MERCADO FINANCEIRO
Bovespa cai
A crise política continua gerando incertezas e a fuga de investidores do mercado acionário. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 2,06%, aos 25.026 pontos. Durante a tarde, a Bovespa chegou a reduzir um pouco a queda, por conta do desempenho positivo nas Bolsas dos EUA. Entretanto, com a inversão de tendência na Bolsa eletrônica Nasdaq, que fechou com desvalorização de 0,41%, a Bolsa paulista voltou a acentuar o movimento negativo. Já o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,15%. O volume financeiro continuou forte na Bovespa ontem e somou R$ 1,669 bilhão, o que indica a saída de investidores do mercado acionário.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,81%; Petrobras PN, -2,48%; Embratel Par. PN, -6,05%; Usiminas PNA, -2,65%; Telesp CL PA PN, -2,08%; Vale R. Doce PNA N1, -2,62%; Bradesco PN N1, -1,80%; Eletrobrás PNB, -1,01%; Sid. Nacional ON, -2,40%; Cemig PN N1, -3,31%.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,69% ao ano. Hot money, 2,53% ao mês. Capital de giro, 27,01% ao ano. CDI, 19,74% ao ano. Over a 19,76%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,75 o grama, queda de 0,14%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 426,70 a onça troy, queda de 0,39%.
Risco Brasil
Lá fora, as denúncias seguiram pesando negativamente: o Global 40 caiu 0,55%. O risco-país chegou ao fim do dia em alta de 2,09%, a 440 pontos. Analistas avaliam que o mercado só vai se deteriorar mais se surgirem novas denúncias com força para desestabilizar o governo.
Tensão afeta dólar
O dia foi bem mais calmo ontem do que segunda no mercado de câmbio, embora prevaleça a preocupação com o cenário político doméstico. O dólar subiu 0,53% e fechou a R$ 2,463 na venda, após subir 0,93% ao longo do dia. Anteontem, a moeda norte-americana chegou a subir mais de 2%, porém fechou com valorização de 0,94%.
Bons fundamentos
Segundo Mário Paiva, da corretora Liquidez, os bons fundamentos da economia brasileira e o desempenho positivo dos mercados internacionais ajudaram a amenizar um pouco a tensão com a crise política ontem. Na segunda, o Ministério do Desenvolvimento divulgou que o superávit da balança comercial já supera US$ 16 bilhões no ano. Ontem, dados divulgados pelo IBGE mostraram que a produção industrial brasileira ficou estável em abril na comparação com março, mas cresceu 6,3% em relação a igual mês de 2004.
Crise política
''O importante é que nenhum integrante do governo foi envolvido diretamente nas denúncias'', afirmou Paiva. O analista avalia que os ingressos de recursos no país ainda são fortes, por isso o dólar não subiu mais nestes dois dias. ''Tecnicamente, eu acho difícil o dólar subir muito mais sem novas denúncias. A divisa deve oscilar entre R$ 2,40 e R$ 2,50 nos próximos dias, aguardando o andamento dos acontecimentos políticos'', disse.
Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam ontem em alta, com a decisão da Siemens de vender sua unidade de fabricação de telefones celulares. A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 44,80 pontos, ou 0,90%, aos 5.025,20 pontos. As ações de varejistas fecharam em alta (Woolworths +3,6%, Next +0,30%, HMV +0,30%). A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em alta de 34,27 pontos, ou 0,83%, aos 4.180,74 pontos, em pregão movimentado. Em Frankfurt, alta de 1,53%. Em Milão, subiu 0,92%. Em Madri, subiu 0,91%. Em Lisboa, caiu 0,47%.
Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,50%, com a Honda, Mazda e Toyota liderando as perdas, em razão da apreensão sobre o iene firme afetar as grandes exportadoras. Em Hong Kong, baixa de 0,17%. Na China, houve realização de lucros, mas a queda não foi muito acentuada por causa da expectativa de que o governo irá lançar mais medidas favoráveis ao mercado. O índice Shangai Composto fechou em baixa de 0,30%, e o Shenzen Composto, de 0,10%. Na Coréia do Sul, baixa de 0,53%. Em Taiwan, queda de 0,52%. Em Jacarta, na Indonésia, baixa de 0,37%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,57%. Em Manila, nas Filipinas, queda de 2,34%. Em Cingapura, alta de 0,25%.
Petróleo em queda
Os preços do petróleo recuaram ontem. A expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) possa elevar sua cota oficial de produção trouxe alguma calma aos negócios. O barril do petróleo cru para entrega em julho fechou cotado a US$ 53,76, queda de 1,34% na Bolsa Mercantil de Nova York.
Fontes: agências nacionais e internacionais





