Bovespa cai
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo caiu 0,49% ontem e fechou com 25.464 pontos. Durante o dia, o Ibovespa chegou a registrar valorização de 0,13%, mas, segundo analistas, a falta de dinheiro novo no mercado continua dificultando a sustentação de um movimento de alta.
Volume
Os investidores estrangeiros tiraram R$ 100 milhões da Bolsa paulista nos primeiros quatro dias úteis de maio. Ontem, o volume financeiro da Bovespa somou R$ 977,521 milhões, abaixo da média diária do mês passado (R$ 1,4 bilhão).
Bolsas dos EUA
Nos Estados Unidos, entretanto, a segunda-feira foi de alta. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,38%. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve valorização de 0,63%.
Risco Brasil
No final do dia, o risco Brasil caía 0,23%, para 422 pontos, enquanto o C-Bond - um dos principais títulos da dívida externa do Brasil - subia 0,24%, para 101,375% do seu valor de face.
Destaque
Um dos destaques na Bovespa ontem foi a ação preferencial do Bradesco, que subiu mais de 4%, impulsionada pelos bons resultados do banco no primeiro trimestre. O Bradesco teve lucro de R$ 1,205 bilhão no período, praticamente o dobro do registrado em igual trimestre do ano passado.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,35%; Petrobras PN, 0,22%; Embratel Par. PN, 0,41%; Usiminas PNA, -4,43%; Telesp CL PA PN, -2,88%; Vale R. Doce PNA N1, 1,01%; Bradesco PN N1, 4,19%; Eletrobrás PNB, 2,69%; Sid. Nacional ON, -1,70%; Cemig PN N1, -1,30%.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,44% ao ano. Hot money, 2,19% ao mês. Capital de giro, 23,36% ao ano. CDI, 19,49% ao ano. Over a 19,51%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 33,90 o grama, queda de 0,29%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 426,60 a onça troy (às 19h05), alta de 0,16%.
Dólar em queda
O dólar carimbou ontem sua sétima queda seguida. A moeda norte-americana caiu 0,48% e terminou o dia vendida a R$ 2,450, ainda a menor cotação desde 8 de maio de 2002 (R$ 2,439). Hoje, se prosseguir a tendência de queda, a moeda norte-americana vai romper o piso dos R$ 2,45. Segundo analistas, os ingressos de recursos e a ausência do Banco Central continuam favorecendo a desvalorização do dólar.
Exportações
As exportações brasileiras têm contribuído com a entrada de divisas no país. Ontem, o Ministério do Desenvolvimento informou que a balança já acumula superávit - saldo positivo entre as exportações e as importações - de US$ 12,922 bilhões no ano, até a primeira semana de maio. O saldo é 49,7% superior ao de igual período do ano passado. As vendas externas totalizam US$ 35,849 bilhões no período, quase 30% a mais do que na mesma época do ano passado.
BC fora
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizou no último final de semana que a autoridade monetária não vai intervir no câmbio e afirmou que o mercado deverá se ajustar sozinho, o que reforçou ainda mais o processo de queda da moeda. O BC não compra divisas desde o dia 16 de março e há oito semanas não realiza leilão de ''swap reverso'', operação em que o BC oferece aos investidores (em geral, grandes bancos) contratos com remuneração atrelada aos juros (Selic) em troca (''swap'' em inglês) da variação do câmbio em um determinado período.
Dólar no exterior
O dólar começou a semana com desempenhos desiguais frente as principais moedas, caindo modestamente frente ao euro e o franco suíço, mas registrando ganhos contra o iene e a libra. No fim da tarde em Nova York, o dólar era negociado a 105,61 ienes, de 104,92 ienes de sexta; o euro era negociado a US$ 1,2840, de US$ 1,2822 de sexta.
Bolsas da Europa
O rebaixamento da classificação no setor de prestação de serviços, feito pela corretora Morgan Stanley e os bons resultados no setor bancário afetaram (com exceção da bolsa de Paris) ontem as bolsas européias. A bolsa de Londres perdeu 0,176%. Em Frankfurt, recuou 0,43%. Em Milão, desvalorização de 0,10%. Em Madri, baixa de 0,34%. Em Paris, baixa de 0,33%.
Bolsas da Ásia
A bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,19%. Em Hong Kong, alta de 0,4%. Nas Filipinas, subiu 1,72%. Os demais mercados não encontraram direção firme para seguir. Em Taipé, caiu 0,02%. Em Cingapura, subiu 0,23%. Em Bangcoc, caiu 0,17%. Na Coréia do Sul, cedeu 0,60%. Na Malásia, somou 0,01%.
Petróleo sobe
O petróleo fechou em forte alta ontem no mercado de Nova York, cotado a mais de 52 dólares por causa das compras especulativas, que inclusive atrasaram a sessão em meia hora. Em Nova York, o barril de ''light sweet'' para entrega em junho fechou com ganho de 1,07 dólar, a 52,03, após um leve aumento na sessão de sexta-feira. No sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, os contratos de petróleo brent para junho fecharam em US$ 51,29 o barril, em alta de US$ 0,52; a mínima foi de US$ 50,41 e a máxima de US$ 51,55.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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