MERCADO FINANCEIRO
Dólar abre o mês em queda
O dólar começou maio em queda. A moeda norte-americana fechou ontem com baixa de 0,71%, vendida a R$ 2,511, menor cotação desde 21 de maio de 2002, quando fechou a R$ 2,482. As entradas de recursos no País por meio das exportações, a ausência do Banco Central no câmbio e o cenário relativamente tranquilo no exterior ajudam a manter a moeda em baixa.
Balança comercial
O Ministério do Desenvolvimento divulgou ontem que a balança comercial brasileira teve superávit - saldo positivo entre as exportações e as importações - de US$ 3,876 bilhões em abril, volume 97,8% maior do que os US$ 1,960 bilhão de igual mês do ano passado. No ano, a balança comercial acumula um saldo positivo de US$ 12,194 bilhões, um crescimento de 50,7% em relação ao mesmo período de 2004 (US$ 8,093 bilhões).
Petróleo estável
No cenário externo, o preço do barril do petróleo estabilizou-se em torno de US$ 50. Há um pouco mais de um mês, relatório do banco de investimentos Goldman Sachs apontando que o barril do produto poderia chegar a US$ 105 causou estresse nos mercados.
Bovespa também cai
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem com desvalorização de 0,56%, depois de cair 1,5% durante o dia. Ao final dos negócios, o Ibovespa marcava 24.704 pontos. O volume financeiro na Bolsa paulista somou R$ 1,081 bilhão. Entre as 53 ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Net PN (10,17%), Brasil Telecom Participações ON (5,41%) e Eletropaulo PN (4,55%). As maiores baixas foram Telemig Participações PN (-7,06%), Transmissão Paulista PN (-6,88%) e Tele Centro Oeste PN (-6,17%).
Troca de indexadores
Pesou na queda dos papéis das teles e elétricas a declaração do presidente Lula de que os indexadores de tarifas dos setores de energia e telefonia elétrica poderão ser mudados em 2006. Os atuais IGP-M e IGP-DI poderiam ser trocados pelo IPCA. As afirmações do presidente foram motivo para que alguns players tratassem de vender papéis desses setores.
Capital estrangeiros
Também pesa na Bovespa ainda a fuga de capital estrangeiro. Os investidores externos já tiraram do mercado acionário paulista R$ 1,657 bilhão em abril, até o dia 27.
Inflação e juros
No ambiente doméstico, o mercado continua atento à inflação e aos juros. Os analistas financeiros elevaram, pela nova semana consecutiva, a previsão para a inflação. De acordo com o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) termine o ano em 6,28%, ante 6,15% na semana passada.
Acima da meta
Esse valor está acima do objetivo do BC, que é uma inflação medida pelo IPCA de 5,1% em 2005. As projeções indicando taxa ainda acima da meta podem levar o BC a promover um novo aumento no juro básico na reunião deste mês. Na ata da reunião de abril, em que elevou a taxa para 19,5% ao ano, o BC diz que o aumento das expectativas de inflação para 2005, que continuam acima do objetivo perseguido pelo Banco Central, fizeram com que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevasse a taxa Selic no mês passado e deixou aberta a possibilidade de voltar a elevar os juros em maio.
Outro fato que chama atenção no front doméstico, é que o Supremo Tribunal Federal julgará, na quinta-feira, a Adin contrária à medida provisória que dá status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O mercado certamente estará de olhos bem abertos para a decisão dos ministros do STF.
Americanas em alta
As Bolsas norte-americanas, depois de apontarem instabilidade durante o pregão, fecharam em alta. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,58%. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve valorização de 0,36%. No cenário externo, a preocupação gira em torno da decisão do Federal Reserve (o Fed, banco central dos EUA) sobre o juro básico norte-americano, que sai hoje. A taxa está atualmente em 2,75% ao ano.
Bolsas da Ásia
Vários mercados acionários da Ásia não abriram ontem e as praças financeiras que operaram, normalmente, registraram desempenhos divergentes. As bolsas de Bangcoc, Hong Kong, Kuala Lumpur, Manila, Xangai e Taipé ficaram fechadas. Na Coréia d o Sul, a queda dos preços futuros do petróleo estimulou compras e o Kospi encerrou o pregão em 918,42 pontos, com valorização de 7,12 pontos (0,8%). Na Indonésia, o Jacarta Composto encerrou a sessão em baixa de 3,09 pontos (0,3%), em 1.026,52 pontos. O recuo foi atribuído a pressões vindas das ações da Telekomunikasi Indonesia, que fecharam em queda de 1,2%.
Em Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa, mostrando indefinição, com papéis de empresas sensíveis à economia doméstica e do setor imobiliário em baixa, enquanto o setor de tecnologia ganhou com compras de ações baratas. O índice Nikkei fechou em 11.002,11 pontos, queda de 6,79 pontos (0,1%). O mercado japonês esteve fechado na sexta-feira em consequência de feriado.
Das agências





