos no país e fazem o dólar recuar. A balança brasileira acumula superávit de US$ 17,920 bilhões no ano, até a terceira semana deste mês, um crescimento de 33,8% sobre igual período do ano passado.

Global 2015
Anteontem, o Tesouro Nacional captou mais US$ 600 milhões em bônus que vencem em 2015 (Global 2015) e cumpriu sua meta de emissões de US$ 6 bilhões para este ano. Apesar das turbulências políticas no cenário doméstico, o Brasil conseguiu pagar mais barato na captação realizada anteontem do que em operação com o Global 2015 realizada em fevereiro. Os investidores que adquiriram papéis brasileiros na emissão realizada nesta segunda-feira terão uma taxa de retorno de 7,732% ao ano. Na emissão original do Global 2015, ocorrida em fevereiro, a captação foi de US$ 1 bilhão, com retorno de 7,9% aos investidores.

Bolsa argentina
A bolsa argentina se recuperou das vendas da semana passada em razão do vencimento de opções e fechou ontem em alta. O índice Merval subiu 1,25% ou 18,1 pontos, para 1.462,09 pontos. O volume somou 69,9 milhões de pesos (US$ 1 = 2,87 pesos), sendo 56,2 milhões de pesos em ações locais. O Merval 25 também subiu 1,25%, para 1.436,15 pontos. Anteontem, o mercado financeiro permaneceu fechado devido a feriado nacional.

Bolsas dos EUA
As bolsas de valores de Nova York fecharam com tendências contrárias ontem: o Dow Jones recuou 0,08% e o Nasdaq ganhou 0,14%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, perdeu 8,90 pontos, fechando a 10.600,21 pontos. Já o índice composto do Nasdaq avançou 2,99 pontos, encerrando o dia a 2.091,12 pontos. O Standard and Poor's 500 fechou em queda de 0,20%, perdendo 2,42 pontos, a 1.213,71 pontos.

Bolsas da Europa
O FTSE-100, referencial da bolsa de valores de Londres, fechou com alta de 10,10 pontos (0,20%), em 5.082,10 pontos, em um dia dominado por notícias envolvendo o setor de mídia, após a Scottish Radio ter concordado em ser comprada pela Emap PLC. Em Paris, valorização de 0,68%. Em Frankfurt, alta de 0,46%. Em Milão, subiu 0,43%. Em Madri, alta de 0,55%. Em Lisboa, ganhou 0,23%.

Bolsas da Ásia
As blue chips de tecnologia ajudaram a bolsa de valores de Tóquio a fechar em leve alta de 0,05%. Em Hong Kong, alta de 0,24%. Na Coréia do Sul, baixa de 0,47%. Em Taiwan, baixa de 0,29%. Na China, o índice Shangai Composto caiu 1,27%, enquanto o Shenzen Composto cedeu 1%. Em Jacarta, na Indonésia, queda de 1,25%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,05%. Em Manila, nas Filipinas, queda de 2,53%. Na Cingapura, caiu 0,03%.

Petróleo em baixa
Os preços do petróleo registraram ligeiro recuo em relação aos recordes atingidos anteontem -durante as negociações e no fechamento -, mas ainda rondam os US$ 60. O barril para julho fechou ontem cotado a US$ 58,90 na Bolsa Mercantil de Nova York, com ligeira variação negativa de 0,79%. Em Londres, o Brent para agosto fechou em US$ 57,50, queda de US$ 0,82. A mínima foi de US$ 57,30 e a máxima de US$ 58,48.

Fontes: agências nacionais e internacionais

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