MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em leve alta
O dólar subiu ontem pelo segundo dia consecutivo e fechou a R$ 2,474 na venda - valorização de 0,24%. Na semana, a moeda acumula leve alta de 0,48%. Analistas explicam que o avanço do dólar em relação ao real acompanha tendência de valorização da moeda norte-americana diante de outras divisas, como o euro, que fechou hoje com queda superior a 1%.
Fatores externos
Especulações de que o governo chinês teria a intenção de promover a revalorização de sua moeda -o yuan-, para conter a atividade econômica do país, também colaboram com o movimento de alta do dólar. Segundo operadores, uma nova mudança na tendência do câmbio dependerá, por enquanto, do cenário externo.
Bons resultados
O fortalecimento do dólar é impulsionado, entre outras coisas, pelos bons resultados econômicos nos EUA nos últimos dias, como a redução do déficit comercial do País, que somou US$ 55 bilhões em março, ante uma projeção de US$ 61,5 bilhões. Em fevereiro, havia atingido US$ 61 bilhões. O resultado mostra um desajuste menor da economia norte-americana do que o esperado por parte do mercado.
Fatores internos
No cenário interno, o mercado está atento à questão política, que tem mostrado falta de coordenação do governo, com o inquérito contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o pedido de abertura de inquérito contra o ministro da Previdência, Romero Jucá, além da decisão do presidente Lula de vetar o aumento no salário dos servidores do Legislativo e do Tribunal de Contas da União.
Bovespa acumula perdas
A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em baixa pelo quinto pregão seguido e retornou ao patamar dos 23 mil pontos. O Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista- caiu 0,95% e terminou o dia em 23.887 pontos. Desde o dia 28 de janeiro deste ano o índice da Bolsa paulista não fechava abaixo dos 24 mil pontos. Na semana, a queda acumulada chega a 6,6%.
Atrelado
O mercado acionário paulista operou ontem atrelado ao cenário externo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,48%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,66%. Os investidores foram pegos de surpresa com a queda no índice de confiança dos consumidores norte-americanos, que atingiu o menor nível desde março de 2003.
Queda consecutiva
Segundo dados divulgados ontem pela Universidade de Michigan, o índice recuou para 85,3 pontos neste mês, contra os 87,7 pontos registrados em abril. Foi o quinto mês consecutivo de queda. O dado ficou abaixo do previsto pelos analistas, que esperavam uma alta, para 88,3 pontos.
Influência das commodities
A preocupação em torno da queda nos preços de commodities também teve forte influência nos negócios ontem na Bovespa. Tanto que empresas que exportam e têm seus preços atrelados às commodities estavam entre as maiores quedas. O papel preferencial da Companhia Siderúrgica Tubarão, por exemplo, caiu 4,46%, e o preferencial A da Usiminas, 4,34%. A ordinária da Petrobras teve perdas de 2,97%. O volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 1,482 bilhão.
Sobe e desce
Entre as 53 ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Embratel Par PN (3,03%), Embraer ON (2,87%) e Light ON (2,58%). As maiores baixas foram Eletropaulo PN (-5,39%), Cemig PN (-5,20%) e Siderúrgica Tubarão PN (-4,47%).
Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam ontem em ligeira alta, favorecidas pelas quedas no preço do petróleo - que chegou a recuar até os US$ 47. A Bolsa de Paris fechou com ligeira variação positiva de 0,06% e 4.017 pontos. A Bolsa de Frankfurt registrou alta de 0,2%, ficando com 4.275 pontos. Na Bolsa de Milão, o dia encerrou em alta de 0,17%, com 24.018 pontos e a Bolsa de Madri subiu 0,1%, fechando com 9.222 pontos. A exceção do dia foi a Bolsa de Londres, que recuou 0,14%, para 4.886 pontos.
Em Tóquio
A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em baixa de 28,83 pontos, ou 0,26%, aos 11.049,11 pontos. Foi o quinto pregão consecutivo de perdas. A queda dos contratos futuros de petróleo para a mínima em 11 semanas prejudicou as petrolíferas (Nippon Oil -2,0%, AOC Holdings -1,9%). Apesar do declínio de 1% em Wall Street, as perdas do Nikkei foram limitadas. A procura por ações com preços baixos foi forte em torno do nível psicologicamente importante de 11.000 pontos. Alguns investidores esperam que o mercado de forma geral poderá interromper sua trajetória de queda depois da divulgação do PIB do primeiro trimestre, na próxima terça-feira.
Petróleo
O barril do petróleo para entrega em junho (cujos contratos expiram na próxima semana) fechou cotado a US$ 48,67, alta de 0,27% na Bolsa Mercantil de Nova York. Durante o dia, o barril chegou a recuar para US$ 47,80. Os preços da commodity não recuavam para baixo dos US$ 49 desde 18 de fevereiro. Já no mês passado, o barril em Nova York cravou o recorde histórico de US$ 58,28, com os temores, então, de que os estoques de gasolina e a capacidade de produção das refinadoras no país não seriam suficientes para suprir o mercado com combustível na temporada de verão, que se aproxima do hemisfério Norte.(Das agências)





