Bovespa em queda
A Bolsa de Valores de São Paulo chegou a subir 0,19% no final da tarde, acompanhando uma melhora no mercado acionário dos Estados Unidos, mas não sustentou a recuperação e fechou em baixa de 0,18%, aos 26.045 pontos. Na mínima do dia, a queda foi de 1,25%. O volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 2,644 bilhões ontem, inflado pelo exercício de opções, que movimentou R$ 1,23 bilhão.

Inflação baixa
O que trouxe um alívio aos investidores foi a divulgação do boletim Focus, que apontou queda nas expectativas de inflação para 2005 pela quinta semana seguida. De acordo com o boletim, divulgado semanalmente pelo BC, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do IBGE) termine o ano em 6,16%, ante previsão de 6,21% na semana passada. Há um mês, a previsão era de 6,39%.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 1,40%; Petrobras PN, 1,81%; Embratel Par. PN, -0,39%; Usiminas PNA, -0,41%; Telesp CL PA PN, -1,87%; Vale R. Doce PNA N1, -1,51%; Bradesco PN N1, 0,26%; Eletrobrás PNB, -1,82%; Sid. Nacional ON, -1,34%; Cemig PN N1, -2,41%.

Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,55% ao ano. Hot money, 2,44% ao mês. Capital de giro, 26,10% ao ano. CDI,19,74% ao ano. Over a 19,76%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 34,00 o grama, alta de 1,64%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 440,00 a onça troy, estável.

Global 2015
O governo brasileiro captou ontem US$ 600 milhões com a reabertura de uma emissão externa de bônus que vencem em 2015 (Global 2015), concluindo o seu plano para o ano, que era de captar US$ 6 bilhões. Apesar das turbulências políticas no cenário doméstico, o Brasil conseguiu pagar mais barato na captação realizada ontem do que em operação com o Global 2015 realizada em fevereiro.

Taxa de retorno
Os investidores que adquiriram papéis brasileiros na emissão realizada ontem terão uma taxa de retorno de 7,732% ao ano. Na emissão original do Global 2015, ocorrida em fevereiro, a captação foi de US$ 1 bilhão, com retorno de 7,9% aos investidores. Esses recursos ajudam o governo a se precaver de um possível contágio na economia da crise política que surgiu desde que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciou que o PT pagaria mesadas a deputados da base aliada em troca de apoio a projetos.

Dívida externa
Os recursos conseguidos por essas captações são usados para honrar os compromissos da dívida externa. Ao encerrar o plano deste ano, o governo pode aproveitar para antecipar o cronograma do ano que vem - estimado também em cerca de US$ 6 bilhões. Por outro lado, quanto mais o governo emite títulos, mais cresce sua dívida externa. No entanto, ao trazer dólares do exterior para pagar sua dívida, o governo também protege as reservas internacionais do Banco Central, que servem como garantia aos investidores de que o país pagará sua dívida em momentos de turbulência econômica internacional.

Dólar em alta
O dólar voltou a inverter a tendência no final do dia e fechou com alta de 0,25%, a R$ 2,394 na venda, por conta das expectativas em torno da reforma ministerial e de uma possível intervenção do Banco Central no câmbio.

BC de volta
Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy, avalia ainda que, como o dólar está abaixo dos R$ 2,40, parte do mercado começou a cogitar a possibilidade de o Banco Central voltar a atuar no câmbio. Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi cotada ontem a R$ 2,375 (baixa de 0,54%). Vogeler ressalta que o mercado financeiro ''está muito cauteloso''.

Bolsas dos EUA
O movimento das Bolsas norte-americanas foi guiado ontem pelo petróleo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, e a Bolsa eletrônica Nasdaq chegaram a ficar positivas perto do fechamento dos negócios, mas acabaram terminando o dia com quedas de 0,13% e 0,09%, respectivamente.

Bolsas da Europa
A forte alta do petróleo pressionou as bolsas de Londres e Paris ontem. O mercado britânico, medido pelo índice FTSE 100, caiu 0,11% ou 5,60 pontos, para 5.072 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 caiu 0,65% ou 27,51 pontos, para 4.193,40 pontos. E Madri, baixa de 0,24%. Em Lisboa, declinou 0,11%. Em Frankfurt, baixa de 0,38%. Em Milão, caiu 1,46%.

Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,30%. Em Hong Kong, alta de 0,24%. Na Coréia do Sul, cedeu 0,90%. Em Taiwan, alta de 0,05%. Na China, o Shenzen Composto subiu 3,10% e o Shangai Composto ganhou 2,80%. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 0,52%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,03%. Em Manila, nas Filipinas, recuou 0,32%. Em Cingapura, queda de 0,53%.

Novo recorde
Com o preço do barril do petróleo registrando recordes sucessivos, o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), xeque Ahmed Fahd al Ahmed al Sabah, disse ontem que a organização pode anunciar um novo aumento de 500 mil barris na cota diária de produção dos países membros ainda nesta semana. Durante o dia, o barril chegou a registrar o novo recorde histórico de US$ 59,52. No fechamento, o barril para entrega em julho (cujos contratos venceram ontem), negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 59,37, alta de 1,54%. Em Londres, o Brent para agosto era negociado a US$ 58,32, alta de 0,56%. A mínima foi de US$ 57,30 e a máxima de US$ 58,58 o barril.



Fontes: agências nacionais e internacionais

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