MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
A crise política gerou volatilidade nos mercados nesta semana. Apesar disso, o saldo foi positivo na Bolsa de Valores de São Paulo, que fechou ontem com alta de 1,32%, acumulando valorização de 4,58% na semana. ''O mercado deixou um pouco a crise [política] e começou a olhar de novo os resultados das empresas, que devem ser positivos no segundo trimestre'', diz o analista Luiz Toledo Filho, da corretora Magliano.
Taxa Selic
Colaborou com o desempenho positivo do mercado acionário nos últimos dias a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 19,75% ao ano, após nove altas seguidas. O mercado aguarda os próximos meses para avaliar os impactos no segundo semestre do aperto monetário iniciado no final do ano passado. Para alguns analistas, as empresas ainda têm recursos para entregar bons resultados nos balanços dos próximos dois trimestres.
Zé Dirceu
A saída de José Dirceu da Casa Civil também gerou um alívio nos mercados. Segundo analistas, a saída de Dirceu torna o governo menos vulnerável às denúncias de corrupção e reduz a possibilidade de que essas denúncias atinjam o presidente Lula ou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Além disso, fortalece a posição do ministro da Fazenda e sua orientação na política econômica.
Destaques
O volume financeiro na Bolsa paulista somou R$ 1,55 bilhão ontem. Os destaques de alta foram Brasil Telecom Part. ON, com avanço de 8,14% e Transmissão Paulista PN, com ganho de 5,76%. Na ponta inversa, AmBev PN recuou 3,56%, seguido por Embraer ON, com perda de 1,59%.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 0,75%; Petrobras PN, 1,80%; Embratel Par. PN, 2,17%; Usiminas PNA, 1,13%; Telesp CL PA PN, 5,12%; Vale R. Doce PNA N1, 1,85%; Bradesco PN N1, 1,14%; Eletrobrás PNB, 0,18%; Sid. Nacional ON, 0,47%; Cemig PN N1, 0,27%.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,53% ao ano. Hot money, 2,44% ao mês. Capital de giro, 24,11% ao ano. CDI, 19,74% ao ano. Over a 19,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,45 o grama, queda de 1,61%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 440,00 a onça troy, alta de 0,47%.
Dólar em baixa
A saída de José Dirceu da Casa Civil também repercutiu bem nos negócios com a moeda norte-americana. O dólar fechou em baixa de 0,74%, a R$ 2,388 na venda. Em meio à crise política, a moeda norte-americana acumulou queda de 3,4% na semana. Um movimento que foi sustentado pelos ingressos de recursos no país, por meio de captações e das exportações, e pelos bons fundamentos da economia. ''O mercado parou hoje (ontem) por causa do Dirceu. E na minha opinião, deve continuar assim até o investidor ver quem vai ficar no lugar'', disse Cleidson Alberto, operador da Midas Corretora.
Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam ontem impulsionadas com a alta do petróleo levando o preço do barril aos US$ 57, o que favoreceu as ações do setor petrolífero. A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 32,60 pontos, ou 0,65%, aos 5.077,60 pontos. A bolsa de valores de Paris fechou com o índice CAC-40 em alta de 35,76 pontos, ou 0,85%, aos 4.220,91 pontos, nova máxima em três anos. A bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax em alta de 24,70 pontos, ou 0,54%, aos 4.604,57 pontos, ajudada pelo índice sentimento do consumidor da Universidade de Michigan acima do esperado. A bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em alta de 26 pontos, ou 0,08%, aos 32.758 pontos. A Bolsa de Madri, medida pelo índice IBEX-35, fechou em alta de 0,60% ou 57,60 pontos, a 9.682,3 pontos, perto do maior nível desde maio de 2001. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, encerrou em alta de 0,72% ou 53,63 pontos, a 7.517,76 pontos. As blue chips se beneficiaram da caça de barganhas depois de uma semana de declínio constante.
Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio fechou sustentada pela alta dos preços de commodities como cobre e petróleo, a qual atraiu investidores para papéis de empresas de metais não-ferrosos. O índice Nikkei terminou a sessão em 11.514,03 pontos, após somar 97,65 pontos (0,9%). O índice encerrou acima de 11.500 pontos pela primeira vez desde 14 de abril. Em Hong Kong, alta de 0,57%. Na Coréia do Sul, subiu 0,05%. Em Taiwan, alta de 0,18%. Na China, o índice Shangai Composto cedeu 0,04%, enquanto o Shenzen Composto recuou 0,50%. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 1,43%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,11%. Em Manila, nas Filipinas, subiu 0,58%. Em Cingapura, alta de 0,29%.
Petróleo bate recorde
O preço do petróleo disparou no fim das negociações na Bolsa Mercantil de Nova York e cravou novo recorde ontem. Após o fechamento, o preço atingiu US$ 58,60. O recorde anterior havia sido registrado em abril, US$ 58,28. Ainda durante as negociações, o preço já havia batido o recorde de abril, chegando a US$ 58,55. No fechamento, o barril do petróleo cru para entrega em julho (cujos contratos expiram na próxima semana) fechou cotado a US$ 58,47, alta de 3,34% e preço recorde para um fechamento. Em Londres, os contratos futuros do Brent para agosto chegaram a US$ 57,95, superando a máxima recorde também do dia 4 de abril, de US$ 57,57. Os contratos fecharam em US$ 57,92, alta de US$ 1,70 ou 3,02%. A mínima foi de US$ 56,15.
Fontes: agências nacionais e internacionais





