Dólar fecha em alta
O dólar teve ontem sua quarta alta seguida. Como ontem, a moeda norte-americana subiu 0,16%, terminando o dia a R$ 2,482 na venda. Segundo operadores, a expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a trajetória dos juros geraram cautela no câmbio. O Copom decide hoje como ficará a taxa básica (Selic) nos próximos 30 dias. Os juros vêm subindo desde setembro e estão em 19,5% ao ano.

Especulando a Selic
Alguns analistas apostam em um aumento de pelo menos 0,25 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira. Há, no entanto, uma corrente que mantém a aposta de manutenção da Selic, para a qual o resultado do IGP-10 dá força. O IGP-10 de maio apontou estabilidade, ante projeções em torno de 0,20% a 0,30% dos economistas. O resultado mais uma vez surpreende o mercado, após a deflação (-0,03%) vista na primeira prévia do IGP-M deste mês.

Negócios interbancários
Segundo analistas, ontem os negócios foram reduzidos no mercado interbancário. Para se ter idéia, o interbancário de câmbio movimentou US$ 930,2 milhões na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Ontem, o volume se encontra perto dos US$ 630,3 milhões - resultado ainda não fechado do dia.

Perdas de fundos
No cenário externo, preocupam ainda as perdas dos ''hedge funds'' (fundos multimercados de perfil agressivo) nos Estados Unidos e a queda na produção industrial norte-americana. Entretanto, os bons resultados da balança comercial e a possibilidade de entradas de recursos no Brasil por conta da captação soberana de US$ 500 milhões e de operações de empresas privadas ainda ajudam a conter uma alta forte do dólar.


Bovespa avança
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com leve alta de 0,14%, aos 24.412 pontos, depois de cair 1,45% durante o dia. A virada no Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- acompanhou a inversão nos negócios no mercado acionário norte-americano. Depois de oscilar entre altas e baixas, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, terminou o dia com valorização de 0,78%. A Bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,49%.


Repercussão americana
Pela manhã, os mercados domésticos e externos repercutiram a notícia de que a produção industrial americana foi 0,2% menor em abril ante projeções de um crescimento de 0,2% no período. Também pesou sobre o mercado a alta de 0,6% dos preços no atacado dos EUA, o que fatalmente leva a especulações sobre uma possível aceleração no ritmo de alta dos juros. No Brasil, as atenções estão voltadas para a reunião do Copom.


Sobe e desce
Entre as 53 ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altasde ontem foram Eletropaulo PN (4,46%), Petrobras ON (2,84%) e Acesita PN (2,62%). As maiores baixas foram Klabin PN (-3,70%), Embraer ON (-3,64%) e Brasil Telecom Par ON (-3,30%).

Juros e dívida
No mercado da dívida, no fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,481%, de 4,494% na segunda-feira; e o juro das T-Notes de 10 anos estava em 4,123%, de 4,128% de segunda-feira. Entre os títulos brasileiros, o mais negociado, o Global 40, encerrou em queda de 0,48%, a 113,80 centavos de dólar; e o C-Bond fechou na mínima, em baixa de 0,43%, a 100,500 centavos de dólar, informou a corretora López Léon. O Global 2019 também recuou 0,35%, para fechar a 99,25 centavos de dólar. Às 18h28, o risco Brasil subia 6 pontos, para 455 pontos-base.


Bolsas na Europa
As Bolsas européias, à exceção de Londres, fecharam em baixa. A alta acima do esperado na inflação no atacado nos EUA divulgada ontem, afetou a confiança dos investidores nos negócios. A Bolsa de Paris fechou em baixa de 0,12%, com 4.006 pontos. A Bolsa de Frankfurt teve perda de 0,24%, fechando com 4.251 pontos. A Bolsa de Milão recuou 0,83%, para 23.789 pontos e a Bolsa de Madri teve ligeira variação negativa de 0,05%, fechando com 9.213 pontos. Já a Bolsa de Londres registrou alta de 0,29%, fechando com 4.898 pontos, impulsionada por uma série de divulgações de resultados corporativos favoráveis.


Bolsas na Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 199,78 pontos, ou 1,44%, aos 13.667,03 pontos. A realização de lucros com ações de tecnologia, como L.G. Philips LCD e Hynix Semiconductor, fez com que o índice Kospi, da bolsa da Coréia do Sul, fechasse em baixa de 1,88 ponto, 0,20%, aos 927,16 pontos. Em Taiwan, o índice Weighted caiu 31,87 pontos, ou 0,54%, para 5.894,01 pontos. Os índices chineses fecharam com pequena elevação, com os investidores aproveitando o baixo preço de algumas blue chips. O Shangai Composto subiu 0,4% e o Shenzen Composto fechou em alta de 0,9%.

Em Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa. O índice Nikkei terminou o dia em 10.825,39 pontos, menor nível no ano, depois de perder 121,83 pontos (1,1%). Papéis dos setores imobiliário e de embarcação estiveram entre as mais vendidas. Mitsui O.S.K. Lines caíram 2,4% e Sumitomo Realty & Development recuaram 2,5%.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo reverteram as perdas iniciais e fecharam ontem em alta modesta na New York Mercantile Exchange (Nymex), depois de funcionários dos governos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita terem alertado que o recente declínio nos preços pode ser de vida curta. Na Nymex, os contratos de petróleo para junho fecharam em US$ 48,97 o barril, em alta de US$ 0,36 (+0,74%); a mínima foi de US$ 48,05 e a máxima de US$ 49,00. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo brent para julho fecharam em 49,34 o barril, em alta de US$ 0,25; a mínima foi de US$ 48,60 e a máxima de US$ 49,67.



Das agências

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