Bovespa em queda
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo voltou a cair ontem, depois de encerrar os negócios na terça-feira com alta de 2,77%. O Ibovespa terminou a quarta com queda de 1,97%, aos 25.062 pontos, à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a trajetória dos juros. O movimento financeiro na Bolsa somou R$ 1,126 bilhão. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 1,04%. A Bolsa Eletrônica Nasdaq fechou em baixa de 0,85%.

Inflação
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP (Fipe), que mede a inflação de São Paulo, apontou alta de 1% nos últimos 30 dias até 15 de abril. Trata-se da maior alta desde a terceira quadrissemana de agosto.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -1,69%; Petrobras PN, -1,29%; Embratel Par. PN, 1,17%; Usiminas PNA, -0,86%; Telesp CL PA PN, -3,86%; Vale R. Doce PNA N1, -1,42%; Bradesco PN N1, -3,07%; Eletrobrás PNB, -2,71%; Sid. Nacional ON, -2,18%; Cemig PN N1, -2,10%.

Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,28% ao ano. Hot money, 2,45% ao mês. Capital de giro, 24,03% ao ano. CDI, 19,20% ao ano. Over a 19,24%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 36,00 o grama, alta de 0,69%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 434,60 a onça troy (às 18h35), alta de 0,30%.

Dólar despenca
O dólar fechou ontem com a terceira queda seguida. A moeda terminou o dia em baixa de 0,50%, vendida a R$ 2,562, menor cotação desde 3 de junho de 2002 (R$ 2,536). O movimento no câmbio brasileiro foi tranquilo. Para Hélio Osaki, do Banco Rendimentos, o ingresso de divisas no país e a ausência do Banco Central no câmbio continuam favorecendo a queda da moeda. ''O mercado sabe bem que sem a presença do Banco Central vai ser difícil interromper a tendência de queda, principalmente enquanto as exportações continuarem fortes'', afirmou.

Recomendação
A Merrill Lynch melhorou ontem a recomendação de investimentos em mercados emergentes. Para Osaki, a medida é mais um fator positivo para o câmbio, ''mas ainda insuficiente para gerar demanda [por investimentos no país]''. As divulgações do índice de inflação ao consumidor nos Estados Unidos e do ''Livro Bege'', do Fed (Federal Reserve, BC dos EUA), fizeram o mercado colocar o pé no freio.

Consumidor dos EUA
O governo dos EUA divulgou ontem que os preços ao consumidor do país subiram 0,6% em março, maior alta desde outubro do ano passado, quando também subiu 0,6%. O núcleo da inflação - que exclui os preços de alimentos e energia - registrou aumento de 0,4%, contra 0,3% registrado em fevereiro. Na avaliação de João Marcus Marinho Nunes, da Ágora Senior, o índice de inflação ao consumidor norte-americano gerou preocupações em torno de uma possível estagflação - estanagação econômica acompanhada de inflação.

Bolsas americanas
Os temores de uma nova retomada da inflação e um desaquecimento da economia americana levaram ontem as bolsas nova-iorquinas a seu ponto mais baixo do ano: o Dow Jones caiu 1,14% e o Nasdaq perdeu 0,96%. Depois de uma alta na primeira parte da sessão, sustentada pelos bons resultados das empresas, a bolsa tropeçou nos temores macroeconômicos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador de Wall Street, retrocedeu 115,05 unidades, a 10.022,36 pontos, abaixo da barreira dos 10.000 pontos. Já o Nasdaq perdeu 18,60 unidades, fechando a 1.913,76 pontos. O índice Standard and Poor's 500, mais representativo da tendência geral do mercado, fechou em queda de 15,28 pontos (-1,33%), a 1.137,50 pontos.

Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam em queda ontem com os dados sobre inflação ao consumidor divulgados nos EUA. Os papéis da Intel, no entanto, subiram e evitaram quedas maiores. A bolsa de valores de Londres fechou em baixa de 0,69%. Em Paris, queda de 0,31%. Em Frankfurt, caiu 0,62%. Em Milão, baixa de 0,2%. Em Madri, queda de 0,33%. Em Lisboa, subiu 0,78%.

Bolsa de Tóquio
As ações fecharam em alta em Tóquio, dando sequência à recuperação de terça-feira das perdas de segunda. O resultado favorável da Intel estimulou os investidores. O índice Nikkei encerrou a quarta em alta de 22,72 pontos (0,2%), em 11.088,58 pontos. Anteontem, o índice avançou 127,42 pontos. Mas os ganhos dos dois últimos dias não foram suficiente para cobrir a queda de segunda-feira, quando o Nikkei retraiu-se 432,25 pontos, maior queda em aproximadamente um ano.

Petróleo em alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta pelo segundo dia consecutivo na Nymex (New York Mercantile Exchange) e na IPE (International Petroleum Exchange, em Londres). Na Nymex, os contratos de petróleo para maio chegaram ao fim do dia a US$ 52,44 por barril, em alta de US$ 0,15 (0,29%). A mínima foi em US$ 52,00 e a máxima em US$ 53,10. Os contratos para junho fecharam a US$ 54,03 por barril, em alta de US$ 0,46 (0,86 %), com mínima em US$ 53,25 e máxima em US$ 54,50. No sistema eletrônico de transações da IPE os contratos do petróleo do tipo Brent para junho subiram US$ 0,44 (0,83%) e fecharam a US$ 53,38 por barril, com mínima em US$ 53,02 e máxima em US$ 54,10.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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