MERCADO FINANCEIRO
Bovespa interrompe queda
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com alta de 1,36% ontem, interrompendo uma sequência de três quedas. Com o movimento positivo de hoje, o índice da Bolsa paulista reduz a queda acumulada no mês para 1,20%. No ano, a desvalorização atinge 6,30%. Segundo analistas, os preços das ações negociadas na Bovespa, depois de diversas quedas, ficaram atrativos, o que motivou inclusive operações de arbitragens - estratégia em que o investidor busca aproveitar os desequilíbrios de preços entre dois ou mais mercados.
Destaques
O volume financeiro também melhorou na Bolsa paulista ontem. Chegou a R$ 1,318 bilhão, contra apenas R$ 779,590 milhões de segunda-feira. Entre as 53 ações quem compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Light ON (5,65%), Tele Leste Celular PN (5,36%) e Usiminas PNA (4,31%). As maiores quedas foram CRT Celular PNA (-1,97%), Sabesp ON (-1,09%) e Tele Centro Oeste PN (-0,81%).
Nasdaq e Dow Jones
As Bolsas dos EUA fecharam em direções opostas. O índice Dow Jones caiu 0,19% e a Bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,24%. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o ''rating'' da General Motors (GM), assim como as agências Moody's e Standard & Poor's, provocando instabilidade no mercado norte-americano. A GM tem perdido mercado nos EUA e obtido lucros menores ou até resultados negativos, gerando temores de que não conseguirá honrar seus compromissos com os credores. Com isso, os fundos que têm papeis da empresa vêm registrando perdas.
Ata sem supresas
Já a ata da reunião do Fomc (sigla em inglês para o Comitê de Política Monetária do Federal Reserve, o BC americano), quando o juro dos EUA subiu de 2,75% para 3% ao ano, não trouxe surpresas. No documento, o Federal Reserve avalia que há riscos de aceleração da inflação e diminuição do crescimento, mas destaca que no geral os riscos estão equilibrados.
Juros e títulos
No encerramento em Nova York, o juro projetado pelas T-Notes de 10 anos estava a 4,026%, ante 4,065% ontem; e o juro dos T-Bonds de 30 anos estava em 4,360%, ante 4,380% ontem. Os principais títulos da dívida brasileira fecharam nas máximas do dia. O Global 40 encerrou a 116,90 centavos de dólar, alta de 0,65%; e o C-Bond subiu 0,06%, para 101,50 centavos de dólar, informou a corretora López Léon. Por volta das 18h23, o risco Brasil estava na mínima, em 434 pontos-base, queda de 6 pontos.
Dólar valoriza 0,08%
O dólar interrompeu ontem uma sequência de quatro quedas ao fechar com leve valorização de 0,08%, vendido a R$ 2,429 na venda. Marcelo Ribeiro, analista de câmbio da corretora Concórdia, avalia, porém, que a alta do dólar ainda é pontual e não indica mudança de tendência, pois o fluxo de recursos continua positivo no câmbio. Para o analista, a consolidação de uma tendência de alta no dólar deverá ocorrer somente a partir do segundo semestre, período em que aumentam as importações.
Petróleo
Os contratos futuros do petróleo em Nova York fecharam em alta ontem, perto dos US$ 50 o barril, estimulados por compras em antecipação aos dados semanais de estoques de hoje e por sinais positivos emitidos pelo Federal Reserve. O contrato para julho subiu US$ 0,51 para US$ 49,67 o barril na New York Mercantile Exchange, maior nível em duas semanas. A máxima foi de US$ 49,94 e a mínima, de US$ 48,92. Em Londres, o Brent para julho subiu US$ 0,34, para US$ 48,71 o barril.
Bolsas na Europa
As Bolsas européias fecharam em queda. Os preços do petróleo voltaram a subir ontem, o que acabou por afetar os setores de aviação e automobilístico. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,15%, com 4.982 pontos. A Bolsa de Paris encerrou o dia em queda de 0,4%, ficando com 4.102 pontos. A Bolsa de Frankfurt perdeu 0,23%, fechando com 4.396 pontos. A Bolsa de Milão recuou 0,25% e fechou com 24.132 pontos e a Bolsa de Madri caiu 0,26%, para fechar com 9.372 pontos.
Perdas e ganhos
Entre as ações de empresas automobilísticas que mais perderam ontem estiveram as da DaimlerChrysler, BMW, Renault e Volkswagen. Entre as aéreas, estiveram as da Air France-KLM e da Lufthansa. Os papéis das petrolíferas British Petroleum, Shell Transport and Trading e Total subiram. As ações da Vodafone perderam 4,8% com a previsão de uma queda de 1% em suas margens de ganhos no próximo ano fiscal da empresa.
Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 20,19 pontos, ou 0,15%, aos 13.719,32 pontos. O volume foi um dos mais baixos do ano, por causa das preocupações com as taxas de juros locais e com as relações entre a China e outros países, especialmente o Japão. Os chineses estão irritados com as descrições de alguns livros escolares japoneses das ações do Japão dur ante a guerra com a China e com as contínuas visitas de Koizumi a um mausoléu em homenagem aos mortos japoneses na guerra. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 0,56 ponto, ou 0,06%, aos 951,61 pontos. Na China, o índice Shangai Composto fechou em alta de 0,3% e o Shenzen Composto subiu 1,6%. Em Tóquio, o índice Nikkei terminou o dia em baixa de 25 pontos (0,2%), em 11.133,65 pontos. Entre as ações que caíram com realização de lucros estiveram TDK (-2%), Matushita Electric (-0,8%) e Hitachi (-1,1%).
Das agências





