MERCADO FINANCEIRO
Bovespa sobe
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem em alta de 1,06%, aos 25.750 pontos, com volume financeiro de R$ 1,452 bilhões. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter os juros em 19,75% ao ano e a aparente melhora no cenário político, com indicações de uma reforma ministerial, colaboraram com o desempenho positivo no mercado acionário.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 0,62%; Petrobras PN, 1,20%; Embratel Par. PN, 1,82%; Usiminas PNA, 1,23%; Telesp CL PA PN, 0,08%; Vale R. Doce PNA N1, 2,13%; Bradesco PN N1, 0,35%; Eletrobrás PNB, -0,45%; Sid. Nacional ON, 3,86%; Cemig PN N1, 0,14%.
Juros
CDB prefixado de 32 dias, 19,60% ao ano. Hot money, 2,34% ao mês. Capital de giro, 23,92% ao ano. CDI, 19,73% ao ano. Over a 19,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 34,00 o grama, alta de 0,59%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 437,90 a onça troy, alta de 1,62%.
Dólar cai
O mercado de câmbio teve um dia tranquilo ontem. O dólar caiu 1,19% e fechou vendido a R$ 2,406. A queda da moeda foi influenciada, principalmente no final da manhã, pela venda de dólares feita por exportadores.
Reforma
As notícias de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma reforma ministerial não abalaram os negócios. Ao contrário, para analistas uma reforma pode ser bem vista neste momento. O presidente Lula deve começar uma ampla reforma ministerial com o retorno à Câmara dos Deputados dos ministros José Dirceu (Casa Civil), Aldo Rebelo (Coordenação Política), Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Berzoini (Trabalho).
Pronunciamento
Lula pretende fazer um pronunciamento hoje em cadeia de rádio e TV para responder à crise política que se agravou após o depoimento de Roberto Jefferson na Câmara na última terça-feira. Essas são medidas em debate no governo. Segundo analistas, a possibilidade da saída de Dirceu da Casa Civil é vista com tranquilidade.
Bolsas dos EUA
As principais Bolsas de Valores dos Estados Unidos fecharam em breve alta ontem num mercado indeciso diante das oscilações do preço do petróleo: o Dow Jones subiu 0,12% e o Nasdaq avançou 0,69%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) ganhou 12,28 pontos, a 10.578,65 unidades, e o índice Nasdaq subiu 14,23 pontos, a 2.089,15. O índice Standard and Poor's 500 fechou em alta de 4,35 pontos (+0,36%) a 1.210,93 unidades.
Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam ontem em alta. As ações do setor minerador subiram, com destaque para os papéis da BHP Billiton, com os preços em alta dos metais. Os papéis do setor petrolífero também ganharam, com destaque para os da British Petroleum e da Royal Dutch/Shell. A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 25,50 pontos, ou 0,51%, aos 5.045,00 pontos. Em Paris, alta de 0,02%. Em Frankfurt, alta de 0,69%. Em Milão, subiu 0,34%. Em Madri, alta de 0,64%. Em Lisboa, caiu 0,46%.
Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de ontem estável, com realização de lucros zerando as apostas nas perspectivas econômicas. Em Taiwan, alta de 0,48%. Na Coréia do Sul, subiu 0,12%. Em Hong Kong, baixa de 0,58%. Na China, o Shangai Composto e o Shenzen Composto fecharam em alta de 1,20% cada um. Em Jacarta, na Indonésia, alta de 0,55%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,25%. Em Manila, subiu 0,36%. Em Cingapura, subiu 0,04%.
Petróleo em alta
O barril do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York fechou ontem em alta. Os investidores ignoraram a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar a cota oficial de produção dos países membros em 500 mil barris por dia. O barril do petróleo fechou cotado em Nova York a US$ 56,58, alta de 1,82%.
Fontes: agências nacionais e internacionais





