Dólar cai 0,88%
Apesar das expectativas do mercado em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sobre os juros, o dólar caiu 0,88% e fechou a R$ 2,460 ontem, interrompendo uma sequência de quatro altas. A melhora no cenário externo, com o avanço das Bolsas dos Estados Unidos, ajudaram no recuo da moeda. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 1,28% e a Bolsa eletrônica Nasdaq fechou com ganho de 1,32%.

Inflação nos EUA
Dados que mostram a desaceleração da inflação norte-americana animaram os mercados. Os preços ao consumidor dos EUA subiram 0,5% em abril, contra aumento de 0,6% em março. O dado de ontem, segundo analistas, aponta que, apesar de estar em trajetória de alta, a inflação não está saindo do controle. No Brasil, a expectativa com a decisão do Copom reduziu o volume de negócios no câmbio, segundo informações de analistas.

Ligeiro recuo
Os preços da energia foram, mais uma vez, os responsáveis pela alta da inflação norte-americana, com aumento de 4,5%. Os investidores receberam com otimismo os dados, que podem significar que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) possa prosseguir com a política de aumentos moderados em sua taxa de juros -hoje em 3% ao ano. Economistas temiam que o banco pudesse passar a altas mais agressivas, de 0,5 ponto percentual, em sua taxa de juros, contra os atuais aumentos de 0,25 ponto percentual, em curso desde junho do ano passado.

Bovespa acumula alta
A melhora do cenário externo e o aumento das apostas de manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira deram um impulso ao mercado acionário paulista ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,99%, aos 24.898 pontos. Com a alta, o Ibovespa já acumula valorização de 4,23% na semana. O movimento da Bolsa paulista ontem foi de R$ 1,423 bilhão.

Sobe e desce
Com o resultado, a bolsa saiu do vermelho no mês de maio e passou a acumular alta de 0,22% no período. Mas no acumulado de 2005 a bolsa registra baixa de 4,95%. O movimento financeiro melhorou, ficando em R$ 1,423 bilhão. Entre as 53 ações que compõem o Índice Bovespa, apenas cinco fecharam em queda. As maiores altas foram Light ON (10,47%), Vale ON (5,60%) e Caemi PN (5,08%). As maiores baixas foram Tele Centro Oeste PN (-1,08%), CRT Celular PNA (-1,02%) e Embratel Par PN (-0,77%).

Dívida e títulos
Por volta das 18h12, o risco Brasil recuava 11 pontos, para 447 pontos-base. No segmento da dívida, durante o dia o juro das T-Notes de 10 anos rompeu o suporte dos 4,1% e chegou a cair a 4,041% em reação ao núcleo do CPI abaixo do esperado. No fechamento, a taxa do T-Note estava em 4,071%, de 4,123% ontem. Já o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos caiu para 4,430%, de 4,481% ontem. Entre os títulos brasileiros, o Global 40 fechou com firme alta de 1,32%, a 115,30 centavos de dólar; e o C-Bond avançou 0,56%, para 101,062 centavos de dólar, informou a corretora López Léon.

Bolsas européias
As Bolsas européias também fecharam em alta ontem, com a notícia de que o núcleo da inflação - que exclui os preços da energia e dos alimentos - nos EUA não teve variação em abril, o que aliviou os temores sobre altas agressivas de juros nos EUA. A Bolsa de Londres fechou em alta de 1,04%, com 4.949 pontos. A Bolsa de Paris avançou 1,67%, subindo para 4.073 pontos. A Bolsa de Frankfurt teve valorização de 1,71%, fechando com 4.324 pontos. A Bolsa de Milão subiu 1,33%, para 24.105 pontos e a Bolsa de Madri ganhou 1,64%, ficando com 9.364 pontos.

Petróleo
A queda nos preços do petróleo também aliviam a pressão sobre os negócios. O barril do petróleo para entrega em junho (cujos contratos expiram na sexta-feira) fechou cotado a US$ 47,25, baixa de 3,51% na Bolsa Mercantil de Nova York. Segundo o departamento, o estoque de petróleo nos EUA aumentou em 4,3 milhões de barris na semana encerrada no último dia 13. O total de barris estocados nos EUA chegou a 334 milhões de barris, maior nível desde maio de 1999 na comparação mensal. As reservas de gasolina do país aumentaram em 1,1 milhão de barris, totalizando 214,8 milhões de barris.


Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 40,02 pontos, ou 0,29%, aos 13.627,01 pontos. Foi o terceiro pregão consecutivo de declínio. Na bolsa da Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 3,20 pontos, ou 0,35%, aos 930,36 pontos. A bolsa da China foi ajudada pela valorização de 2,1% das ações da China Yangtze Power, unidade da estatal encarregada do maior projeto hidrelétrico do mundo. O índice Shangai Composto fechou em alta de 0,3%, enquanto o Shenzen Composto ganhou 0,2%. O índice Weighted, da bolsa de Taiwan, fechou em baixa de 3,18 pontos, ou 0,05%, aos 5.890,83 pontos.


Tóquio
O índice Nikkei fechou em alta depois de sete sessões de queda, graças ao interesse pelos papéis da Cosmo Oil, depois do anúncio de seu resultado, e por outros papéis do setor de petróleo que perderem recentemente. O índice Nikkei terminou o dia em alta de 10,02 pontos (0,1%), em 10.835,41 pontos. Nos sete pregões anteriores, o Nikkei caiu 3,3% e chegou ao menor nível em cinco meses. Mas o índice Topix registrou sua sétima retração consecutiva. As ações da Cosmo Oil fecharam em alta de 9,6%, depois de anunciar lucro recorde no último ano fiscal.


Das agências

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