Dólar abre semana em alta
A moeda norte-americana subiu 0,16% ontem e fechou a R$ 2,478 na venda. Foi a terceira alta consecutiva. Na avaliação de João Medeiros, da corretora Pioneer, dois fatores vêm contribuindo com a alta da divisa nos últimos dias. O primeiro, segundo ele, é o fato de os Estados Unidos terem regulamentado uma lei que permitirá a redução do imposto de renda para a repatriação de recursos das empresas norte-americanas que operam no exterior.

Aguardando o Copom
A possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar o juro na reunião desta semana é o outro motivo de cautela no mercado. A taxa básica (Selic) está atualmente em 19,5% ao ano e, segundo analistas, deve subir para pelo menos 19,75% ao ano nesta quarta-feira.

Apostas
Entre os que apostam no aumento da taxa, o argumento é de que a expectativa de inflação continue subindo. O boletim Focus, divulgado ontem pelo BC, mostra que pela décima primeira semana consecutiva as expectativas de inflação para 2005 foram elevadas. Subiu de 6,30% para 6,39%, contra uma meta ajustada de 5,1% para este ano. Alguns analistas consideram, porém, que um aumento do juro agora não teria sentido pois o efeito da alta só apareceria na economia no próximo ano.

Manutenção
''Acho que a Selic não sofrerá aumento nessa reunião do Copom, mesmo porque o dólar está barato e o governo está de olho é na inflação para os próximos 12 meses. Este ano a inflação está subindo um pouco por causa dos preços administrados. Mas os efeitos de uma alta de juros hoje só seriam sentidos mesmo nos preços no ano que vem. É bem possível que a manutenção da Selic dure até agosto ou setembro'', afirmou Francisco Carvalho, da corretora Liquidez.


Balança comercial
De qualquer forma, na opinião dos analistas, os bons resultados da balança comercial e a possibilidade de entradas de recursos no Brasil por conta da captação soberana de US$ 500 milhões e da venda de participação acionária do grupo Pão de Açúcar para a rede francesa Casino ajudam a conter um alta excessiva da moeda norte-americana em relação ao real.

Superávit
A balança comercial brasileira acumula um superávit -saldo positivo entre as exportações e as importações- de US$ 13,587 bilhões no ano, até a segunda semana de maio, um crescimento de 46,58% na comparação com igual período do ano passado. Já o grupo Casino vai pagar US$ 900 milhões pelas ações do Pão de Açúcar, sendo cerca de US$ 400 milhões em dinheiro.


Bovespa fecha em alta
A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a subir ontem, interrompendo uma sequência de cinco quedas. O Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista- terminou o dia com alta de 2,06%, aos 24.378 pontos. O volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 1,219 bilhão, sendo que R$ 238,6 milhões foram movimentados durante o exercício de opções de compra e venda de ações.

Sobe e desce
As opções que registraram maior volume de exercício foram Telemar PN a R$ 35,03 na compra (R$ 45,1 milhões), Petrobras PN a R$ 105,00 na venda (R$ 41,0 milhões), Petrobras PN a R$ 92,00 na compra (R$ 35,9 milhões), Telemar PN a R$ 33,03 na compra (R$ 26,1 milhões) e Petrobras PN a R$ 99,00 na venda (R$ 19,0 milhões). Entre as 53 ações que compõem o Ibovespa, apenas sete fecharam em baixa. As maiores altas foram Caemi PN (4,81%), Vale PNA (4,77%) e Bradespar PN (4,70%). As maiores baixas foram Net PN (-5,00%), Eletropaulo PN (-2,85%) e Brasil Telecom Par PN (-0,84% ).


Outros indicadores
O C-Bond encerrou na máxima do dia, a 100,937 centavos de dólar, alta de 0,12%; e o Global 40 fechou com queda de 0,04%, para 114,35 centavos de dólar, depois de cair até 0,52%, informou a corretora López Léon. Às 18h19, o risco Brasil caía 3 pontos, para 446 pontos-base.

Nos Estados Unidos
As Bolsas dos EUA subiram influenciadas pela queda no preço do petróleo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em alta de 1,11%. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve valorização de 0,89%. O barril do petróleo para entrega em junho (cujos contratos expiram nesta semana), negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou cotado a US$ 48,61, ligeira queda de 0,12%.



Bolsas na Europa
A queda nos preços do petróleo afetou os ganhos nos papéis do setor petrolífero, o que puxou ontem os índices das Bolsas européias para baixo. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,05%, com 4.884 pontos. A Bolsa de Paris teve perda de 0,17%, ficando com 4.010 pontos no fim do pregão. A Bolsa de Frankfurt caiu 0,32%, para 4.262 pontos. A Bolsa de Milão recuou 0,12%, para 23.989 pontos e a Bolsa de Madri teve desvalorização de 0,05%, fechando com 9.217 pontos.

Bolsas na Ásia
A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 5,85 pontos, ou 0,63%, aos 929,04 pontos. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em queda de 55,60 pontos, ou 0,93%, aos 5.925,88 pontos. A suspensão de uma regra que limitava as vendas de ações exacerbou as quedas. Na China, o índice Shangai Composto caiu 1,1% e o Shenzen Composto fechou em baixa de 1%. A bolsa de Jacarta fechou com o índice JSX Composto em baixa de 10,48 pontos, ou 0,99%, aos 1.048,78 pontos. Em Kuala Lumpur, na Malásia, o índice Composto cedeu 2,09 pontos, ou 0,23%, para 889,27 pontos. O índice PSE, da bolsa das Filipinas, cedeu 19,80 pontos, ou 1,05%, para 1.862,59 pontos. O índice Strait Times, da bolsa de Cingapura, caiu 6,19 pontos, ou 0,29%, para 2.165,48 pontos. A bolsa de Hong Kong não abriu nesta segunda-feira.


Tóquio em queda
O índice Nikkei encerrou o dia em baixa de 101,89 pontos (0,9%), em 10.947,22 pontos, abaixo do nível psicológico de 11 mil pontos pela primeira vez desde 21 de abril. Foi também a primeira vez desde abril que o Nikkei registrou seis sessões seguidas de baixa. O índice chegou a cair abaixo da mínima de fechamento deste ano, em 10.938,44 pontos, atingida em 18 de abril.


Das agências

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