Bovespa cai
A Bolsa de Valores de São Paulo descolou do mercado externo ontem e fechou em baixa pelo terceiro pregão consecutivo. O Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - caiu 1,25% e terminou o dia em 24.214 pontos.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -1,75%; Petrobras PN, -2,34%; Embratel Par. PN, 5,18%; Usiminas PNA, -5,20%; Telesp CL PA PN, -1,09%; Vale R. Doce PNA N1, 0,15%; Bradesco PN N1, -1,20%; Eletrobrás PNB, 0,00%; Sid. Nacional ON, -1,65%; Cemig PN N1, -2,87%.
Fundos em alta
Segundo analistas, com os juros altos no país, os investidores preferem colocar recursos em aplicações com rendimentos atrelados à Selic, como os fundos DI e de renda fixa - formados, em grande parte, por títulos públicos. A taxa básica (Selic) vem subindo desde setembro do ano passado e está em 19,75% ao ano.
Feriadão
Por conta dos fatores e da semana mais curta, devido ao feriado de Corpus Christi na próxima quinta-feira, o giro da Bovespa ficou reduzido a R$ 730,126 milhões ontem, contra uma média diária no mês de R$ 1,177 bilhão até o dia 20. Em maio, até o dia 18, os investidores estrangeiros tiraram R$ 604,5 milhões da Bolsa paulista.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,62% ao ano. Hot money, 2,50% ao mês. Capital de giro, 25,86% ao ano. CDI, 19,74% ao ano. Over a 19,76%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,30 o grama, queda de 1,18%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 416,90 a onça troy, queda de 0,19%.
Dólar: nova queda
O dólar caiu 0,57% ontem e fechou em um novo piso, vendido a R$ 2,427, menor patamar desde 6 de maio de 2002, quando a moeda terminou o dia valendo R$ 2,420. Segundo analistas, prevaleceram os ingressos de recursos no câmbio e os bons resultados da balança comercial brasileira, que já acumula saldo positivo de US$ 14,5 bilhões no ano, volume 46,9% superior ao de igual período de 2004.
Inflação em baixa
Outro fator positivo no mercado foi a redução nas expectativas de inflação para 2005. Pela primeira vez em 12 semanas, os analistas financeiros fizeram uma revisão para baixo da estimativa de inflação para este ano. De acordo com o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA, do IBGE) termine o ano em 6,38%, ante previsão de 6,39% na semana passada.
Problemas políticos
Com o fluxo positivo de recursos e o dia calmo no cenário externo, o mercado de câmbio pouco refletiu os desdobramentos desfavoráveis sobre inquéritos e CPIs no cenário político doméstico. Anteontem, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, informou que a Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar denúncias de corrupção no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Além disso, seguem as articulações para a instalação da CPI dos Correios. Para analistas, os problemas políticos acabam ''arranhando'' a imagem e a credibilidade do Brasil no exterior.
Bolsas dos EUA
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,49%. A Bolsa eletrônica Nasdaq fechou com alta de 0,50%.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 18,00 pontos, ou 0,36%, aos 4.989,80 pontos. As ações de mineradoras foram destaque de alta (Anglo American +0,9%, Xstrata +1,7%, Lonmin +1,6%). A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em alta de 22,19 pontos, ou 0,54%, aos 4.118,37 pontos, sustentada pela abertura firme em Wall Street e pela queda dos preços de energia. A bolsa de Frankfurt fechou em alta de 1,06%. A bolsa de Milão fechou em queda de 0,29%. A bolsa de valores de Madri fechou em alta de 0,30%. A bolsa de Lisboa fechou em alta de 0,28%.
Bolsas da Ásia
As ações subiram 1,1% na bolsa de valores de Tóquio, com os papéis da TDK e da Matsushita Electric Industrial liderando o movimento. As ações chinesas fecharam em forte queda. O índice Shangai Composto fechou em baixa de 2,6% e o Shenzen Composto caiu 2,8%. A bolsa de Hong Kong fechou em baixa de 0,13%. A bolsa de Taiwan fechou em queda de 1,16%. A bolsa da Coréia do Sul fechou em baixa de 0,12%. A bolsa de Jacarta fechou em queda de 0,28%1. Em Manila, nas Filipinas, caiu 0,17%. As bolsas da Malásia e Cingapura não operaram ontem.
Petróleo em alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta. A menor cotação em 13 semanas, atingida na sexta-feira, despertou o interesse dos investidores, mesmo com fatores negativos no mercado. O fim da greve em refinarias na França, o maior nível dos estoques de petróleo nos EUA em seis anos e o aumento da produção da Opep não foram suficientes para fazer os contratos do petróleo caírem. Os contratos do petróleo para julho subiram US$ 0,51, para US$ 49,16 o barril na Nymex. A máxima foi de US$ 49,50 e a mínima, de US$ 48,05 o barril. Em Londres, o brent para julho fechou a US$ 48,84 o barril, alta de US$ 0,41.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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