Bovespa sobe
A Bolsa de Valores de São Paulo começou junho positiva. O Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - subiu 2,94% e fechou em 25.948 pontos. A expectativa de que o Banco Central poderá interromper o ciclo de aumentos dos juros, por conta do baixo crescimento econômico no primeiro trimestre, ajudou a sustentar a recuperação da Bovespa ontem.

PIB
Ontem, o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,3% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2004. Foi o pior desempenho desde o segundo trimestre de 2003, quando o crescimento ficou em 0,1%.

Acompanhando EUA
O mercado acionário brasileiro acompanhou também o desempenho positivo das Bolsas dos EUA. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve alta de 0,78%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq registrou valorização de 0,95%. Nos EUA, os negócios foram influenciados pela divulgação da queda no índice ISM (sigla em inglês para Instituto de Gestão de Oferta), que mede o nível da atividade manufatureira. O índice recuou para 51,4 pontos em maio, contra 53,3 em abril. O índice de preços pagos no setor, no entanto, caiu de 71 pontos em abril para 58 em maio. Segundo analistas, esse dado mostra um alívio nas pressões inflacionárias no país, o que deve levar o Fed ®MD77¯®MD77¯(Federal Reserve®MDNM¯, o BC americano) a manter o curso moderado de alta de juros.

Destaques
Um dos principais destaques na Bovespa ontem foi a ação ordinária da Light, que subiu 9,84%, para R$ 68,65 o lote de mil. Durante o dia, o papel chegou a atingir valorização de 17,6%. Segundo Carlos Martins, da corretora Brascan, a aprovação por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de uma emissão de debêntures da empresa no valor de R$ 767 milhões mostra avanços em direção à reestruturação financeira da companhia. O volume financeiro na Bovespa somou R$ 1,717 bilhão, bem acima da média diária de maio, que foi de R$ 1,155 bilhão.

Dólar em alta
O dólar registrou ontem sua segunda alta seguida por conta das expectativas em torno de uma atuação do Banco Central no câmbio. A moeda norte-americana subiu 1,45% e encerrou a quarta-feira valendo R$ 2,444. Desde terça o dólar vem subindo, impulsionado por declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, que levaram o mercado a interpretar que a autoridade monetária pode voltar a comprar dólares a qualquer momento para recompor as reservas internacionais.

Swap reverso
Há 12 semanas o BC não realiza o leilão de ''swap reverso'', operação em que o banco oferece aos investidores (em geral, grandes bancos) contratos com remuneração atrelada aos juros (Selic) em troca (''swap'' em inglês) da variação do câmbio em um determinado período.

Movimentação
O dólar acelerou a alta principalmente no final da manhã de ontem. Segundo analistas, dados divulgados pelo BC mostrando que a posição vendida dos bancos aumentou geraram uma certa movimentação no mercado. Segundo o BC, em maio a posição vendida em dólares dos bancos chegou a US$ 3,311 bilhões, contra US$ 2,5 bilhões em abril. O fato de os bancos estarem com uma posição vendida muito alta pode gerar dificuldades de mudanças de estratégias caso ocorra alguma alteração no cenário econômico. O BC divulgou também que em maio, pela primeira vez no ano, o fluxo cambial ficou negativo, em US$ 811 milhões.

Coletiva do Palocci
No final do dia, gerou expectativa no mercado a coletiva convocada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Segundo analistas, o ministro deveria falar sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano. Entretanto, a expectativa de o governo voltar a comprar divisas ainda foi o que mais pesou no câmbio ontem.

Fluxo efetivo
Para Miriam Tavares, diretora da corretora AGK, a autoridade monetária somente deve atuar através da compra direta de dólares no mercado de câmbio doméstico se houver fluxo efetivo de moeda. ''Mas, a possibilidade de que o Banco Central volte a comprar deve ser suficiente para pelo menos segurar a queda da moeda em relação ao real'', avalia.

Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 47,00 pontos, ou 0,95%, aos 5.011,00 pontos. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em alta de 57,52 pontos, ou 1,40%, aos 4.178,25 pontos. Em Frankfurt, alta de 1,49%. Em Milão, subiu 1,17%. Em Madri, alta de 1,31%. Em Lisboa, subiu 1,26%.


Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio completou cinco dias em alta subindo 0,50%. Na China, caiu 2,0%. Em Taiwan, fechou em baixa de 0,66%. Em Hong Kong, alta de 0,04%. Na Coréia do Sul, baixa de 0,07%. Em Jacarta, na Indonésia, baixa de 0,48%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,14%. Em Manila, nas Filipinas, alta de 1,81%. Em Cingapura, alta de 0,70%.





Fontes: agências nacionais e internacionais

mockup