Dólar se recupera
O dólar interrompeu ontem uma sequência de três quedas ao fechar em alta de 1,55%, vendido a R$ 2,409. É a maior alta percentual desde 15 de abril deste ano, quando o avanço foi de 1,62%. O avanço da moeda norte-americana foi motivado pela expectativa do mercado de que o Banco Central poderá voltar a atuar no câmbio, depois de declarações dadas pelo diretor de Política Monetária da instituição, Rodrigo Azevedo.


Recomposição
Logo pela manhã, Azevedo sinalizou, em evento em São Paulo, que o governo dará continuidade ao programa de recomposição das reservas internacionais. Segundo ele, o BC voltará a comprar dólar no mercado ''quando as condições forem as mais adequadas''. Azevedo afirmou ainda que as compras de dólares realizadas no mercado pelo BC em 2004 e no começo de 2005 ''fizeram com que as reservas internacionais apresentassem uma melhora importante''. ''No entanto, esses níveis não indicam ainda um grau de conforto'', disse.


Formação da Ptax
De acordo com analistas, como ontem foi o último dia útil do mês, já era esperada uma certa volatilidade no câmbio, por conta da formação da Ptax (média do dólar), que servirá para a liquidação dos contratos futuros hoje na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).


Queda-de-braço
Às vésperas de vencimentos de contratos de câmbio na BM&F, a queda-de-braço entre ''comprados'' (que apostam na valorização do dólar) e ''vendidos'' (que são beneficiados com a queda) mexe com a cotação da moeda. Entretanto, Francisco Carvalho, avalia que ''se não fossem as declarações do diretor do BC, a moeda teria fechado estável ou com uma leve baixa''. ''A declaração do diretor do BC foi o principal motivo da alta do dólar hoje (ontem)'', afirmou.


PIB
Já a divulgação de dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo analistas, geraram duas interpretações. Na primeira, os analistas consideram que o aperto monetário já mostra seus efeitos na economia. Na segunda, eles consideram que com o baixo crescimento econômico o Banco Central poderá interromper o movimento de alta da Selic.


Comparações
Dados divulgados pelo IBGE mostram que o PIB brasileiro cresceu 0,3% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2004. O resultado, apesar de ter ficado dentro das estimativas de alguns economistas -que projetavam expansão de até 0,5% -, é o pior desde o segundo trimestre de 2003, quando houve expansão de 0,1%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2004, o PIB apontou alta de 2,9%.


Bovespa cai com o PIB
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem em baixa de 0,85%, aos 25.207 pontos, apesar da melhora no volume financeiro, que somou R$ 1,582 bilhão -maior valor movimentado neste mês. Em maio, o Ibovespa acumulou queda de 5,8%. A Bovespa iniciou o dia positiva, dando continuidade a um movimento de recuperação iniciado na última semana. Entretanto, dados que apontaram fraco desempenho da economia brasileira e quedas no mercado acionário dos Estados Unidos fizeram a Bolsa paulista inverter a direção no período da tarde. Entre as 53 ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Cesp PN (5,71%), Eletropaulo PN (4,12%) e Tele Leste Celular PN (3,50%). As maiores baixas foram TIM ON (-4,56%), Tractebel ON (-4,15%) e Embraer PN (-3,68%).

Nasdaq e Dow Jones
Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,71%. A Bolsa eletrônica Nasdaq recuou 0,36%. Pesou nos EUA a divulgação do índice Purchasing Managers Index (PMI), que apura a expansão no setor industrial na região da cidade de Chicago (centro-norte dos EUA). O indicador caiu para 54,1 pontos em maio, contra os 65,6 pontos registrados em abril. Um resultado acima de 50 pontos sinaliza expansão no setor, mas ainda assim o índice foi considerado baixo.


Petróleo fecha a US$ 51,97
Os contratos futuros do petróleo para julho, negociados ontem na Nymex, fecharam em alta de US$ 0,12 (0,23%), a US$ 51,97 o barril, depois de caírem a US$ 50,90. O mercado abriu em baixa de 1%, mas os preços se recuperaram ao longo do dia, embora não houvesse notícias para alimentar a alta. Em Londres, o Brent para julho caiu US$ 0,03, para US$ 50,73 o barril. A mínima foi de US$ 49,87 e a máxima, de US$ 50,85.


Bolsas na Europa
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem. Os setores mais ligados à exportação chegaram a registrar ganhos pela manhã, com a desvalorização do euro em relação ao dólar, mas recuaram no fim dos pregões. A Bolsa de Londres caiu 0,45%, fechando com 4.964 pontos. A Bolsa de Paris teve baixa de 0,34%, ficando com 4.120 pontos. A Bolsa de Frankfurt perdeu 0,44% e fechou com 4.460 pontos. a Bolsa de Milão recuou 0,33%, para 24.264 pontos e a Bolsa de Madri encerrou o dia com perda de 0,42%, indo para 9.427 pontos.

Euro versus dólar
O euro continua a registrar seus valores mais baixos desde outubro de 2004, com o ''não'' da França à Constituição européia no plebiscito realizado domingo. O resultado do plebiscito foi visto pelos investidores como um obstáculo à integração econômica da União Européia e ao crescimento dos países europeus. O euro estava cotado, às 14h29 (em Brasília), a US$ 1,2318. Em dezembro do ano passado, a moeda européia havia atingido o recorde de valorização em relação ao dólar, chegando a US$ 1,3666.


Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 21,97 pontos, ou 0,16%, aos 13.867,07 pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou com ganho de 1,17 ponto, ou 0,12%, em 970,21 pontos. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,1%, mas o Shenzen Composto recuou 0,04%. Em Taiwan, o índice Weighted terminou com ganho de 2,04 pontos, ou 0,03%, aos 6.011,56 pontos. Em Tóquio, o Nikkei-225 subiu 10,26 pontos (0,1%), para fechar em 11.276,59 pontos. O Topix, índice de abrangência maior, subiu 2,57 pontos (0,2%), para encerrar o dia em 1.144,33 pontos.


Das agências

mockup