MERCADO FINANCEIRO
Bovespa derrubada
A bolsa de valores de São Paulo caiu 2,76% ontem e fechou com 24.762 pontos, acompanhando o mau humor do mercado acionário dos Estados Unidos. O volume financeiro negociado na Bovespa chegou a R$ 1,126 bilhão.
Risco Brasil
No final do dia, o risco-país brasileiro tinha alta de 3,77%, para 440 pontos. O C-Bond - um dos principais títulos das dívida externa do Brasil - caía 0,55%, para 100,75% do seu valor de face.
Atento a indicadores
Nesta semana, o mercado estará atento ainda a diversos indicadores dos Estados Unidos, entre eles o número de pedidos de auxílio desemprego, vendas no varejo e o déficit comercial norte-americano, que deve subir de US$ 61 bilhões para US$ 61,5 bilhões entre fevereiro e março, segundo estimativas do mercado.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -2,20%; Petrobras PN, -2,07%; Embratel Par. PN, -6,26%; Usiminas PNA, -4,58%; Telesp CL PA PN, -4,73%; Vale R. Doce PNA N1, -2,17%; Bradesco PN N1, -2,42%; Eletrobrás PNB, -1,89%; Sid. Nacional ON, -4,10%; Cemig PN N1, -1,91%.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,39% ao ano. Hot money, 2,31% ao mês. Capital de giro, 25,92% ao ano. CDI, 19,49% ao ano. Over a 19,52%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 34,20 o grama, alta de 0,88%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 246,95 a onça troy (às18h55), alta de 0,25%.
Dólar enfim sobe
O dólar subiu 0,97% ontem, interrompendo uma sequência de sete quedas. A moeda norte-americana encerrou a terça-feira cotada a R$ 2,474. Para analistas, depois de vários dias em baixa é normal que o dólar suba um pouco. Também pesou no mercado o temor do aumento do risco no cenário externo.
Mau humor
Segundo o economista da Ágora Senior, João Marcus Marinho Nunes, rumores nos Estados Unidos de que alguns ''hedge funds'' (fundo que aplica em qualquer tipo de ativo) estariam com dificuldades provocaram mau humor no mercado norte-americano, contaminando os negócios no Brasil. Com isso, a captação no exterior de US$ 500 milhões, anunciada ontem pelo Tesouro Nacional, não teve impacto no câmbio e nos títulos da dívida do Brasil.
Mais credibilidade
Para Mário Battistel, da corretora Novação, a emissão soberana gera mais credibilidade ao país e abre espaço para captações privadas, mas não representa necessariamente um ingresso forte de divisas, já que o governo pode deixar lá fora parte dos recursos captados para honrar dívidas. Apesar da alta da moeda ontem, os analistas consideram que a tendência de baixa permanece, em razão dos ingressos de recursos no país por meio das exportações e da ausência do Banco Central no câmbio.
Bolsas dos EUA
O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,99%. A Bolsa eletrônica Nasdaq recuou 0,85%. Entre os fatores que pesaram nos mercados ontem, os analistas citaram o temor de maior risco no cenário externo.
Bolsa da Argentina
O mercado de ações argentino voltou a cair, com a expectativa sobre uma decisão de um tribunal dos Estados Unidos sobre a reestruturação da dívida argentina pesando sobre os investidores locais. O índice Merval fechou em queda de 25,51 pontos, ou 1,81%, em 1.381,34 pontos, enquanto o Merval 25 caiu 1,83%, para 1.351,81 pontos. O volume somou 79,1 milhões de pesos, dos quais as ações locais movimentaram 77,2 milhões de pesos.
Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam em queda ontem, devido às baixas nas Bolsas norte-americanas e à nova alta do petróleo. A bolsa de valores de Londres fechou em baixa de 0,36%. Em Paris, caiu 0,50%. Em Frankfurt, baixa de 0,96%. Em Milão, baixa de 0,99%. Em Madri, queda de 0,84%. Em Lisboa, recuou 0,21%.
Bolsas da Ásia
A bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,11%. Em Hong Kong, caiu 0,47%. Na Coréia do Sul, queda de 0,10%. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,4% e o Shenzen Composto fechou em alta de 0,1%. Em Taiwan, caiu 0,29%. Em Jacarta, caiu 0,84%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,17%. Em Manila, nas Filipinas, baixa de 0,78%. Em Cingapura, baixa de 0,02%.
Petróleo sobe
O preço do petróleo fechou em ligeira alta ontem, devido às especulações entre os investidores de que a demanda pela commodity possa ultrapassar a capacidade dos países produtores de suprir o mercado. O barril do petróleo para entrega em junho, negociado em Nova York, fechou cotado a US$ 52,07. Durante o dia, o barril chegou a ser negociado a US$ 53,10. Anteontem, o valor final foi US$ 52,03.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





