Maior alta
O depoimento do presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), acabou dando um alívio ao mercado financeiro. Depois de cair 2,3%, a Bovespa inverteu o movimento e fechou com ganhos de 3,38%, maior alta porcentual desde 24 de fevereiro deste ano, quando subiu 4,55%.

Sem provas
Segundo analistas, o mercado financeiro brasileiro operou durante toda a manhã na expectativa do depoimento do presidente do PTB no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. No meio da tarde, pouco antes do início do depoimento de Jefferson, o dólar subia mais de 0,80% e a Bovespa operava em queda superior a 1%. No final do dia, os negócios foram influenciados pelas afirmações do presidente do PTB, o deputado Roberto Jefferson (RJ), de que não tem provas físicas das suas denúncias de corrupção no PT.

Lula poupado
Como o deputado não disse nada que comprometesse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os mercados apresentaram uma melhora. Embora tenha poupado Lula durante o depoimento, o deputado voltou a acusar o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, de envolvimento no esquema de pagamento de mesada. ''José Dirceu, se você não sair [do ministério] vai fazer réu um homem inocente'', disse Jefferson.

Zé Dirceu
A possibilidade de José Dirceu deixar a Casa Civil, segundo alguns analistas, pode até ser bem vista pelo mercado. Na avaliação de alguns profissionais que atuam no câmbio, Dirceu acaba sendo um ''contraponto negativo'' no governo Lula. Para a diretora da corretora AGK, Miriam Tavares, o depoimento do presidente do PTB tão trouxe nada de bombástico até o fechamento dos mercados. Ela acrescentou que a queda do dólar vem sendo sustentada pela entrada de recursos no país por meio das exportações e de captações. ''Se não fosse essa crise política, o dólar estaria caindo muito mais'', afirmou.

Taxa Selic
Na Bovespa, tem pesado positivamente o aumento das apostas de manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 19,75% ao ano, por conta da desaceleração da inflação, e o recuo das expectativa de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do IBGE) para 2005. O volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 2,164 bilhões, bem superior aos dos últimos dois dias, que não chegaram a R$ 1 bilhão.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 3,02%; Petrobras PN, 1,91%; Embratel Par. PN, 5,26%; Usiminas PNA, 4,45%; Telesp CL PA PN, 4,91%; Vale R. Doce PNA N1, 1,87%; Bradesco PN N1, 2,86%; Eletrobrás PNB, 5,61%; Sid. Nacional ON, 3,24%; Cemig PN N1, 1,99%.

Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,64% ao ano. Hot money, 2,43% ao mês. Capital de giro, 25,72% ao ano. CDI, 19,73% ao ano. Over a 19,75%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,45 o grama, queda de 1,03%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 429,30 a onça troy, queda de 0,41%.

Dólar cai mais
Apesar da crise política, o dólar registrou ontem sua terceira queda seguida. A moeda norte-americana caiu 0,65% e fechou a R$ 2,434. Desde a última sexta-feira, a divisa acumula desvalorização de 2,52%. A queda no final dos negócios foi influenciada pelas afirmações do presidente do PTB, o deputado Roberto Jefferson, de que não tem provas físicas de suas denúncias de corrupção no PT.

Bolsas dos EUA
As Bolsas de Valores encerraram suas sessões de ontem em leve alta, incentivadas pelos dados positivos da inflação: o Dow Jones recuperou 0,24% e o Nasdaq se manteve estável. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), índice principal de Wall Street, subiu 25,01 pontos, a 10.547,57 unidades, e o índice Nasdaq avançou 0,08 pontos, para 2.069,04 unidades. O índice Standard and Poor's 500, o mais representativo da tendência geral, fechou com um aumento de 3,09 pontos (+0,26%), a 1.203,91 unidades.

Bolsas da Europa
As Bolsas européias, à exceção das Bolsas de Milão e Madri, fecharam ontem em baixa, com o petróleo sendo negociado acima dos US$ 55 em Nova York. A alta do petróleo preocupa os investidores devido ao impacto que tem nos resultados das empresas e na economia dos países. Em Londres, baixa de 0,07%. Em Paris, baixa de 0,14%. Em Frankfurt, queda de 0,16%. Em Milão, alta de 0,18%. Em Madri, alta de 0,37%. Em Lisboa, caiu 0,27%.

Bolsas da Ásia
As ações fecharam em leve alta de 0,20% em Tóquio, com o índice Nikkei no melhor nível em dois meses, influenciado pelos ganhos recentes do dólar ante o iene e pela presença dos investidores estrangeiros. Na Coréia do Sul, queda de 0,68%. A bolsa da China fechou com o índice Shangai Composto em queda de 1,20% e o Shenzen Composto cedeu 1,60%. Em Taiwan, caiu 0,41%. Em Hong Kong, baixa de 0,34%. Em Jacarta, na Indonésia, subiu 0,46%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, queda de 0,23%. Em Manila, nas Filipinas, subiu 0,96%. Em Cingapura, queda de 0,75%.

Petróleo recua
O petróleo fechou cotado ontem a US$ 55 na Bolsa Mercantil de Nova York, com a expectativa do setor petrolífero quanto à decisão a que irá chegar hoje a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre sua cota oficial de produção - hoje em 27,5 milhões de barris diários. O barril do petróleo cru para entrega em julho (cujos contratos expiram na próxima semana), negociado em Nova York, registrou baixa de 1,11%. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte perdeu US$ 1,05 ou 1,92%, ficando cotado a US$ 53,73.



Fontes: agências nacionais e internacionais

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